O presidente do Atlético Paranaense, Marcos Malucelli, fala sobre a expectativa da diretoria em relação à Arena da Baixada, que deve fechar as portas por um ano e meio para as obras de adequação à Copa de 2014.
O clube aguarda a entrega do projeto executivo para publicar o edital de licitação da construtora que será responsável pela obra. Malucelli afirma que cinco empresas já demonstraram interesse em executar o projeto de remodelação e ampliação do estádio curitibano.
Embora o time não tenha conseguido vaga na Libertadores, 2011 será especial para o Atlético, em razão da remodelação da Arena. Como está o planejamento das obras?
Sem dúvida. O planejamento está em pleno andamento. Estamos na primeira fase que é a elaboração do projeto executivo, pois até agora tínhamos só o anteprojeto que foi enviado à Fifa. A promessa é de que tenhamos o projeto executivo no início de janeiro. Contratamos ainda outros projetos, o elétrico, o hidro-sanitário e o estrutural que também serão entregues em janeiro. A partir da entrega, podemos orçar a obra com o projeto definitivo na mão e, assim, vamos publicar o edital para licitar a construtora.
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Já há empresas interessadas?
Tão logo foi anunciado o projeto tivemos consultas de algumas construtoras. Na época foram ao menos cinco construtoras.
Há preocupação com relação aos recursos, já que o uso do potencial construtivo pode ser contestado?
Com isso não me preocupo, está resolvido.
Quais as principais obras no entorno do estádio?
As obras no entorno é de responsabilidade da prefeitura de Curitiba e tudo foi encaminhado à Fifa e não é problema do Atlético. As obras serão integradas tão logo sejam desocupadas as áreas próximas. Sabemos da necessidade de desapropriação de áreas vizinhas que serão áreas de fuga.
Qual o prejuízo em jogar fora da Arena da Baixada? Já está definido em qual estádio o time vai mandar seus jogos?
A estimativa é de R$ 20 milhões. Vamos ter prejuízo na receita com a questão dos sócios, das lojas e lanchonetes instaladas na Arena e publicidade.
A nova arena terá uma área de hospitalidade. Onde ficará essa área e como o clube vai utilizá-la após o Mundial?
Teremos um espaço para a hospitalidade no terreno ocupado pelo colégio [no setor da rua Brasílio Itiberê]. Depois ela será transformada em sede administrativa.
Denúncias vieram à tona envolvendo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, nos últimos dias. Ele teria recebido suborno em negociações de contratos de publicidade. Isso não macula a imagem de Teixeira e pode colocar em xeque a transparência do processo de captação de recursos para o Brasil organizar a Copa?
Isso não diz respeito ao Atlético. Mas qualquer acusação mancha a imagem, sem dúvida. Se vai colocar em xeque a transparência do processo, o Tribunal de Contas da União e o Ministério do Esporte devem policiar.
Haverá legado da Copa para o Atlético e para Curitiba?
O legado para Curitiba será grande. Vamos ter reforma do aeroporto, melhoria do acesso o aeroporto, reformulação de ruas na cidade, reforço na segurança, a mobilidade urbana... Vai ter um legado muito grande. Ao Atlético, não tenho uma visão clara sobre isso, mas vai aumentar o custo de manutenção do estádio. Porém, não o clube vai precisar investir por alguns anos. Para o Atlético será interessante, mas não tanto quanto para a cidade.