Dirigentes do futebol alemão se mostraram preocupados com o atentado cometido contra a seleção do Togo na última sexta-feira (8/1) em Angola. Eles disseram hoje (11/1) que temem pela segurança da equipe que representará a Alemanha na Copa do Mundo deste ano, também no continente africano.
"Não podemos nos acomodar com o argumento de que a África do Sul não é Angola", afirmou o presidente da entidade que organiza o Campeonato Alemão, Reinhard Rauball. "Nos preocupa a forma como será resolvida a questão da segurança", explicou o dirigente, acrescentando que o presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Theo Zwanziger, também compartilha dessa preocupação.
Rauball lembrou que na primeira divisão do Campeonato Alemão atuam 14 jogadores que disputam a Copa Africana de Nações, e na segunda há mais cinco. Tanto ele como Zwanziger disseram-se chocados pelo ataque contra o ônibus da seleção de Togo. O veículo foi metralhado e duas pessoas morreram. Houve também vários feridos, entre eles o goleiro reserva Kodjovi Obilale, que recebeu um tiro nas costas e está internado em estado grave.
Os dois dirigentes alemães pediram aos torcedores que irão ao próximo Mundial que tomem todas as precauções possíveis e disseram que os cuidados com segurança na África do Sul não serão os mesmos da edição de 2006. "Ficamos contentes por podermos contar com o apoio dos torcedores na arquibancada, mas eles devem se preparar convenientemente e levar em conta que nem tudo estará resolvido em termos de segurança. Devem observar com toda cautela as instruções dos organizadores de suas viagens", afirmou Zwanziger.