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Para o turista, é difícil se orientar em Porto Alegre

Prefeitura promete investir R$ 1,4 mi em sinalização turística até a Copa

O alemão Raphael Reklats usa um mapa para se guiar em Porto Alegre (credit: Alexandre de Santi/Portal 2014)
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Alexandre de Santi - Porto Alegre
Posted on 11/04/2011 12:40 h
updated on 20/04/2011 17:50 h

Como a maioria das cidades brasileiras, Porto Alegre deixa a desejar quando o assunto é a recepção ao turista. Embora a cidade receba mais de 1 milhão de visitantes ao ano, a sinalização das rotas e pontos de interesse ainda é insuficiente.

Mas, de olho na preparação da cidade para receber bem o turista da Copa de 2014, a Secretaria Municipal de Turismo vem desenvolvento três projetos, já em fase de elaboração de editais para licitação, de melhoria da sinalização.

Norton Lenhart, presidente do conselho curador do Porto Alegre Convention & Visitors Bureau, acredita que a capital gaúcha não está entre os piores casos do país, mas precisa de melhorias. "Na verdade, ainda temos que evoluir bastante. Se o visitante está sozinho e não possui ninguém para orientar, ele passa um pouco de trabalho. Porto Alegre ainda está se preparando para os eventos importantes", diz Lenhart.

Visitantes como o alemão Raphael Reklats, de 21 anos, que está em Porto Alegre desde o início de março, reclamam da sinalização. “Quase não vi placas na cidade. Quando quero ir a algum lugar e não sei onde fica, acabo perguntando para as pessoas na rua”, afirma.

Reklats também apela para os mapas virtuais. Para chegar ao local da entrevista, um importante ponto turístico da capital gaúcha, o estudante de Ciências da Computação localizou o endereço na internet. No entanto, precisou complementar as informações com orientações de pedestres, já que não havia indicação de direção.

Sinalização na prancheta
O secretário municipal de Turismo de Porto Alegre, Luiz Fernando Moraes, admite a necessidade de ampliar a sinalização na cidade. E informa que há três projetos na prancheta da secretaria, destinados ao bairro central, onde se localizam os principais pontos turísticos, e às vias de acesso à cidade.

O primeiro projeto prevê a instalação de 141 placas indicativas a pedestres de 51 pontos turísticos do centro histórico. Museus, centros de cultura e teatros serão mais facilmente reconhecidos a partir da iniciativa. "A sinalização do centro histórico é a fase mais importante, porque é o principal ponto turístico da cidade", fala Moraes.

Paralelamente a isso, a sinalização viária também está sendo planejada. "Serão 59 placas no centro, totalizando um investimento de R$ 600 mil", afirma o secretário. As principais ruas do bairro, como as avenidas João Pessoa e Farrapos, ganharão nova identificação.

O terceiro projeto em andamento prevê a instalação de quatro pórticos de boas-vindas nas entradas de Porto Alegre. Os visitantes que chegarem pelas BRs 116 e 101, Viamão ou avenida Castelo Branco serão recepcionados por placas indicativas. Juntos, os três projetos devem representar um investimento de cerca de R$ 1,4 milhão.

Todas as placas terão versões em português e inglês. Porém o espanhol, idioma falado por uruguaios e argentinos, os estrangeiros mais próximos do Rio Grande do Sul, não foi contemplado. Para o dirigente do Porto Alegre Convention & Visitors Bureau, a ausência desta língua ainda é um ponto a ser discutido.

"Pela proximidade com o Uruguai e a Argentina, achamos que quem fala espanhol também entende o português. Mas não é bem assim. Se vai fazer em inglês, por que já não colocar as informações em espanhol? Seria o ideal, já que atingiremos o maior grupo de turistas de Porto Alegre", diz Lenhart.

Já o secretário de turismo Moraes afirma que o acréscimo de um terceiro idioma aumentaria bastante o custo das placas, provocando o adiamento da instalação da sinalização.

Bairros turísticos fora do eixo aeroporto-centro, como o Moinhos de Vento e a Cidade Baixa, não serão contemplados neste primeiro momento. O secretário afirma que estas regiões ganharão atenção mais adiante.

"Depois vamos analisar onde mais precisa. Pretendemos sinalizar a orla até os caminhos rurais --essa rota já foi sinalizada a partir do centro em 2009. O caminho Centro-Estádio Beira-Rio também precisa de atenção especial, mas esses são projetos menores, complementares aos três primeiros citados."

Mapas digitais
O dirigente do Convention & Visitors Bureau também alerta para a necessidade de atualizar mapas digitais utilizados por aparelhos de GPS. "O turista olha no mapa, mas as mãos das vias indicadas já podem ter mudado. Muitos estrangeiros vêm de carro da Argentina e Uruguai e se guiam por esses equipamentos", diz Lenhart. A iniciativa, nesse caso, depende do setor privado.

A alternativa para o visitante, nesses casos, é passar em um dos cinco centros de informações turísticas e solicitar um mapa da capital gaúcha. Nele não estão indicadas os sentidos das ruas, mas já é uma boa ajuda.





 
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