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África do Sul nega que assassinato afete a Copa

Morte de líder radical de direita

Para instituto, morte de Terreblanche não causará onda de incidentes (crédito: EFE)
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Da redação
postado em 06/04/2010 10:42 h
atualizado em 06/04/2010 11:49 h

O Instituto Sul-Africano de Relações Raciais descartou a possibilidade de que o assassinato do dirigente ultraconservador Eugene Terreblanche possa acirrar as tensões raciais e afetar a Copa do Mundo. "Não há nenhuma razão para que esses fatos, por mais trágicos que sejam, afetem a segurança dos torcedores ou dos jogadores durante a Copa", disse Lawrence Sclemmer, vice-presidente da instituição, citado hoje pela imprensa local. "A Copa e o esporte, como se supõe, canalizam paixões e reconciliam", acrescentou Sclemmer, apelando mais uma vez para a suposta capacidade do esporte para cicatrizar feridas profundas.

A África do Sul viveu um tenso final de semana depois que dois jovens negros assassinaram violentamente no sábado Eugene Terreblanche, dirigente do partido ultraconservador e racista AWB (Movimento de Resistência Africâner). O Governo e o principal partido da oposição tiveram que pedir calma depois que os seguidores de Terreblanche asseguraram que vingariam o assassinato de seu correligionário, mas depois asseguraram que não tomarão nenhuma medida violenta.

Várias pessoas vinculam o assassinato de Terreblanche com a canção "Matar os Boers", muito popular durante o apartheid e proibida hoje, mas que nas últimas semanas voltou a ganhar força.

Aumentam as tensões raciais em um país que -  apesar do que possa sugerir Hollywood, no filme Invictus - arrasta ainda sérias feridas do apartheid. "Desde o fim da década de 1950 houve prognósticos de guerra racial na África do Sul", diz o ministro da Polícia, Nathui Mthethwa. Ele definiu hoje o ocorrido como "um incidente isolado" e assegurou que não há razão para que os turistas estejam preocupados.

O Comitê Organizador da Copa, por sua vez, não quis se pronunciar sobre um assunto que considera político. Faltam 65 dias para o início da Copa do Mundo de 2010. A África do Sul está sendo observada atentamente por causa do assassinato de Terreblanche, embora aparentemente insuficientes para pôr em xeque a Copa, não ajudam a melhorar a imagem do país, deteriorada pela violência.





 
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