O amistoso entre a seleção brasileira e o Egito, marcado para o dia 28 de fevereiro, corre o risco de ser cancelado, informou hoje (2) o diário "Lance!".
Tudo porque o país africano enfrenta onda de violência nos estádios, com invasões de campo cada vez mais recorrentes, e a situação política é delicada desde que começaram os protestos contra o então ditador Hosni Mubarak, que renunciou em fevereiro de 2011.
De acordo com o empresário que participou das negociações para a realização do amistoso, Mohamed Youseff, a Federação Egípcia afirmou que não pode garantir a segurança da delegação brasileira em solo africano. "Trata-se da seleção brasileira, não é um time qualquer. Como pode a melhor seleção do mundo jogar onde não há nenhuma garantia de segurança?", indagou.
Crise política
Depois de governar o país por quase 30 anos ininterruptos, Mubarak renunciou em fevereiro de 2011, após dois meses de intenso levante popular. No entanto, um regime militar foi instalado na sequência para realizar a transição democrática.
Insatisfeitos com o governo "provisório", manifestantes recomeçaram a onda de protestos em novembro de 2011, pedindo a elaboração de uma nova constituição ou a transferência do poder para um governo civil.