Treinada pelo brasileiro Joel Santana, a África do Sul perdeu para a Espanha por 2 a 0, em Bloemfontein, mas garantiu uma das vagas do grupo A na semifinal da Copa das Confederações.
A classificação serve para amenizar a situação de Joel, ainda questionado pelo seu trabalho à frente da seleção anfitriã do torneio.
Com a vitória, os espanhóis terminaram a primeira fase na liderança da chave, com nove pontos e 100% de aproveitamento. Já os sul-africanos ficaram em segundo, com quatro.
A equipe treinada por Joel foi beneficiada pelo empate sem gols do Iraque com a Nova Zelândia. Os campeões asiáticos, que tinham chances de classificação, foram a dois pontos, na terceira posição, e foram eliminados.
O primeiro tempo em Bloemfontein foi morno, com a Espanha tocando muito a bola, de forma paciente. A larga vantagem na posse não se traduziu em muitas chances de gol.
Pelo lado da África do Sul, a limitação técnica da equipe ficava evidente, e a solução encontrada por Joel foi um esquema defensivo, apostando em contra-ataques. No entanto, nenhum deles fez com que o goleiro espanhol Pepe Reina trabalhasse muito.
A chance mais clara da primeira etapa foi criada pela Espanha, aos 35 minutos. Fernando Torres recebeu na área, pela direita, e tocou na saída de Khune. O goleiro foi bem na jogada e mandou para escanteio.
Já no segundo tempo, os campeões europeus voltaram a todo vapor, dando muito trabalho ao goleiro Khune.
A pressão surtiu efeito logo aos cinco minutos, quando Fabregas foi derrubado por Modise na área. O árbitro assinalou pênalti. No entanto, Villa cobrou no canto direito e Khune conseguiu espalmar. Puyol pegou o rebote e chutou, mas o goleiro sul-africano defendeu novamente.
Porém, poucos segundos de perder o pênalti, Villa recebeu de Riera, matou no peito e chutou com categoria para marcar o gol da Espanha.
Os sul-africanos se lançaram ao ataque de forma desordenada, em busca do gol de empate. O meia Steven Pienaar era uma ilha de talento na equipe anfitriã, e seu esforço ia por água abaixo com as chances desperdiçadas por Parker.
Os gols perdidos fizeram falta, pois a Espanha ampliou aos 27. Modise fez falta em Puyol perto da linha de fundo. Após a cobrança de Xavi, Fabregas chutou rasteiro na direção da pequena área e Llorente, que entrara minutos antes, completou para o fundo da rede.
A partir daí, a equipe treinada por Vicente Del Bosque passou a administrar a vantagem.
Faltando sete minutos, os sul-africanos ainda tiveram uma boa chance. Parker tentou nova finalização e chutou da entrada da área, com perigo. Reina defendeu com segurança.
Além de ter se garantido em primeiro lugar, a Espanha atingiu duas marcas importantes: igualou o recorde de invencibilidade de 35 partidas, que pertence ao Brasil, e superaram o de vitórias consecutivas de uma seleção.
Os brasileiros ficaram sem perder entre dezembro de 1993 e janeiro de 1996.
Com o triunfo deste sábado, a seleção espanhola chegou a 15 vitórias seguidas, uma a mais que os antigos detentores do recorde, que eram Brasil, França e Austrália.
Ficha técnica:.
Espanha: Reina; Puyol, Piqué, Albiol e Arbeloa; Busquets, Xavi, Fabregas e Riera (Cazorla, aos 34 minutos do segundo tempo); Torres (Llorente, aos 15 min do segundo tempo) e Villa (Pablo Hernández, aos 15 min do segundo tempo).
África do Sul: Khune; Gaxa, Mokoena, Booth e Masilela; Pienaar, Sibaya (Mashego, aos 35 min do segundo tempo), Mhlongo, Dikgacoi e Modise; Parker (Tshabalala, aos 45 min do segundo tempo).
Árbitro: Pablo Pozo (CHI), auxiliado por seus compatriotas Patrício Basualto e Francisco Mondria.
Cartões amarelos: Albiol e Piqué (Espanha); Sibaya, Modise e Dikcagoi (África do Sul).