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Mandela e tradição africana estrelam encerramento da Copa

Ex-presidente sul-africano foi ao Soccer City para encerrar oficialmente o Mundial

Nelson Mandela e sua esposa Graça Machel (crédito: EFE)
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Johanesburgo
postado em 11/07/2010 15:21 h
atualizado em 11/07/2010 15:27 h

Nelson Mandela foi, junto à música e às tradições da África do Sul, a grande estrela da cerimônia de encerramento do primeiro Mundial africano, que foi assistida por centenas de milhares de sul-africanos e amantes do futebol de todo o mundo.

Mandela, o primeiro presidente negro da África do Sul e Prêmio Nobel da Paz, foi ao Soccer City para encerrar oficialmente a Copa do Mundo de 2010, mas quem estava no estádio pôde desfrutar de sua presença por apenas alguns minutos, devido a seu delicado estado de saúde.

O ex-presidente, que chegou ao gramado do Soccer City em um pequeno veículo que deu a volta pelo campo, esteve acompanhado de sua esposa, Graça Machel, e foi saudado aos gritos de "Madiba", como é popularmente conhecido na África do Sul.

Um das outras estrelas do espetáculo foi a colombiana Shakira, que usava um vestido do italiano Roberto Cavalli com um colorido top com motivos étnicos e uma saia de fibras desfiadas para cantar Waka Waka, a canção oficial do Mundial.

Ao lado de Shakira estavam meninas sul-africanas e dançarinas do país, para que seu espetáculo fosse "uma homenagem à mulher da África, que ensinou ao mundo inteiro como dançar e cantar".

Também brilhou na cerimônia a famosa vuvuzela sul-africana, destacada pelas centenas de dançarinos que tomaram conta do palco durante os 28 minutos da cerimônia, transmitida para 215 países e que teve uma audiência prevista de mais de 500 milhões de pessoas, e que reuniu 780 artistas e alguns dos principais cantores e dançarinos africanos.

Ao contrário da festa de inauguração, que contou com a presença de diversos grupos internacionais, neste espetáculo reinaram os artistas sul-africanos, com o objetivo de ser "uma lembrança do que a África do Sul ofereceu ao mundo durante o último mês", segundo os organizadores.

Junto com Shakira subiram ao palco artistas sul-africanos como os vencedores do Grammy Ladysmith Black Mambazo, o grupo JOZI, Stoan Seate, Slikour, Zuluboy, Abigail Kubeka, Theo Kgosinkwe, e o cantor afrikaans Nianell.

Se uniram a eles durante o espetáculo o flautista Wouter, o nigeriano 2Face, o ganês Samini e o grupo de música tradicional sul-africana Ihashi Elimhlophe.

No fim do espetáculo, que começou com voos acrobáticos de aviões das Forças Aéreas da África do Sul, centenas de pessoas foram ao centro do Soccer City para formar as bandeiras de Espanha e Holanda, as duas finalistas do Mundial.

A cerimônia foi assistida por importantes nomes da música, do cinema, do esporte e da moda, como Placido Domingo, Rafael Nadal, Morgan Freeman e Noami Campbell, e pela rainha Sofía, da Espanha, os príncipes de Astúrias, Felipe e Letizia, e o príncipe Willem-Alexander, de Orange, junto com a princesa Máxima.

O sabor africano da cerimônia pôde ser visto também no camarote presidencial do estádio, onde estiveram os chefes de estado de diversos países da África, como Botsuana, Burkina Fasso, Burundi, Djibuti, Gana, Guiné, Quênia, Lesoto, Malawi, Moçambique, Suazilândia, Zâmbia e Zimbábue.

Também assistiram à cerimônia de encerramento do primeiro Mundial africano os prêmios Nobel da paz Desmond Tutu, proeminente ativista contra o regime segregacionista do apartheid, e Frederik de Klerk, presidente sul-africano que facilitou a transição para a democracia no país.





 
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