Mais um capítulo do polêmico confronto Argentina e Peru será escrito no estádio Monumental de Nuñes, em Buenos Aires, neste sábado. Em 13 jogos entre as equipes nas eliminatórias, são duas vitórias do Peru, quatro empates e sete vitórias da Argentina. Se depender da história dos jogos, os comandados de Maradona terão muitos problemas em garantir os três pontos - algo aparentemente fácil, já que os peruanos são os últimos colocados no torneio classificatório.
A Argentina esteve em 14 Copas do Mundo. Só não participou de quatro edições – 38, na França; 50, no Brasil; 54, na Suiça e 70, no México. Porém, nas três primeiras ausências nem disputou as eliminatórias - por divergências desistiu antes do início da competição. Foi só em 1969, que os argentinos não se classificaram, de fato, ao Mundial. E o algoz argentino foi o forte Peru da década de 70.
No Grupo 1, que ainda tinha peuanos e bolivianos, a Argentina decepcionou ao perder as duas primeiras partidas fora de casa – 3 a 1, em La Paz e 1 a 0, em Lima. Com isso, era preciso vencer os dois jogos em Buenos Aires para conseguir a classificacão. Venceu a Bolívia por apenas 1 a 0 e, no dia 31 de agosto, no estádio La Bombonera, empatou em 2 a 2 com o Peru de Teófilo Cubillas e deu adeus às chances de ir ao México.
Após 16 anos, em 1985, mais uma vez o Peru era a pedra no sapato dos argentinos. Em Lima, o mesmo resultado de 69, 1 a 0 para os peruanos. No Monumental de Nuñes, em 30 de junho um dos jogos mais emocionantes da história. Com Maradona em campo, um empate classificava os “hermanos”ao Mundial do México. Perdendo até os 36 minutos do segundo tempo, a Argentina empatou com o atacante Ricardo Gareca. Mais um 2 a 2, mas dessa vez com sabor de vitória aos argentinos.
Mas talvez um dos episódios mais conhecidos desse confronto é o da Copa do Mundo de 1978, disputada em solo argentino. Brasil, Polônia, Argentina e Peru disputavam uma vaga na final. Para a Argentina, era preciso vencer os peruanos por quatro gols de diferença. Caso isso não ocorresse, o Brasil estaria classificado. Com a vantagem de jogar horas depois de Brasil X Polônia e sabendo a quantidade de gols que precisaria fazer, o selecionado argentino, de Passarella e Kempes, fez 6 a 0 no Peru. Especula-se que o jogo fora vendido, pois o goleiro do Peru era Ramón Quiroga, argentino naturalizado peruano. A suspeita, porém, nunca foi comprovada. Na final, a Argentina ganhou por 3 a 1 da Holanda na prorrogação.