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Futebol vistoso nem sempre é o vencedor

Ginga, técnica e jogadas especulares não ganham Copas?

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Diego Salgado
postado em 27/11/2009 14:03 h
atualizado em 24/05/2011 17:11 h

Contagem regressiva
Faltam 
8 dias para o sorteio dos grupos da Copa 2010. Enquanto isso, leia um pouco da história das copas:

Futebol vistoso nem sempre é o vencedor
Goleadas, conjunto, toque refinado e... derrota. Como grandes equipes já perderam uma Copa
 
O futebol apresentado é exuberante, de encher os olhos de qualquer torcedor, seja qual for sua nacionalidade. Times que desbancam favoritos, impõem respeito, mas não conseguem, de fato, se tornar campeões. Exemplos não faltam: Hungria, em 1954 e o Brasil, de Socrátes, Zico e Falcão, na fatídica Copa de 82. Entretanto, a chance se renova a cada quatro anos. E, para pelo menos três equipes, o Mundial da África do Sul é a chance de reparar erros do passado.

Portugal, Holanda e Dinamarca, sensacões das Copas de 66, 74 e 86, respectivamente, vão jogar nos campos africanos pelo primeiro título mundial. Algo que já poderia ter ocorrido se não fossem improváveis derrotas que reiteram a falta do poder de decisão dessas equipes.

Na Copa organizada e vencida pelos ingleses, o português Eusébio brilhou mais do que todos. Goleador máximo do Mundial com 9 gols, comandou os portugueses na campanha de 66. Portugal venceu o Brasil, com Pelé em campo, na primeira fase e nas oitavas de final, virou o jogo contra os nortes-coreanos (perdia por 3 a 0 e fez 5 gols). Nas semifinais, porém, encontrou a Inglaterra e perdeu por 2 a 1.

A seleção lusitana voltou à Copa 20 anos depois, mas a campanha foi decepcionante: desclassificação na primeira fase. O mesmo ocorreu em 2002. Somente em 2006, sob o comando de Cristiano Ronaldo e Felipão, desempenhou um bom papel e voltara a disputar uma semifinal de Copa do Mundo. Dessa vez, a derrota foi para a França (1 a 0).

Em 1986, no México, a Dinamarca encantou o mundo. Ganhou de dois campeões mundiais na primeira fase – 6 a 1 no Uruguai e 2 a 0 na Alemanha. Mas o encanto da “Dinamáquina”, dos excelentes Laudrup e Larsen, acabou cedo demais. A derrota de 5 a 1 para a Espanha na fase seguinte tratou de acabar com o sonho do título. A equipe voltou a disputar uma Copa em 1998 e 2002. As boas atuações, porém, nunca mais se repetiram.

Nas eliminatórias de 2010, Dinamarca e Portugal estavam no mesmo grupo. Os dinamarqueses foram os líderes, enquanto Portugal foi à repescagem para garantir a vaga.

Laranja Mecânica
Jogadores sem posição fixa, incumbidos de atacar e defender todo o tempo. Rinus Michels revolucionou o futebol ao dirigir o carrossel holandês na Copa de 74. Cruyff, Neeskens e Cia atropelaram Uruguai (2 a 0), Argentina (4 a 0) e Brasil (2 a 0). Na final, mesmo marcando o primeiro gol da partida, permitiu a virada dos alemães. Em 7 jogos, a Holanda venceu 5, marcou 15 gols e sofreu apenas 3 – dois deles na final.

Em 1978, na Argentina, outra chance de chegar ao título. Com menos brilhantismo e sem Cruyff, chegou à final novamente contra os donos da casa. Nova derrota, dessa vez por 3 a 1 - quando o jogo estava empatado em 1 a 1, a dois minutos do final, o atacante holandês Rensenbrink acertou a trave do goleiro Fillol.

Nas eliminatórias para a Copa da África, a Holanda venceu todos os jogos e mostrou que é uma das forças do Mundial 2010.





 
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