Em visita a São Paulo, nesta segunda-feira (30), o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, falou com otimismo em relação à entrega dos estádios da Copa de 2014 dentro do prazo.
Segundo ele, não há "nenhum calendário problemático na construção das arenas" e "todos os 12 estádios, das 12 cidades-sede, estarão prontos para receber o Mundial".
Rebelo, no entanto, aponta as arenas de Porto Alegre (Beira-Rio) e Natal (Arena das Dunas) como casos que preocupam o ministério do Esporte. "Temos o caso do Rio Grande do Sul com um certo atraso, mas o Conselho do Internacional, por ser um estádio privado, resolveu retomar a obra", afirmou, em entrevista à rádio "CBN", hoje (30) pela manhã.
Já a arena potiguar, segundo Rebelo, preocupa um pouco menos. "Em Natal, houve a ideia de que aquele estádio pudesse estar pronto para a Copa das Confederações, mas, de fato, não vai estar. Mas, para a Copa, tenho certeza que a arena estará pronta", disse ele.
Lei da Copa
Aldo Rebelo falou ainda sobre aspectos da Lei Geral da Copa, que têm causado discussão entre o governo e a Fifa e está em pauta no Congresso, com previsão de ser aprovada até março.
“A venda de bebidas alcoólicas não está incluída nos 11 acordos [termos estipulados pela Fifa quando o Brasil foi escolhido como país-sede da Copa, em 2007], por isso a polêmica dentro do Congresso. O que o país se comprometeu é a respeitar as marcas comerciais e os direitos comerciais dos organizadores e patrocinadores", disse o ministro.
"A interpretação deles é que essa prerrogativa, da venda de cerveja dentro dos estádios, está assegurada."
A solução, então, seria permitir a comercialização de bebidas alcoólicas com certas restrições. “O Congresso pode aceitar essa interpretação e fazer como em toda a Europa se faz, ou seja, com a permissão da venda de cerveja com restrições, para não comprometer nem a segurança do espetáculo e nem a nossa legislação."
Rebelo disse que o país deverá manter proibição da venda para menores de 18 anos e limitar a cerveja aos bares e restaurantes do estádio ou apenas durante o intervalo de jogo, soluções que ele considera "paliativos" para contornar o problema em torno da aprovação da lei.