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Cabeça de chave do Grupo E, Holanda tenta superar Carrossel

Equipe do trio Robben, Van Persie e Sneijder chega ao Mundial para, enfim, ficar com o título

À sombra da incrível seleção de 74, Holanda busca o primeiro título (crédito: Getty Images)
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Diego Salgado
postado em 08/01/2010 14:28 h
atualizado em 08/01/2010 23:34 h

Relembrar do Carrossel Holandês com certo saudosismo é fato corriqueiro para os apaixonados pelo esporte bretão. O futebol apresentado pela Holanda na Copa de 74, por vezes, é exemplificado como a síntese da perfeição. No entanto, a tática do técnico Rinus Michels e as jogadas de Cruyff, Neeskens e Rensenbrink não foram traduzidas em título.

Doze anos depois, foi a vez da Dinamarca encantar o mundo com vitórias expressivas e um exuberante futebol que lhe rendeu o nome de Dinamáquina. Mas novamente o título, teimoso, não veio. Por fim, também é comum relembrar as partidas realizadas pelos Leões Indomáveis na Copa de 90. A surpreendente seleção camaronesa de Roger Milla encantou o mundo, mas parou nas quartas de final, depois da derrota para a Inglaterra por 3 a 2.

E agora, no Mundial da África do Sul, o grupo E promoverá jogos com essas seleções lembradas pelo sucesso de equipes do passado. Essa chave talvez seja a mais equilibrada da Copa. Não só pela atual igualdade técnica das seleções, mas porque Holanda, Dinamarca, Camarões e Japão jamais se enfrentaram em um Mundial.

Apenas quatro partidas oficiais entre holandeses e dinamarqueses foram disputadas na história. Duas pelas eliminatórias da Eurocopa 68 (uma vitória para cada seleção) e outras duas pelo campeonato europeu. Em 1992, a partida mais importante entre as duas seleções. Na disputa por uma vaga na final da competição, empate por 2 a 2 e vitória da Dinamarca nos pênaltis. Na Euro 2000, vitória holandesa por 3 a 0.

Os holandeses, cabeças de chave do grupo, tentam provar ao mundo que podem, enfim, se consolidar como uma seleção vencedora. Com apenas um título expressivo na história (a Euro 88, com a geração de Van Basten, Gullit e Rijkaard), a seleção do técnico Van Marvijk é uma equipe experiente e tem uma linha de ataque muito forte.

Robben, do Bayer de Munique, Van Persie, do Arsenal, e Sneijder, da Inter de Milão, devem ser os titulares para que a primeira colocação do grupo seja confirmada. Caso isso não ocorra e a Holanda fique em segundo, é muito provável que haja um cruzamento com a Itália logo nas oitavas de final.

Dinamarca 
Na Copa do Japão/Coreia, em 2002, os dinamarqueses se classificaram na primeira colocação. Eliminaram a então campeã, França, e o Uruguai. No grupo atual, a Dinamarca ocupa uma posição secundária, assim como no Mundial asiático. Vencer a Holanda na estreia significa meio caminho para a repetição da campanha realizada oito anos antes.

Ausente na Alemanha, em 2006, os dinamarqueses se qualificaram ao Mundial 2010 sem deixar dúvidas sobre seu potencial. Despacharam Portugal, Suécia e Hungria, e ficaram em primeiro do grupo. No comando de equipe, um velho conhecido da torcida, Morten Olsen, zagueiro e capitão do time de 86.

Olsen levará à África jogadores que já disputaram a Copa de 2002. Entre eles o volante Christian Poulsen e os atacantes Jorgensen, da Fiorentina, e Tomasson, do Feyenoord. Mais à frente, a juventude e o faro de gol de Bendtner, do Arsenal, considerado o craque da equipe.

Japão
Cada vez mais frequente nos Mundiais, o Japão, que disputa o quarto torneio seguido, é o grande azarão do grupo. Tecnicamente inferior às outras seleções, aposta na correria para surpreender os favoritos e alcançar a segunda fase.

O objetivo do técnico Takeshi Okada é simples: apagar a fraca campanha de 2006, quando o Japão perdeu duas partidas (para o Brasil, 4 a 1, e a Austrália, 3 a 1). Um dos líderes da equipe é o zagueiro brasileiro naturalizado Marco Túlio Tanaka. No meio-campo, a experiência em jogos de Copa de Nakamura, que disputa o torneio pela segunda vez. Para fazer gols, o treinador japonês aposta em Tamada, atacante que em 2006 abriu o placar contra o Brasil na fase de grupos.

Camarões
A seleção quatro vezes campeã africana (84, 88, 2000 e 2002) e ouro olímpico em Sidney, em 2000, sofreu para se classificar ao Mundial da África do Sul. Após estar quase eliminada, a equipe de Samuel Eto’o venceu duas vezes o Gabão e carimbou o passaporte na última rodada.

Treinada pelo francês Paul Le Guen, os Leões Indomáveis voltam a disputar a Copa após o fantasma da perda da vaga em 2006. No Mundial, contarão mais uma vez com o experiente zagueiro Rigobert Song, que jogará o torneio pela quarta vez. Song, de 33 anos, foi expulso no jogo Brasil e Camarões, na campanha brasileira do tetracampeonato, em 94.

No meio-campo, outro jogador com vasta experiência. O campeão olímpico e africano Geremi, com passagens pelo Real Madrid, Chelsea e Newcastle. Atualmente, o meia de 32 anos atua no futebol turco.





 
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