Com uma grande atuação de seu setor defensivo, os Estados Unidos venceram a Espanha por 2 a 0, em Bloemfontein, pela semifinal da Copa das Confederações. Com isso, os espanhóis voltam a fracassar em uma competição de seleções, enquanto os americanos chegam à sua primeira final na história do torneio. De quebra, a seleção treinada por Bob Bradley se vingou da derrota por 1 a 0 no amistoso disputado em Santander, em 2008.
Os campeões da Copa Ouro de 2007 começaram bem e ameaçaram os espanhóis logo nos primeiros minutos. Aos oito, o meia Clint Dempsey arriscou de longe, mas a bola foi para fora. A Espanha respondeu aos 11, com boa jogada pela esquerda. Fabregas tocou para Fernando Torres na pequena área, mas seu chute foi para longe.
Os comandados de Vicente Del Bosque assumiram o controle da partida e tudo indicava que a equipe iria confirmar seu favoritismo. No entanto, uma falha da defesa permitiu que os americanos abrissem o placar aos 26.
Altidore recebeu na entrada da área e chutou rasteiro. Casillas ainda tocou, mas a bola foi para o fundo do gol. O lateral Joan Capdevila falhou na marcação.
A seleção espanhola parecia não ter sentido o golpe, e seguiu atacando os americanos. Entretanto, tinha dificuldades com a forte marcação. Além disso, os atacantes Villa e Torres pecavam pela falta de pontaria.
As chances foram sendo perdidas, e a equipe conhecida pela frieza e paciência passou a cometer falhas infantis, fruto do nervosismo.
Na volta do intervalo, porém, os espanhóis melhoraram e sufocaram os americanos. A seleção treinada por Bob Bradley mal conseguia passar do meio-campo e, quase sempre, se defendia com nove jogadores.
Logo aos três minutos, os campeões europeus tiveram dois lances de perigo. Primeiro, Villa chutou rasteiro, Howard se esticou e espalmou. Na sequência, Xabi Alonso arriscou de longe e a bola passou por cima do gol.
Os espanhóis seguiam perdendo gols. Riera, Fabregas e Sergio Ramos chutaram com perigo, mas a defesa americana, muito bem postada, fazia seu trabalho e deixava o adversário cada vez mais nervoso.
Faltando 15 minutos para o fim e quase sem pernas, a Espanha sofreu o golpe de misericórdia. Após jogada rápida, Donovan cruzou rasteiro da direita, Sergio Ramos falhou na pequena área e Dempsey só precisou tocar para o fundo da rede.