O Japão conseguiu a segunda classificação para as oitavas de final de Copa em sua história ao vencer hoje a Dinamarca por 3 a 1, no estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo, e garantir a segunda colocação do grupo E.
A primeira vez em que os japoneses conseguiram avançar foi em 2002, quando jogaram em casa e acabaram derrotados pela Turquia justamente na segunda fase.
A primeira colocada da chave foi a Holanda, que venceu Camarões por 2 a 1 e somou nove pontos. Em segundo, ficou o Japão com seis, à frente da Dinamarca (três) e de Camarões (nenhum ponto).
Nas oitavas, os japoneses jogarão contra o Paraguai, primeiro colocado no grupo F. A partida acontecerá na próxima terça-feira, às 11h, em Pretória. Por sua vez, a Holanda enfrentará a Eslováquia, no mesmo horário, mas na segunda.
Dinamarca e Japão chegaram para a partida com três pontos, tendo vencido Camarões e perdido para a Holanda. Por conta de um melhor saldo de gols, os japoneses jogavam pelo empate.
Precisando da vitória, a Dinamarca começou o jogo partindo para cima, com maior posse de bola e aparecendo mais na área adversária.
No entanto, quem teve a primeira boa chance da partida foi o Japão, aos 12 minutos do primeiro tempo. Okubo recebeu na esquerda e cruzou para Hasebe, que concluiu com um toque sutil. Sorensen fez boa defesa.
Os dinamarqueses responderam aos 13, com Tomasson, mas quem abriu o placar foi mesmo a seleção japonesa, três minutos depois. Hasabe sofreu falta na direita, Honda foi para a bola e chutou com força. A Jabulani pegou um efeito estranho e enganou o goleiro Sorensen, entrando no canto direito.
A Dinamarca sentiu o golpe e passou a cometer muitos erros de passes e lançamentos. Na única boa jogada, aos 21, Tomasson foi lançado por Christian Poulsen e pegou de primeira, obrigando Kawashima a fazer boa intervenção.
Com o pé melhor calibrado, os japoneses ampliaram aos 29 minutos, em nova cobrança de falta. Em batida mais centralizada que a de Honda, Endo colocou por fora da barreira e mandou no ângulo esquerdo do goleiro dinamarquês.
A essa altura, a Dinamarca já precisava de três gols e o técnico Morten Olsen colocou Jakob Poulsen na vaga de Jorgensen antes mesmo de a primeira etapa acabar.
Na volta do intervalo, ciente de que precisaria da virada, a equipe do treinador Morten Olsen partiu para cima. Tomasson perdeu logo aos 6 minutos, com Hasebe salvando na pequena área. Na sequência, aos 12, Jakob Poulsen falhou na finalização e mandou para fora.
O Japão se mantinha recuado e tentando, sem sucesso, encaixar um contra-ataque. Agger, com uma bomba aos 13, e Eriksen, com um chute colocado aos 22, também chegaram perto de marcar.
Aos 33, o próprio Eriksen, que substituiu Kahlenberg, errou por pouco. O meia chutou com força de fora da área e carimbou o travessão de Kawashima, que já estava vendido no lance.
Enfim, aos 35, o gol saiu. Hasabe empurrou Agger infantilmente e o árbitro assinalou pênalti. Tomassou bateu mal e o goleiro pegou, mas o próprio atacante aproveitou o rebote e diminuiu.
Faltavam outros dois gols para a Dinamarca, mas quem voltou a balançar a rede adversária foi o Japão. Aos 41 minutos, Honda fez uma jogada sensacional, com direito a drible de letra, e rolou para Okazaki. O atacante teve apenas o trabalho de empurrar para o gol vazio.
A seleção asiática teve a oportunidade de ampliar, mas ficou mesmo no 3 a 1, sua maior vitória nos quatro Mundiais que disputou.
Ficha técnica:
Dinamarca: Sorensen; Jacobsen, Kroldrup (Larsen), Agger e Simon Poulsen; Christian Poulsen, Kahlenberg (Eriksen) e Jorgensen (Jakob Poulsen); Rommedahl, Tomasson e Bendtner. Técnico: Morten Olsen.
Japão: Kawashima; Komano, Nakazawa, Tulio Tanaka e Nagatomo; Abe, Matsui (Okazaki), Endo (Inamoto), Hasebe e Okubo (Konno); Honda. Técnico: Takeshi Okada.
Árbitro: Jerome Damon (África do Sul), auxiliado por seu compatriota Enock Molefe e pelo ruandês Celestin Ntagungira.
Cartões amarelos: Kroldrup, Christian Poulsen e Brendtner (Dinamarca); Endo e Nagamato (Japão).
Gols: Thomasson (Dinamarca) Honda, Endo e Okazaki (Japão).