Lidando com um desgaste físico típico de final de temporada, o Brasil enfrentará os Estados Unidos nesta quinta-feira, às 11h, pela segunda rodada do grupo B da Copa das Confederações.
A seleção brasileira deverá apresentar uma formação diferente da estreia, já que o técnico Dunga admitiu dar descanso a alguns titulares.
Os pentacampeões mundiais tiveram dois jogos das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2010 nas últimas semanas, e viajaram direto para a África do Sul.
O médico da seleção, José Luiz Runco, explicou que o Brasil está desde 6 de junho em ritmo de competição oficial, e não foi possível realizar uma preparação exclusiva para o torneio.
O trabalho focado no descanso e boa alimentação, chamado de "pijama training" por Runco, é a medida mais adequada para um grupo que, em sua maioria, está em final de temporada.
Entre os jogadores com mais dificuldades estão o lateral-direito Maicon, que ficou fora da estreia contra o Egito, e o zagueiro Juan, que atuou durante os 90 minutos. O meia Kaká também poderá ser poupado. Dunga admitiu que escalará quem estiver em melhores condições. "No final da tarde, montaremos a equipe em função do estado físico e da recuperação de alguns atletas", afirmou.
O técnico também disse que espera um duelo difícil em Pretória. "Os americanos estão em um bom momento, não só porque são fortes fisicamente, mas por serem difíceis de superar. Não é normal que sofram três gols em um jogo, como ocorreu contra a Itália", afirmou.
Já a seleção norte-americana, que vê de derrota por 3 a 1 para a Itália, precisa, no mínimo, de um empate para seguir sonhando com uma vaga na semifinal.
Os EUA terão um problema para o jogo contra o Brasil: o meia Ricardo Clark está suspenso pelo cartão vermelho recebido no último jogo. Sua vaga pode ser preenchida por DaMarcus Beasley ou Sacha Kljestan.
Ainda se recuperando de lesão, o zagueiro Carlos Bocanegra é dúvida. Caso o jogador não tenha condições, seu substituto será Jay DeMerit.