A sensação de que a seleção argentina e seu técnico, Diego Maradona, não possuem mais chances de errar no jogo desta quarta-feira (9/9) contra o Paraguai é refletida pela imprensa local.
A Argentina que entra em campo às 20h (horário de Brasília) em Assunção chega abatida pela derrota de 3 a 1 para o Brasil, a terceira nos últimos quatro jogos das Eliminatórias Sul-americanas à Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.
"Falhar neste momento seria o pior pecado futebolístico na era moderna. Ou ficar fora de uma Copa não seria mais traumático do que a eliminação na primeira fase em 2002? Não podem. Não devem", publica o diário esportivo "Olé".
"Esta noite, no úmido gramado do estádio Defensores del Chaco, diante de 40 mil paraguaios, Maradona se verá frente ao maior desafio como treinador. E os jogadores deverão se rebelar se não querem que a história os condene", acrescenta o texto.
O "Olé" diz que Maradona "se equivocou" e que "sua aprendizagem não dissimulou suas debilidades como técnico". Agora, são os jogadores que "têm que salvar Diego", diz o jornal.
Horas depois da derrota para o Brasil, o jornal "Crítica" dizia que "alguns dirigentes começam a reconhecer, ainda em 'off', a divergência de alguns jogadores com o técnico e já abrem espaço para a dúvida em relação à continuidade de Maradona se a seleção perder na quarta-feira contra o Paraguai".
"Se oferece recompensa. Não é em pesos, nem em guaranis, nem em dólares, nem em euros. O pagamento é em tranquilidade, confiança, segurança, otimismo e felicidade, algo que falta nesta seleção de Maradona", afirma o jornal "Clarín", o de maior circulação na Argentina.
"Se procura uma equipe e um treinador que saiba mudar a tempo. Que faça menos vídeos e trabalhe mais a bola parada", ataca a publicação. Segundo o Clarín, "se procura a vitória porque de nenhuma maneira (a seleção argentina) pode voltar a perder".