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Brasileiro coloca placar eletrônico na Copa e foca negócios para 2014

Telão ocupará o estádio Ellis Park, de Johanesburgo, no Mundial de 2010

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Da redação
postado em 25/06/2009 11:36 h
atualizado em 25/06/2009 12:01 h

Especializado em placares de estádios desde a década de 70, o cearense Anazion Cordeiro transferiu sua empresa para a África do Sul em 2007 e conseguiu o direito de instalar seu material no Ellis Park, uma das arenas da Copa do Mundo de Futebol, na cidade de Johanesburgo.

Cordeiro investiu ao todo US$ 2,2 milhões para entrar no mercado sul-africano em 2007, mas avalia que o retorno será compensador. "Nossa empresa (Digitalmatic) é pequena, mas venceu gigantes do ramo e a burocracia de licitações daqui", explica o brasileiro.

O imenso telão instalado pela empresa brasileira no Ellis Park tem 78 m² e pode ser visto com nitidez de qualquer ponto do estádio. O produto usa a tecnologia de LEDs (painel de diodos luminosos), mais leves, esguias e baratas do que as telas LCD, por serem mais finas, leves e, principalmente, mais baratas. "Nosso produto custou o dobro da concorrência, mas isso se justifica pela qualidade muito superior da imagem e pela vida útil. O meu telão pode chegar a durar até 100 mil horas. Na teoria, isso representa algo em torno de 12 ou 13 anos de jogos e eventos. Na verdade, a expectativa é ir além, depende muito do uso", afirma o empresário, que também tem em seu portfólio o novo placar do Maracanã, instalado para o Pan-Americano de 2007.

O empresário levou para África do Sul oito técnicos brasileiros quando ganhou a disputa pelo placar do Ellis Park. Hoje, trabalha com quatro profissionais na manutenção do produto. A expectativa é que dois de seus funcionários permaneçam no estádio até a Copa.

"Fazer história"
Anazion Cordeiro começou no ramo de placares há quase 40 anos junto com os irmãos Agamenon e Orleans. O primeiro grande estádio em que conseguiu expor seu trabalho foi o Serra Dourada de Goiânia, em 1975. De lá para cá, chegou ao Maracanã, onde está fixado em três décadas de evolução, além de Mineirão e Morumbi. Com o trabalho na África do Sul, o 'velhinho do placar' espera abrir caminho para chegar a Angola, onde negocia instalar telões em pelo menos quatro estádios da Copa Africana de 2010, e para o Mundial do Brasil, em 2014.

Fonte: Uol





 
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