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Estudo prevê prejuízos com receita de ingressos na Copa

Com 800 mil entradas à venda, provável prejuízo é atribuído à crise mundial

Estádios podem ficar vazios durante a Copa do Mundo na África do Sul
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Da redação
postado em 02/03/2010 14:41 h
atualizado em 02/03/2010 14:42 h

Um relatório divulgado hoje pelo jornal sul-africano "The Mercury" prevê prejuízos à Fifa com a venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2010.

A cem dias do início da competição, ainda restam cerca de 800 mil entradas à venda para ver ao vivo o Mundial. Embora a Fifa dificilmente permitirá lugares vazios nas arquibancadas, não deverá achar uma solução das mais rentáveis. A conclusão é do pesquisador de Ciências Humanas Udesh Pillay, autor do relatório "Desenvolvimento e sonhos: o legado urbano do Mundial de 2010".

Segundo ele, embora seja indiscutível que o torneio mais popular do planeta deixará um importante legado aos sul-africanos sobretudo pelo investimento em transporte e infraestrutura, os benefícios econômicos para a nação foram superestimados. E um dos fatores para isso é a venda de ingressos, já que a Fifa anunciou semana passada que menos estrangeiros que o previsto viriam em princípio por conta da recessão econômica internacional.

O organismo acabou mudando o caráter de alguns ingressos para favorecer o povo sul-africano, oferecendo entradas de tipo três e dois com preço da faixa quatro, as mais baratas e reservadas para a população do país anfitrião. No entanto, torcedores vêm denunciando a dificuldade para comprar ingressos com preços razoáveis.

"As únicas entradas disponíveis em Durban são para o jogo entre Nigéria e Coreia do Sul, a 560 rands (cerca de 50 euros) cada uma", reclamava hoje uma torcedora local.

Segundo Pillay, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de entre 0,2 e 0,5% não seria "insignificante", dado que o ritmo de crescimento da economia caiu até 1,8% ano passado diante da recessão. No entanto, as autoridades sul-africanas esperam que só o turismo represente um aumento maior do PIB, ou pelo menos desse 0,5%.

Para Pillay, porém, o Mundial deixará uma herança aparentemente intangível, ainda melhor: a reconstrução da estrutura do país e deixar nos sul-africanos a certeza de que podem sediar eventos de caráter mundial.

Além disso, o pesquisador aponta que é uma oportunidade de o país celebrar sua diversidade cultural e deixar definitivamente o empecilho do pessimismo.

No entanto, lembrou que o Mundial deixará cerca de 150 mil pessoas desempregadas, ocupando agora postos de trabalho temporários.





 
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