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Campeões do Mundial de 1962 são homenageados em São Paulo

Exposição Cinquentenário da Copa do Mundo de 1962 foi lançada no Memorial da América Latina

Em 17 de junho de 1962, o Brasil faturou o bicampeonato no Chile (crédito: Reprodução)
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Da Agência Brasil - São Paulo
postado em 25/06/2012 19:18 h

Os campeões mundiais de futebol no Chile foram homenageados hoje (25) durante o lançamento da exposição Cinquentenário da Copa do Mundo de 1962, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Passados 50 anos da conquista, craques como Amarildo Tavares da Silveira, apelidado pelo escritor Nelson Rodrigues de “O Possesso”, recordaram histórias vividas nos gramados.

Amarildo lembra quando recebeu a difícil missão de entrar no lugar de Pelé, que havia se machucado no jogo com o México. Apesar de passar a ser chamado de “substituto do insubstituível”, o atacante não se intimidou. Na final contra a Tchecoslováquia, Amarildo ajudou a virar o jogo. A seleção perdia por 1 a 0 e o atacante empatou a partida apenas dois minutos depois de o Brasil sofrer o gol. “Então, o entusiasmo deles desapareceu. Começamos a dominar o jogo. Fomos superiores e merecemos ganhar”. O Brasil venceu a partida por 3 a 1.

Da vitória contra o México, na primeira fase da competição, Mário Jorge Lobo Zagallo gosta de recordar o momento em que a partida saiu do 0 a 0. “Eu tive a felicidade de dar um peixinho e fazer o primeiro gol da partida” - o placar terminou em 2 a 0 para o Brasil com o outro gol sendo marcado por Pelé .

Craque reverenciado pelos companheiros, Mané Garrincha, foi lembrado por Zagallo. Conhecido por sua habilidade nos dribles, Garrincha só foi “parado” em toda a sua carreira por um cachorro que invadiu o campo durante a partida contra a Inglaterra nas quartas-de-final. Com o jogo paralisado, o atacante tentou agarrar o animal, sem sucesso. “Esse foi o único na vida que conseguiu driblar o Garrincha”, brinca Zagallo.

“Daqueles tempo para cá, os jogadores da seleção brasileira mudaram muito”, destaca Zagallo. Para ele, há muito preparo físico e pouco avanço em termos táticos. Os craques do passado encontravam mais espaço para jogar e podiam mostrar o talento deles. “Hoje, a bola chega, já tem um em cima. A bola muda de lado é a mesmíssima coisa. Fica um futebol feio”.

Durante a abertura da exposição, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, reafirmou que os gastos com as obras para a Copa do Mundo no Brasil em 2014 serão fiscalizados. “Acho que dá para fazer tudo controlado pelos órgãos da União, Tribunal de Contas, Ministério Público, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas dos Estados”.

De acordo com o ministro, quase todas as obras foram licitadas. “Das obras da Copa, é muito pouco o que falta ser licitado. E nós ainda temos tempo, temos dois anos”. Rebelo se mostrou otimista também em relação à organização. “Acho que a Copa pode ser uma referência, não apenas de organização, mas também de controle nos gastos públicos”.





 
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