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Faltam 2 dias para o sorteio dos grupos da Copa 2010

História mostra que somente duas vezes campeões do mundo estiveram juntos nas semifinais

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Diego Salgado
postado em 02/12/2009 11:05 h
atualizado em 24/05/2011 17:14 h

Contagem regressiva
Faltam 
2 dias para o sorteio dos grupos da Copa 2010

Quais serão as quatro melhores seleções da Copa?
História mostra que somente duas vezes campeões do mundo estiveram juntos nas semifinais

Para alguns, o fato de jogar uma Copa do Mundo já é uma vitória. Para outros, estar no Mundial é uma obrigação, mas o resultado é sempre o mesmo: campanhas regulares e embarque antecipado para casa. Para as seleções que um dia já levantaram o caneco, no entanto, disputar Copa é alvejar o título sempre. Saiba em que edições o “clube” dos campeões dominaram as primeiras posições e como o sorteio das chaves determinará a sorte das grandes seleções.

Somente em 1970 e 1990 quatro campeões figuraram entre os melhores colocados. Mas as batalhas das semifinais vistas nos campos mexicanos não se repetiram 20 anos depois. O jogo Itália X Alemanha (4 a 3), no México, é considerado até hoje o melhor de todos os tempos. Na outra, brasileiros passaram por cima do trauma do Maracanazo. Após iniciarem atrás do placar, viraram o jogo para cima dos bicampeões uruguaios. Já na Copa da Itália, duas partidas empatadas e decisões por pênaltis. Foi assim que argentinos e alemães passaram à final.

Antes de 66, Copa do título inglês, só havia quatro campeões do mundo – Uruguai, Itália, Alemanha e Brasil. As primeiras posições, por isso, tinham mais equipes sem títulos mundiais. Na própria Copa de 66, duas surpresas: União Soviética e Portugal. Pelo caminho, ficaram brasileiros, italianos e uruguaios. No Chile, quatro anos antes, apenas o campeão Brasil nas semis. Alemanha e Itália, juntas no grupo 2, ficaram pelo caminho, assim como o Uruguai. Em 58 e 54, poucas seleções já tinham conquistado o mundo. Porém pelo menos um dos campeões estava entre os quatro.

Após o aumento das seleções campeãs, a tendência era que cada vez menos surpresas alcançasse as semifinais. A história, entretanto, não evidencia isso. Em quatro Copas seguidas só dois campeões chegaram até a fase derradeira. As surpresas foram: Polônia, em 74 e 82; França, em 82 e 86; e Bélgica, também em 86. Holanda em 74 e 78 é um caso à parte. Nunca foi, de fato, campeã. Mas também não fora uma surpresa nessas Copas. O mundo estava encantado com Cruyff e o Carrossel holandês.

Nas Copas pós 90, a tendência continuou. Suécia, assim como 36 anos antes, estava entre as melhores. A campanha dos búlgaros, também em 94, dificilmente se repetirá. Sob o comando do craque Stoitchkov, terminara o Mundial em 4º. O mesmo pode-se dizer da Croácia, do artilheiro Suker, na França, em 98. Os croatas, porém, venceram a decisão do 3º lugar. Em 2002, mais duas seleções inexpressivas: os anfitriões sul-coreanos e os turcos. Portugal, em 2006, foi o único sem títulos entre os quatro primeiros.

Na África do Sul, pela segunda vez, sete campeões estarão na disputa pelo título. Para que não haja surpresas, a sorte das grandes equipes no sorteio das chaves é essencial. Ele determinará, além dos grupos, os possíveis confrontos das oitavas-de-final. Agora, basta aos campeões torcerem para ficar bem longe um dos outros e voltar a dominar as primeiras posições dos Mundiais.





 
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