O técnico da Argentina, Diego Maradona, lamentou nesta terça-feira a falta de sorte de sua seleção que, às vésperas da partida contra o Brasil em Rosário, sofre com uma série de desfalques por lesões.
"Cada ligação do médico é uma reza", disse Maradona em declarações à rádio "Del Plata", de Buenos Aires, em referência aos muitos machucados no plantel argentino.
No entanto, o técnico disse que a seleção "não se desespera e está confiante" para a partida de sábado com o Brasil. "Gostaria de ter 20 anos a menos" para entrar em campo, afirmou Maradona.
O técnico, que não pôde convocar vários jogadores para as Eliminatórias, disse que antes de confirmar os 11 titulares quer avaliar o estado físico de alguns.
Entre as dúvidas para o jogo com o Brasil apontou os meias Verón, do Estudiantes de La Plata, e Jesús Dátolo, do Napoli (Itália).
"Se 'la bruja' (Verón) chegar bem, seria um presente de Deus. E também temos que avaliar Jesús (Dátolo), que veio com dores", ressaltou.
Após admitir que a seleção argentina era "uma enfermaria", Maradona falou também do atacante Martín Palermo, a quem convocou na segunda junto a Rodrigo Braña e Rolando Schiavi.
"É o prêmio que Palermo merece por seus gols no Boca Juniors e por ser o artilheiro do futebol argentino. É o grande merecedor da convocação", destacou.
O Brasil lidera as Eliminatórias com 27 pontos e é seguido por Chile (26), Paraguai (24), Argentina (22), Equador (20) e Uruguai (18).