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Sem Machadão, estádio do ABC pode ser alternativa para rivais

América e Alecrim serão os mais prejudicados com a demolição do estádio para a Copa

Frasqueirão pode ser única alternativa para clubes de Natal (crédito: Arquivo)
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George Fernandes - Natal
postado em 23/03/2011 13:12 h
atualizado em 23/03/2011 13:16 h

Com a demolição do estádio Machadão prevista para depois do Campeonato Potiguar de Futebol (maio/2011), América e Alecrim, dois clubes de Natal que utilizam a praça esportiva para mandarem seus jogos, vão ficar sem teto.

Em audiência pública proposta pelo deputado Poti Júnior (vice-presidente do ABC Futebol Clube) e realizada na última terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o governo do estado ofereceu como solução o estádio Frasqueirão, de propriedade do ABC, rival da dupla América e Alecrim.

O secretário chefe da Casa Civil, Paulo de Tarso Fernandes, apontou a possibilidade de o governo realizar investimentos no estádio Frasqueirão. “Haverá este problema da falta de local para jogos durante a construção do Estádio das Dunas. Mas, após a sua conclusão, ele vai alavancar nosso futebol. Os clubes da nossa capital não estão sendo esquecidos. E uma solução prática seria utilizar o estádio Frasqueirão, de propriedade do ABC”, disse Tarso, sem explicar como seria a negociação.

Mais preocupados em montar seus times para o restante do Campeonato Potiguar e Brasileirão, América e Alecrim ainda não se manifestaram. O ABC, por sua vez, está dividido.

Parte da diretoria não vê problema em alugar o campo para os rivais, mas outra rechaça qualquer possibilidade de negociação. América e Alecrim já pensam em mandar seus jogos em Goianinha, a 50 km de Natal.

Juvenal Lamartine
Diante do impasse, o presidente da Federação Norte-rio-grandense de Futebol, José Vanildo, voltou a criticar a organização da Copa em Natal. Segundo ele, a solução estaria na reforma do Estádio Juvenal Lamartine. Localizado no centro de Natal, no bairro do Tirol, o velho JL (fundado em 1928) está abandonado e interditado para jogos oficiais.

“A posição da Federação sempre foi favorável à Copa em Natal. A ninguém é dado o direito de renunciar ao maior evento esportivo do mundo. Quero crer e acredito que o futebol não pode ser apenas um detalhe neste processo”, lembrou Vanildo, presente à audiência pública.

Para “ressuscitar” o estádio Juvenal Lamartine, Zé Vanildo tem um projeto engavetado, orçado em R$ 18 milhões, esperando por investimentos do poder público. A nova praça teria museu, estacionamento subterrâneo, mini-shopping, novas arquibancadas, novo gramado e não serviria apenas para os profissionais.

A federação pretende montar uma escolinha de futebol, além de reconduzir para o local a sede da própria federação e do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD).  

Mas, além de tentar convencer o poder público, Zé Vanildo encontra outros obstáculos para a revitalização do JL: as licenças ambientais e a vizinhança, já que o estádio está localizado num bairro residencial, cercado por prédios, alguns, inclusive, encostados no mudo do estádio.

A maioria dos moradores é contra a revitalização do estádio, que é diariamente namorado por investidores, de olho no valioso terreno.





 
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