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Em casa, França vence Brasil, adia sonho do penta e conquista o título

Liderados por Zidane, franceses entram para o seleto grupo de campeões ao bater Brasil por 3 a 0

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Diego Salgado
postado em 09/04/2010 15:09 h
atualizado em 14/04/2010 10:29 h

Depois de 60 anos, a França voltou a sediar uma Copa do Mundo. Com isso, os "azuis" disputariam novamente o torneio após duas ausências seguidas, 90 e 94, quando não conseguiram a classificação. Era a chance de utilizar a força da torcida e conquistar o título em casa. Até então, os anfitriões haviam levado cinco canecos em 15 edições de Copas.

Nos cinco continentes, 170 países disputaram as eliminatórias. A Fifa aumentou para 32 o número de participantes. Assim, a Ásia teve mais duas vagas, a Europa mais uma, as Américas duas e a África três. Pela primeira vez Jamaica, África do Sul e Japão disputariam uma Copa. A grande ausência da competição foi o Uruguai. O Brasil, pela segunda vez na história, se classificara automaticamente (em 74, isso também ocorreu. Curiosamente, a seleção também era treinada por Zagallo).

Para o Mundial, foi construído um estádio para 80 mil torcedores. O Stade de France, localizado em Saint-Denis, foi palco da abertura, da final e de mais sete jogos da competição. Além dele, mais nove estádios em nove cidades foram utilizados na Copa de 98. Vélodrome, em Marseille; Parc Lescure, em Bordeaux e o Parc de Princes, em Paris, assim como no Mundial de 38, também sediaram algumas partidas.

Brasil na abertura
A seleção brasileira realizou a abertura da Copa pela segunda vez (a primeira foi em 74, contra a Iugoslávia). Contou com a sorte para vencer por 2 a 1 –Boyd, zagueiro escocês, fez contra aos 28 minutos do segundo tempo após boa jogada do lateral Cafu.

Contra o Marrocos, na goleada por 3 a 0, Ronaldo marcava seu primeiro gol em Copas (o atacante é o maior goleador da história do torneio, com 15 gols). No terceiro jogo, o Brasil perdeu por 2 a 1 para a Noruega, que um ano antes já havia vencido os brasileiros por 4 a 2 em um amistoso em Oslo. Foi a primeira derrota brasileira em fase inicial depois da precoce eliminação da Copa de 66. O resultado, porém, não impediu que a seleção canarinho se classificasse em primeiro lugar da chave. Nas oitavas, vitória tranquila sobre o Chile por 4 a 2 e vaga garantida nas quartas de final.


Zidane (10) aproveita falha brasileira na marcação e abre o placar (crédito: GettyImages)

Primeiro gol de ouro
A anfitriã do torneio foi responsável pelo primeiro gol de ouro da história das Copas. O zagueiro Laurent Blanc marcou aos 8 do segundo tempo da prorrogação e eliminou o Paraguai. No jogo mais esperado, Argentina e Inglaterra reeditaram as batalhas de 66 e 86. Empataram em 2 a 2 e disputaram a vaga nos pênaltis. Roa, goleiro argentino, defendeu duas cobranças e classificou a Argentina. Nas quartas, porém, a equipe foi vencida pela Holanda por 2 a 1. Bergkamp, camisa 10 da Holanda, desempatou nos minutos finais.

Os campeões mundiais, Alemanha e Itália, também caíram nas quartas de final. Os alemães perderam para a surpreendente Croácia (3 a 0) e os italianos para a França (nos pênaltis, depois de empate em 0 a 0 –foi a terceira eliminação da Itália em cobranças de penalidades, em 90 para a Argentina e 94 para o Brasil).

Assim, somente um campeão mundial (Brasil) disputaria as semifinais. Desde 1966, na Inglaterra, isso não acontecia. O Brasil garantiu uma vaga na finalíssima depois de vencer a Holanda nos pênaltis (1 a 1 no tempo normal). Taffarel foi o herói mais uma vez. Defendeu os chutes de Cocu e Ronald de Boer. O adversário sairia do confronto entre França e Croácia. Os croatas, com Davor Suker (artilheiro do torneio, com seis gols) abriram o placar. No entanto, o lateral direito Thuram, em estado de graça, fez dois e virou o jogo. Para delírio dos 76 mil torcedores no Saint Denis, a França disputaria sua primeira final de Copa.

Adeus, penta
O sonho brasileiro do pentacampeonato começou a virar pesadelo antes mesmo da final. Ronaldo, principal jogador da seleção, sofrera convulsões antes da partida, ainda na concentração. Fora levado ao hospital e liberado pelo médico Lídio Toledo.

A partida praticamente foi definida no primeiro tempo. Em lances parecidos, com as mesmas falhas de marcação, a França fez 2 a 0. Zidane, que havia sido expulso contra a Arábia Saudita e desfalcado a equipe em duas partidas, fizera os gols de cabeça.

No segundo tempo, o Brasil tentou, sem sucesso, diminuir a desvantagem. Denílson ainda acertou uma bola na trave no fim do jogo, mas o pior ainda estava por vir. Petit, após rápido contra-ataque, fez o terceiro. A seleção brasileira sofria sua pior derrota na história dos Mundiais e a França entrava para o seleto grupo dos campeões do mundo.





 
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