Nome: Edson Arantes do Nascimento
Nascimento: 23/10/1940
Nacionalidade: brasileira
Copas que disputou: 1958, 1962, 1966 e 1970
Edson Arantes do Nascimento virou Pelé logo na infância, quando acompanhava os treinos de seu pai no São Lourenço, e se empolgava com as defesas de um goleiro chamado Bilé, gritando o nome do arqueiro muitas e muitas vezes ao longo de cada dia. Aos poucos, com a dificuldade de pronunciação de seus familiares e amigos, Bilé virou Pelé, hoje um dos nomes mais conhecidos do planeta.
Aos 17 anos, iniciou a Copa de 1958 como reserva, principalmente pela contusão que sofrera dias antes do embarque, que quase o tirou do torneio. Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação, insistiu em levá-lo e logo percebeu que não fez errado. Nas quartas-de-final, ele marcou o gol da complicada vitória por 1x0 sobre Pais de Gales. Nas semi-finais, fez três gols contra a França e na final fez outros dois, terminando a Copa com seis tentos marcados.
Quatro anos mais tarde, Pelé foi bicampeão mundial, mas sem ser o destaque. Uma contusão na virilha na segunda partida, diante da Espanha, deixou-o fora do resto da Copa. O Brasil terminou bicampeão mundial, com Pelé no elenco, mas jogando menos de 120 minutos.
A Copa da Inglaterra de 1966 foi trágica para Pelé e para a seleção brasileira. Uma preparação confusa, um número de 44 convocados pelo técnico aliados com o “Oba-Oba” dos dirigentes sonhando com o tricampeonato seguido fez com que a seleção amarelasse e ficasse apenas em 11º lugar. Pelé, calçado de todas as maneiras pelo “Futebol Força” dos times europeus, nada pôde fazer.
Em 1970 foi a redenção. Aos 29 anos, fez parte do que, para muitos, foi a melhor seleção da história das copas. Pelé esteve tão bem no México que não só os quatro gols seus são lembrados, como três “Quase Gols”: O primeiro, contra a Tchecoslováquia, em que tentou marcar do meio campo, de cobertura e a bola passou rente à trave. O segundo, diante da Inglaterra, numa cabeçada em que o goleiro Banks fez a chamada melhor defesa da história das Copas; e o terceiro contra o Uruguai, em que ele driblou o goleiro Mazurkiewicz com o corpo, mas chutou para fora.
Pelé eternizou a camisa 10, que atualmente é sempre usada pelo craque do time, em todo mundo. Numa seleção da história das copas, com certeza Pelé seria o camisa 10 titular.