Se há algo que é incontestável no Brasil é a paixão pelo futebol. Dizem que por aqui existem milhões de treinadores. Desses que têm na ponta da língua a escalação da seleção brasileira. Porém somente 13 homens chegaram a comandar o Brasil em uma Copa do Mundo. E, pouquíssimos estão aptos a vaga de técnico em 2014.
Mas o que realmente leva um treinador a ser o comandante em uma Copa? Para Sebastião Lazaroni, técnico brasileiro na Copa de 90, é preciso ter um histórico vitorioso no clube. “A escolha do técnico funciona como no caso do jogador. Se ele estiver bem em seu clube, aumentam suas chances. Além disso, há o perfil que os dirigentes da CBF buscam”, explica.
Muito contestado na sua passagem pela seleção – foram 30 jogos, 19 vitórias, 9 empates e 4 derrotas – Lazaroni alerta para o conflito entre imprensa e treinador: “Se o treinador não souber blindar o grupo em determinadas situações, a imprensa terá a brecha para fazer o jogo que é do interesse dela. Seleção e imprensa vestem camisas diferentes”, diz.
Dunga, certamente, será o homem que escalará o time na Copa da África. Visto com desconfiança por muitos criticos por não ter nenhuma experiência como técnico, o ex-volante faz um bom trabalho. “A escolha dele foi uma aposta da CBF. Essa passagem na seleção está sendo como um curso intensivo para ele. Disputar uma Copa não é fácil, torço por ele”, declara o treinador de 90.
Há também a chance do próprio Dunga continuar no cargo, caso o Brasil vença na África. Porém, existem algumas alternativas no mercado brasileiro. Nada melhor que um profissional que já viveu essa experiência para dar uma opinião: “Acho que Dunga, Felipão, Autuori, Luxemburgo, Muricy e Parreira estão entre os melhores do país”, finaliza Lazaroni.