O domingo de 29 de agosto de 2010 será um dia para entrar na história do futebol e da arquitetura baiana. Esta foi a data divulgada pelo governo da Bahia e pelo Consórcio Arena Salvador 2014, formado pelas empresas OAS/Odebrecht, para a esperada implosão do estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova. Diferente dos anos áureos, com partidas disputadas e casa cheia, será um dia de despedida.
Depois de acionado os detonadores serão apenas 20 segundos para a antiga Fonte deixar de existir. No mesmo local será construída uma moderna arena esportiva, respeitando as exigências da Fifa, para receber os jogos da Copa das confederações, em 2013 e a Copa do Mundo de 2014.
Para que se confirme data da implosão, o consórcio precisa receber o alvará da Superintendência Municipal de Controle do Solo (Sucom) e as liberações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMA), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Exército. “Toda a documentação foi entregue no prazo exigido pelos órgãos. Estamos aguardando a liberação”, afirmou Carlos Vilas Boas, gerente de produção do consórcio.
Na manhã de hoje (28) os operários iniciaram a preparação dos pilares para a colocação de explosivos e o reforço das contenções localizadas na área do estádio, com o intuito de mantê-las após a implosão. As empresas responsáveis pela operação são a Arcoenge Engenharia e a Controllled Demolition Inc. (CDI).
Segurança em primeiro lugar
Representantes da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Transalvador, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Salvamar, Sucom, além de outros representantes do governo se reuniram na última sexta-feira (23) com o os representantes da empresa responsável pela obra para tratar da operação.
O subsecretário da Codesal, Osny Bonfim, afirmou que o órgão aprovou os procedimentos quase que na totalidade. “Eles têm um know-how muito bom. Só fizemos algumas sugestões que foram acatadas. Deve ser tudo muito controlado”, afirmou.
Segurança em primeiro lugar: esse foi o ponto elogiado pelo tenente-coronel da Polícia Militar, Júlio Pinheiro. “A explanação foi esclarecedora. O que foi apresentado demonstra a preocupação do consórcio, principalmente do ponto de vista do atendimento e da segurança dos moradores que terão que sair de suas casas no dia da implosão”, declarou.
Além da preparação técnica das estruturas, quem está recebendo instruções é a população que mora no entorno do estádio. Duas reuniões já foram feitas com os moradores. Nem todos serão obrigados a deixar suas casas durante a demolição, apenas os que residem mais próximo ao canteiro de obras.
A prefeitura será a responsável pela evacuação da área. Por uma questão de segurança, aproximadamente 2,5 mil moradores serão obrigados a deixar suas residências. Será respeitado um raio de 250m do estádio. Esta limitação geográfica compreende 962 residências que estão localizadas nos bairros de Brotas, Joana Angélica e Jardim Baiano.