O sul-africano Danny Jordaan, diretor-executivo do Comitê Organizador da Copa do Mundo da África do Sul, não conseguiu vencer as eleições para fazer parte do comitê executivo da Fifa.
Jordaan foi o quarto dos cinco candidatos às duas vagas da Confederação Africana de Futebol (CAF), após a saída do nigeriano Amos Adamu, suspenso pela Fifa, e o marfinense Jacques Bernard Anouma.
O sul-africano recebeu dez votos dos 53 membros de associações presentes na assembleia da CAF, realizado em Cartum (Sudão).
Ao final, foram eleitos o argelino Mohammed Raouraoua, com 39 votos, e o marfinense Anouma, que concorria à reeleição, com 35, enquanto Suketu Patel, das Ilhas Seychelles, teve 12 apoios e Jordaan, apesar do sucesso da Copa da África do Sul, somente dez.
África tem outros dois membros no Comitê Executivo da Fifa, mas o camaronês Issa Hayatou, presidente da CAF, e o egípcio Hany Abo Rida não terão que concorrer à reeleição até 2013.
A escolha foi acompanhada na mesma assembleia da CAF pelo suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa, assim como pelos máximos líderes das confederações europeia e asiática, o francês Michel Platini e a catariana Mohammed Bin Hammam.
Blatter aproveitou para parabenizar os responsáveis do futebol africano pelo sucesso da Copa do Mundo da África do Sul e garantiu que o evento demonstrou que a Fifa tinha tomado a decisão correta no momento de sua concessão.
O suíço anunciou que havia conseguido muitos mais benefícios do que na Copa do Mundo da Alemanha, e que este fato é "outra vitória da África".
Hayatou lembrou que "pela primeira vez o continente teve o direito de organizar a Copa. Nunca a África havia recebido um reconhecimento tão grande. Foi uma formidável experiência para um continente que muitos conheciam por conflitos, desastres naturais, mortes..."