O governo já perdeu a conta de quanto deverá gastar com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
Na última segunda-feira (4), o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, apresentou a Matriz de Responsabilidades da Olimpíada –documento que lista as obras essenciais para a competição e os entes federativos respectivos, nos mesmos moldes da Matriz da Copa— ao Comitê Olímpico Internacional (COI), com quase dois anos de atraso, e obteve a aprovação do órgão internacional.
O documento, porém, não contém os valores das obras. A explicação de Fortes é que sem os projetos executivos das obras em mãos não é possível estimar o custo total da Olimpíada.
“Os acordos firmados foram exatamente para assegurar que haja uma relação íntima entre município, estado, e União para elaboração de projetos que sejam funcionais, icônicos mas espartanos em valor. Vamos sempre poder fixar o menor valor possível”, disse, em entrevista ao jornal “Lance!”.
Segundo Fortes, os valores divulgados na época da candidatura brasileira aos Jogos, cerca de R$ 23 bilhões, eram apenas uma “referência”.
Mais importante das obras olímpicas, o Parque Olímpico de Jacarepaguá, por exemplo, deverá ter as obras iniciadas ainda este ano, tão logo o imbróglio com a Confederação Brasileira de Automobilismo —que exige o início da construção de um novo autódromo no lugar do espaço que dará lugar ao empreendimento olímpico— for resolvido. Sozinho, o parque deverá consumir cerca de R$ 1,4 bilhão.