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Porto Alegre é a única sede com duas arenas padrão Fifa, diz Simon

Projetos do Inter e Grêmio são apresentados durante o Road Show 2014, na capital gaúcha

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Rafael Massimino - Porto Alegre
postado em 30/06/2011 15:24 h
atualizado em 30/06/2011 17:40 h

Duas arenas modernas, construídas com recursos privados e prontas no final de 2012. Para o ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, atual coordenador da Copa do Rio Grande do Sul, este é o principal trunfo de Porto Alegre na preparação da cidade para o Mundial de 2014.

Segundo ele, a capital gaúcha é a única das 12 sedes da Copa que terá dois campos adequados ao padrão da Fifa durante o campeonato. O estádio oficial da competição é o Beira-Rio, que pertence ao Sport Club Internacional e passa por reformas desde o ano passado.

Mas em 2014 a cidade também contará com a nova arena que o Grêmio constrói no bairro de Humaitá, na zona norte, que poderá servir de campo de treinamento para as seleções do Mundial.

“O Rio Grande do Sul é o único estado que participa da Copa capacitado para ter dois estádios durante o evento. E, um fator muito importante, os dois serão erguidos com recursos da iniciativa privada. Não vai entrar dinheiro público em estádio”, falou Simon nesta quinta-feira (30) durante o “Road Show – Vitrine ou Vidraça”, promovido pelo Portal 2014 e o Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia), em Porto Alegre.

Além de estarem adequados aos padrões internacionais, os estádios também serão viabilizados com modelos semelhantes. Orçada em aproximadamente R$ 290 milhões, a reforma do Beira-Rio foi entregue à construtora Andrade Gutierrez que, em troca, poderá explorar novos espaços comerciais durante 20 anos.

Já a Grêmio Arena, que deve custar R$ 400 milhões, será construída pela OAS, que também vai explorar receitas do estádio por duas décadas.

O modelo privado adotado pelos gaúchos é exceção quando se trata dos estádios da Copa. Fora o Beira-Rio, somente o estádio de Curitiba e de São Paulo pertencem a clubes de futebol.

Mesmo assim, a reforma da arena curitibana receberá R$ 90 milhões em potencial construtivo da prefeitura, enquanto a construção do estádio paulista terá R$ 420 milhões em Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) do município.

Para Simon, a aplicação de dinheiro privado nas arenas gaúchas garante que elas serão entregues no prazo, já que a cidade evitará “dor de cabeça” com os órgãos que fiscalizam os recursos públicos.

“Infelizmente, o Brasil demorou para acordar e deixou muitas obras para a última hora. A Copa é amanhã. Outros estados terão brigas com o Ministério Público e os Tribunais de Contas em razão de questionamento dos contratos, o que pode atrasar ainda mais os preparativos. Nós como gaúchos não teremos essas preocupações”, declarou o secretário.

Segundo Simon, outra vantagem de deixar os estádios da Copa sob responsabilidade das empresas é que o estado não corre o risco de erguer elefantes brancos. O coordenador citou o exemplo do Soccer City, que recebeu a cerimômia de abertura e de encerramento da Copa da África do Sul.

“O Soccer City é um estádio maravilhoso. Apitei uma partida entre Alemanha e Gana neste estádio [no Mundial de 2010] e fiquei maravilhado. Mas estive lá recentemente e só havia cinco mil pessoas assistindo a um jogo. Atualmente, é um estádio completamente ocioso. É um dinheiro que está indo para o ralo”, afirmou o ex-árbitro.





 
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