Um gol de Daniel Alves aos 42 minutos do segundo tempo garantiu a difícil vitória de 1 a 0 do Brasil sobre a África do Sul, em Johanesburgo, pela semifinal da Copa das Confederações.
Com o resultado, a seleção brasileira enfrentará os Estados Unidos no domingo, no mesmo estádio Ellis Park, e poderá chegar à hegemonia na competição.
O Brasil soma dois títulos, assim como a França, e pode se tornar o maior vencedor da história da competição.
O brasileiro Joel Santana, técnico dos sul-africanos, armou uma retranca que dificultou bastante o trabalho dos pentacampeões mundiais. Além disso, seus jogadores conseguiam dar trabalho à defesa do Brasil com jogadas de velocidade.
O primeiro tempo foi bastante travado, com as duas equipes concentrando a bola no meio-campo. Desta forma, foram poucas as chances claras de gol.
O meia Ramires foi o jogador mais perigoso do Brasil nos primeiros minutos com dois chutes fracos, que não assustaram muito o goleiro Khune.
Já a África do Sul teve uma grande oportunidade aos 29. Mhlongo soltou a bomba da intermediária e Júlio César, bem colocado, espalmou, mandando para escanteio.
Perto do intervalo, o discreto Kaká subiu de produção e procurou levar a equipe ao primeiro gol. Aos 37, o meia fez ótima jogada pela esquerda, superou a marcação e chutou colocado da entrada da área. A bola passou à esquerda de Khune.
Na sequência, os sul-africanos responderam com um outro chute de longa distância. Pienaar surpreendeu Júlio César com uma bomba cheia de veneno. O goleiro brasileiro ainda tocou na bola com a ponta do dedo, mas o árbitro deu tiro de meta.
Na volta do intervalo, o Brasil entrou em campo atacando bastante, mas tinha sérias dificuldades para superar a marcação. A equipe treinada por Joel chegava a ter dez jogadores atrás da linha da bola.
Perigo mesmo só aos 18, quando Luís Fabiano fez jogada pela direita e seu cruzamento bateu na zaga. Robinho pegou o rebote e mandou de voleio para fora.
As duas seleções erravam demais e tudo indicava que a partida iria para a prorrogação. Tanto que Dunga só foi mexer aos 36, trocando André Santos por Daniel Alves, que atuou improvisado na lateral esquerda.