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O Brasil de Lula não foi na conversa da Fifa

Ao contrário da África do Sul, governo brasileiro não quer pagar pela festa do Blatter

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Jorge Hori
postado em 10/07/2010 12:48 h
atualizado em 10/07/2010 12:59 h

A Copa 2010 está terminando, com previsão de bons lucros para a Fifa. Especula-se que seriam em torno de 4 bilhões de euros. A movimentação econômica da Copa seria maior, mas os sul-africanos ficarão com uma parte menor das receitas, mesmo tendo sido os principais investidores. No balanço econômico levarão prejuizo.

Mas essa é a modalagem de negócio da Fifa. A copa do Mundo é um mega negócio. Ela promove uma grande festa, com o investimento do país sede e vende a sua transmissão e todos os produtos correlatos. Fica com toda a receita, dizendo ao país sede e às cidades-sede que terão visibilidade mundial, prestígio e um turismo adicional. Os países devem pagar pelo marketing internacional proporcionado pela Fifa.

O Brasil de Lula não foi nessa conversa. Lula apoiou a candidatura e a escolha do Brasil, que tinha se tornado inevitável para 2014, mas não aceitou fazer a festa com recursos públicos. Para as arenas definiu claramente que não haveria recursos públicos federais a fundo perdido.

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