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Arquitetos discutem viabilidade econômica das arenas da Copa

Em Salvador, arquitetos da Copa discutem como evitar a construção de elefantes brancos

McKee: estádios com viabilidade econômica, estética e ambiental
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Karlo Dias / Vinícius Costa - Salvador
postado em 11/09/2009 08:11 h
atualizado em 08/09/2010 16:44 h

A necessidade de construir estádios economicamente sustentáveis e ambientalmente corretos dominou os debates no primeiro dia do 2º Fórum de Arquitetos da Copa, ontem (10/9), no Hotel Convento do Carmo, em Salvador. O encontro contou com a presença de treze projetistas de arenas do Mundial de 2014, além de especialistas em construção sustentável e fornecedores da indústria de construção.

Uma das preocupações centrais dos arquitetos da Copa é a sustentabilidade financeira dos estádios após a competição. Eles querem evitar que o Brasil chegue em 2015 com 12 estádios inúteis, ou seja, que se construam grandes obras visando apenas às necessidades do Mundial, mas que se tornem verdadeiros elefantes brancos, geradores de despesas para os responsáveis pela sua operação (o Estado ou a iniciativa privada).  

Neste sentido, os participantes do evento citaram a Copa de 2010, na África do Sul, como um verdadeiro desastre. Segundo apontam os arquitetos, as arenas sul-africanas são espaços que não terão utilidade após o torneio. 

O economista Ian Mckee, especialista em arenas sustentáveis, afirmou que, neste caso, a pobreza da população local e o alto custo das obras poderão afastar os torcedores logo após o Mundial, inviabilizando os complexos. A reflexão serve de alerta aos projetistas brasileiros, que devem apresentar soluções viáveis, do ponto de vista econômico, estético e de integração com o meio ambiente.   

Para o arquiteto Carl Von Hanenschild, no caso do Brasil as arenas só serão sustentáveis se houver redução orçamentária. O investimento médio de cada projeto está em torno de R$ 400 milhões, o que pode gerar um alto custo de manutenção dos equipamentos. Para reaver este investimento seria necessária, segundo o economista, a utilização de 60% da capacidade do estádio em pelo menos 60 jogos anuais, com um valor médio do ingresso de ao menos R$ 40.    

Manaus foi apontada como um dos exemplos mais preocupantes. O Estádio Vivaldino Lima (Vivaldão), que será remodelado para o Mundial, poderá se tornar ocioso no futuro caso não sejam tomadas medidas para evitar que isso aconteça.

Já o representante do Rio de Janeiro, o arquiteto Antônio Carlos Saraiva, responsável pela reforma do Maracanã, pondera na avaliação e acredita que “o Brasil pode, inclusive, ser mais econômico nas construções”.

O assunto será retomado na manhã de hoje (11), com a palestra sobre “Viabilidade econômica dos estádios”, ministrada por Álvaro Costa, da ACE Esportes e Eventos.





 
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