Representantes do governo da Bahia e do consórcio Fonte Nova Negócios e Participações SA - formado pelas construtoras OAS e Odebrecht - assinaram na manhã de ontem (21), o contrato para construção do novo estádio da Fonte Nova.
O consórcio formado pelas empreiteiras foi o único a participar da licitação que estabelece a concessão de parceria público-privada (PPP) de construção e operação do estádio durante 35 anos.
Segundo determina o contrato, a nova arena multiuso ocupará uma área de 121.189 m2, terá capacidade para 50 mil pessoas, três níveis de arquibancada, 50 camarotes, 46 bares, restaurante panorâmico, museu do futebol e 2 mil vagas de estacionamento.
A obra será iniciada em abril deste ano, após liberação dos licenciamentos. A demolição será executada por empresas especializadas e vai durar cerca de 90 dias. Para este processo os especialistas indicam três métodos distintos: a implosão, propriamente dita, a demolição controlada, e a demolição convencional por máquinas. Outros procedimentos também poderão ser utilizados a depender da análise técnica e do monitoramento da área.
A estimativa é que sejam produzidos cerca de 40 mil m³ de entulho, material que ainda não tem destinação definida. “Sabe-se que uma parte dele poderá ser processado e reutilizado na obra. O restante deverá ser removido para a Pedreira Valéria”, afirmou Alexandre Barradas, presidente da Fonte Nova Negócios e Participações SA.
A construção do novo estádio está prevista para começar em julho e deve durar até o final de 2012. O valor total da nova arena é de R$ 591,07 milhões. Deste valor, R$ 400 milhões serão financiados pelo governo federal, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo Barradas, a parte final deste orçamento está sendo negociada com agentes financeiros, entre eles o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). O equivalente a 10% do total será aplicado pelo próprio consórcio, conforme determina o contrato.
O governador Jacques Wagner parabenizou a equipe pelo cumprimento dos prazos e reafirmou a confiança nas empresas que assumirão o empreendimento. Wagner destacou que o estádio deverá ser entregue até dezembro de 2012, prazo estabelecido pela Fifa para que Salvador seja nomeada uma das sedes dos jogos da Copa das Confederações, em 2013.
Presente na solenidade, o arquiteto Marc Duwe, da Setepla, um dos idealizadores do projeto, disse que estava feliz por ver a Bahia dar mais um passo rumo à Copa. “É uma satisfação ver o nosso projeto sendo colocado em prática”. Para ele, o desafio agora é continuar o processo e finalizar o projeto executivo.
Duwe afirmou ainda que a proposta inicial receberá algumas adequações. Segundo ele, são pequenas alterações para alinhar o projeto ao plano de viabilidade econômica da arena.
Emprego e capacitação
O secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, destacou a capacidade de movimentação da economia nos anos que antecedem a Copa. Segundo ele, milhares de trabalhadores na construção civil, do comércio e principalmente do turismo serão contratados.
De acordo com Alexandre Barradas, só com a construção do estádio serão gerados cerca de 2,5 mil empregos diretos e indiretos. “Esta mão de obra deverá ser utilizada a partir deste ano, mas vai atingir o pico com o avançar da obra”, afirmou.
Para o secretário de Planejamento Walter Pinheiro, a preparação da cidade começa agora e envolve não apenas a infraestrutura mas, sobretudo, a capacitação dos baianos que exercerão um papel fundamental na recepção dos turistas.