Sustentabilidade e revitalização urbana
Um dos temas mais discutidos e que mobilizou todos os arquitetos da Copa foi a sustentabilidade das novas arenas. O debate sobre a geração de energia limpa e sobre métodos de captação e reúso de água dominou boa parte do fórum pela manhã. O tema, considerado de extrema importância pelos arquitetos, pode se transformar na marca da Copa brasileira.
"O que nós queremos é estabelecer um modelo de estádios para o Brasil. Acreditamos que, até pelo momento que o planeta vive, nós podemos utilizar o conceito de 'Copa verde' para construir ecoarenas. E quando digo isso, uso esse conceito mais para falar de sustentabilidade do que para transmitir algo ligado ao ecológico”, explica Mello.
Entre os doze projetos apresentados, dois se destacam pela criatividade das soluções urbanísticas no entorno das arenas. Em Natal, o estádio Machadão será demolido e parte do terreno de 500 mil m2 será entregue à iniciativa privada para a construção de edifícios residenciais, comerciais e hotéis. No terreno ainda serão erguidos novos equipamentos da administração municipal e estadual. Segundo o arquiteto Antonio Paulo Cordeiro , autor do projeto de reurbanização, a contrapartida privada será a construção do Estádio das Dunas, orçado em torno de R$ 300 milhões.
“Com o maior adensamento dessas áreas a gente consegue liberar uma taxa de terrenos que serão concessionados à iniciativa privada para a construção de edifícios de escritórios, hotéis, e edifícios residenciais. Esse dinheiro que entra em caixa viabiliza a construção do estádio como bem público”, afirma Cordeiro.
Iniciativa semelhante foi apresentada por Antônio Carlos Saraiva, autor do projeto de reforma do Maracanã. O arquiteto propõe a construção de uma estação intermodal conectando duas estações de trem e uma de metrô próximas ao estádio. A intenção é que a obra seja bancada pela iniciativa privada, que receberia um terreno para exploração imobiliária.