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Blatter dispara contra Inglaterra: "foi má perdedora"

Presidente da Fifa criticou a postura de membros da candidatura e negou acusação de corrupção

Para Blatter, a escolha das sedes aconteceu de forma limpa (crédito: EFE)
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Da redação
postado em 09/12/2010 02:15 h
atualizado em 09/12/2010 02:24 h

O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, criticou nesta quarta-feira a postura de membros da candidatura da Inglaterra, que foi derrotada na tentativa de sediar a Copa do Mundo de 2018, e negou as acusações de corrupção no organismo após escolher a Rússia para esse Mundial e o Catar para o de 2018.

"Para ser honesto, me surpreendeu completamente as queixas da Inglaterra após a derrota. Logo a Inglaterra, a pátria do 'fair play', foi uma má perdedora", afirmou Blatter à revista suíça "Weltwoche" em entrevista publicada nesta terça, para depois afastar qualquer possibilidade de venda de votos.

"Alguns dos representantes da candidatura inglesa estão se mostrando maus perdedores. Não se pode vir depois que tudo aconteceu e querer prometer o voto para a Inglaterra. Os resultados são conhecidos, e a votação aconteceu de forma limpa", completou.

Blatter afirmou que a reação da candidatura inglesa demonstrou que alguns não entendem a intenção de ampliar as fronteiras do futebol.

"É certo que em algumas reações senti um toque da arrogância do mundo ocidental com contexto cristão. Alguns, simplesmente, não suportam que outros tenham a oportunidade de mudar", argumentou.

Ainda com relação à possibilidade de corrupção, Blatter declarou que alguns jornalistas contrários à entidade a transformaram em alvo: "não há corrupção sistemática na Fifa. Dizer o contrário não faz sentido. As finanças são limpas e transparentes".

No entanto, o dirigente suíço anunciou que não poderia terá se comportar como se nada tivesse acontecido e que deseja criar um grupo de trabalho para buscar possíveis medidas, embora não tenha apresentado mais detalhes a respeito.

"Precisamos melhorar nossa imagem. Além disso, também precisamos esclarecer algumas coisas dentro da Fifa", disse, antes de convidar "de todo coração" o primeiro-ministro britânico, James Cameron, que defendeu "uma reforma radical" no organismo, "a apresentar suas propostas".





 
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