O sistema de drenagem do novo Maracanã está gerando um conflito entre o governo do Rio e a Fifa. O impasse está no método a ser implantado no gramado no estádio palco das finais da Copa das Confederações e do Mundial.
Ao "Globoesporte.com", o presidente da Emop (Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro), Ícaro Moreno, declarou que a entidade exige que o sistema usado seja o de drenagem a vácuo.
O espaço sob o gramado do Maracanã, no entanto, não comportará os equipamentos, que precisam ser instalados a 1,5 metro da superfície. A passagem de um lençol freático a 90 cm do campo é a causa do problema.
"Duplicamos a nossa capacidade de drenagem e estamos mostrando à Fifa que não precisamos da drenagem a vácuo, pois há um anel para retenção de água, uma espécie de grande caixa d'água", disse Moreno. As discussões sobre o sistema já duram seis meses.
O presidente da Emop, porém, acredita que o impasse terá uma solução em breve. "Estamos tendo debates técnicos com a Fifa e buscamos um consenso. Esse não é um problema só do Maracanã, mas também de outros estádios. Esperamos resolver tudo nas próximas semanas", afirmou.
A cobertura do estádio também traz preocupações à Emop. Segundo ela, a nova estrutura impedirá parcialmente a passagem de sol. Dessa forma, a iluminação natural estaria prejudicada. Os trabalhos para a instalação da cobertura devem começar em setembro. O prazo para a montagem é de seis semanas.