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Entidades de Manaus pedem a reforma do Vivaldão para Copa 2014

ONG e parlamentares querem impedir a demolição do estádio para evitar gastos de dinheiro público

Novo Vivaldão é contestado por entidade do Amazonas (crédito: GMP/Divulgação)
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Paulo Rogério - Manaus
postado em 07/04/2010 11:14 h
atualizado em 07/09/2010 10:59 h

Danos patrimonial, histórico, artístico, ambiental e social. Esses foram os cinco argumentos usados pelo Instituto Amazônico da Cidadania (Iaci) na petição impetrada na Vara Federal na segunda-feira (5/4), com o objetivo de sensibilizar os órgãos públicos e a sociedade em geral de que não há necessidade de demolir o Vivaldão para a Copa 2014. Segundo o órgão, o estádio teria condições de receber os jogos do Mundial se passasse por reformas que o adequassem aos padrões da Fifa.

A ação popular movida pelo presidente do Iaci, Hamilton Leão, com adesão de alguns parlamentares da legislatura municipal e estadual, está gerando uma grande polêmica na cidade de Manaus, pelo risco que a capital amazonense corre de perder o direito de sediar os jogos da Copa das Confederações da Fifa e até mesmo de sediar os jogos do Mundial de 2014. O temor se deve ao atraso no calendário de obras determinados pela Fifa, que pede o início das intervenções até 3 de maio.

Segundo Leão, o motivo principal da contestação é o alto custo da obra. "No pedido, argumentamos os vários danos que poderão ser causados pela demolição. Além do mais, será utilizada uma vultosa soma com a demolição e construção de uma ‘arena’, algo em torno de um bilhão de reais, fora os aditivos que a obra requer... a preocupação do Iaci é que mais uma obra se torne um 'elefante branco' após um curto período de utilização para a Copa 2014", declarou.

O presidente do Iaci declarou estar seguro de sua reivindicação em prol da sociedade amazonense e acredita que terá uma resposta positiva sobre sua solicitação. "Acreditamos no espírito constitucional da Justiça e no entendimento da Fifa para rever um pedido que parte da sociedade civil organizada preocupada em proteger o erário e evitar o endividamento do estado para as futuras gerações", emendou.

O deputado estadual Luiz Castro (PPS) é um dos parlamentares que aderiu ao movimento contra a demolição do Vivaldo Lima. O político explicou que é favorável à utilização do velho palco dos jogos para a Copa do Mundo.

"A adequação do Vivaldo Lima às exigências da Fifa custará aos cofres públicos muito menos do que a construção de um novo estádio. Essa economia, estimada em torno de R$ 250 milhões, pode ser revertida em ações de educação, saúde e no fortalecimento do próprio futebol amazonense, com a construção de parques esportivos na periferia de Manaus e no interior e outras iniciativas inerentes à uma verdadeira política de desporto e lazer", completou.

Na opinião do deputado Luiz Castro, o Vivaldo Lima deveria ser aproveitado, com apenas uma reforma segundo os padrões do caderno de encargos da federação. "Já escrevi uma carta ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, solicitando que oficialmente esclareça os requisitos técnicos. Tenho a convicção de que o Vivaldão pode ser adequado e modernizado, atendendo a esses requisitos, sem causar nenhum prejuízo à escolha de Manaus como cidade-sede da Copa de 2014", frisou.

Em entrevista a rádio CBN Manaus, o governador do Amazonas, Omar Aziz, declarou que não acredita em perseguição política. "Eu respeito a opinião de todos, mas não é momento de ter esse tipo de atitude, pois pode prejudicar a cidade de Manaus", afirmou.

Omar disse ainda que vai aguardar a decisão da Justiça Federal. "Agora é esperar o que vai ser decidido, se for contrário aos nossos objetivos, vamos lutar para garantir o que está no projeto da cidade para sediar os jogos da Copa."





 
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