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Depois da Europa, Espanha quer o mundo

Geração de craques espanhóis começa batalha pelo título no grupo H

Villa e Torres (esq.) formam uma das melhores duplas de ataque da Copa (crédito: Getty Images)
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Diego Salgado
postado em 15/01/2010 14:23 h
atualizado em 19/01/2010 18:56 h

O Mundial da África do Sul poderá representar a um país a chance real da primeira conquista no âmbito mundial. Atual campeã europeia, a Espanha chega à Copa como favorita. É também líder do ranking da Fifa e tem na equipe uma constelação de craques nunca antes visto na história do futebol espanhol.

São doze participações em Copas. Porém, tantas participações não são traduzidas em sucesso. A melhor campanha espanhola ocorreu em 1950, quando disputou o quadrangular final ao lado de Suécia, Brasil e Uruguai. Perdeu de suecos (3 a 1) e brasileiros (6 a 1). Em 2002, poderia ter tido um êxito maior se não fosse prejudicada contra a Coreia do Sul, no jogo que valia vaga nas semifinais.

Experiência não falta ao time espanhol. Enfrentou todas as seleções do atual grupo da Copa 2010. Chile, Suíça e Honduras não foram páreo para a Espanha em outros Mundiais. Pela primeira fase, em 1950, os espanhóis bateram os chilenos por 2 a 0. Quando jogou como anfitriã, em 1982, a Espanha apenas empatou (1 a 1) com Honduras na abertura do torneio. Contra os suíços foram dois jogos. O primeiro na Copa de 66, ainda na primeira fase, vitória por 2 a 1. E nos Estados Unidos, em 94, uma partida mais importante. Fez 3 a 0 e classificou-se às quartas de final.

Para chegar à África do Sul, uma campanha irretocável. Dez vitórias e 100% de aproveitamento. Somente duas seleções na história chegaram a um Mundial  na mesma situação. O Brasil, em 1970, venceu seis jogos e a Alemanha, em 82, bateu oito adversários. A Espanha superou Bélgica, Turquia, Bósnia, Armênia e Estônia.

A seleção do técnico Vicente del Bosque tem um importante objetivo na primeira fase da Copa. Evitar tropeços. Assim como aconteceu na Copa das Confederações, quando foi eliminada pelos Estados Unidos. Se algum resultado ruim ocorrer na África do Sul, provavelmente haverá um confronto inesperado nas oitavas-de-finais. Brasil e Espanha podem realizar uma final antecipada – o segundo colocado do grupo H enfrenta o primeiro da chave G.

A constelação de craques começa pelo goleiro do Real Madrid, Casillas, passa pelos meias Fabregas, do Arsenal, Iniesta e Xavi, do Barcelona e termina na incrível dupla de ataque, David Villa, do Valência e Fernando Torres, do Liverpool.

Suíça
São oito participações em Copas do Mundo. Em 26 jogos, apenas oito vitórias, cinco empates e 13 derrotas. A melhor campanha dos suíços ocorreu em 1954, quando chegaram às quartas de finais e perderam de 7 a 5 da Áustria no jogo com maior número de gols da história do torneio.

Na última Copa, a Suíça desempenhou um ótimo papel. Na primeira fase venceu o Togo e a Coreia do Sul por 2 a 0 e empatou sem gols com os franceses. Contra a Ucrânia, nas oitavas de final, outro 0 a 0 e eliminação nos pênaltis.

Nas eliminatórias, nos 10 jogos disputados, venceu seis e classificou-se ao Mundial 2010 na primeira colocação. Na seleção do  técnico alemão Ottmar Hitzfeld destacam-se o zagueiro Senderos, do Arsenal e os meias Barnetta, do Bayer Leverkusen e Gokhan Inler, da Udinese.

Honduras
Há 28 anos os hondurenhos tentam voltar à Copa. O passaporte ao torneio veio somente no último jogo das eliminatórias, contra El Salvador. Na África do Sul, repetir a campanha do Mundial de 82 é o objetivo principal. Na ocasião, os hondurenhos empataram em 1 a 1 contra a Espanha e a Irlanda do Norte, mas perderam para a Iugoslávia por 1 a 0.

O técnico atual da equipe é o colombiano Reinaldo Rueda. Desde janeiro de 2007 no comando da seleção, Rueda já convocou quase 100 jogadores para formar o time base. O craque do time é o atacante Suazo, da Inter de Milão. As atuações de Palacios, do Tottenham e do capitão Guevara, que joga no futebol canadense, também serão importantes para Honduras surpreender Chile e Suíça.

Chile
Nunca os chilenos chegaram a um Mundial com tanta expectativa. Nas eliminatórias, terminaram em segundo lugar, com 33 pontos, mesma pontuação da seleção brasileira. O técnico argentino, Marcelo Bielsa, tentará acabar com um jejum incômodo para os chilenos. Desde de 1962, quando foi anfitrião do torneio, o Chile não consegue uma vitória – a última foi contra a Iugoslávia na decisão do terceiro lugar (1 a 0). Depois disso, em 13 jogos, foram seis empates e sete derrotas.

Outra boa campanha do Chile ocorreu em 98, na França. Após empatar com Itália, Áustria e Camarões, se classificaram em segundo no grupo B. Nas oitavas de finais, perderam por 4 a 1 para o Brasil. Para a Copa africana, o técnico Bielsa conta com os gols do atacante Suazo, do Zaragoza, da Espanha. No meio-campo, Fernandez, do Sporting, e o ex-palmeirense Jorge Valdivia são as esperanças chilenas em busca de uma vaga na segunda fase.





 
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