O Instituto Brasil de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última sexta-feira, 25, um novo estrato do Censo 2010 que investigou as condições no entorno das residências em áreas urbanizadas. Como era de se esperar, no que diz respeito ao saneamento básico, os dados são preocupantes: pelo menos 18,5 milhões de brasileiros vivem em áreas urbanas com esgoto a céu aberto no entorno de suas moradias.
Segundo os novos dados, investigados pela primeira vez pelo Censo, 11% das moradias do País em áreas urbanas estão próximas a valas ou córregos onde o esgoto domiciliar é despejado diretamente. Isso representa um universo de 5,1 milhões de residências.
Entre as cidades-sede da Copa, as que apresentam situação mais preocupante são Manaus, com 20,2% dos domicílios em tal condição, seguida por Fortaleza, com 19,3% e Recife, com 16,7%. Mais preocupante do que o fato em si, só mesmo o fato de que, ao invés do País estar preocupado em reverter essa situação e garantir o mínimo de dignidade a essa população, o País continue dando mais atenção em atender as exigências da Fifa, que em nada está preocupada com a população brasileira.
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7 de maio de 2012 por Édison Carlos | Cuiabá
Mais um capítulo envolvendo as preparações para Copa do mundo de 2014. Segundo a matéria divulgada pelo site UOL, no último dia 27, 97% dos custos dos estádios sairão do dinheiro público. O custo inicial para a construção do estádio Arena Pantanal em Cuiabá, divulgado em janeiro de 2010, seria de R$ 454 milhões. No final do mês passado o custo subiu para R$ 519 milhões. O governo local de Cuiabá contratou uma empresa para fiscalizar e coordenar as obras do estádio, para isso o estado deverá desembolsar mais R$ 7 milhões.
Até o momento, somente os estádios de Rio Grande do Sul e Paraná estão sendo construídos com o dinheiro público.
Fica a pergunta: e as obras de infraestrutura, em especial de saneamento, que são o verdadeiro legado para a população das cidades sede? Hoje, a maior parte das verbas para saneamento provém do PAC. O estudo do Instituto Trata Brasil, De Olho no PAC, divulgado recentemente, mostra que até o final de 2011 todas as obras do PAC saneamento monitoradas pelo Trata Brasil estavam paralisadas. Ou seja, nenhuma melhoria garantida para a população.
No final do mês passado, o site “O Documento” divulgou uma matéria em que depois de três anos após ceder a vaga á Cuiabá para sediar a Copa de 2014, Campo Grande cumpriu a maior parte das exigências da FIFA e concluiu a última das quatro obras do PAC I e já se habilitou a buscar o PAC 2. Agora sonha em tomar a Copa de Cuiabá.
Do jeito que as coisas andam, a população de Cuiabá irá perder não só a chance de presenciar os jogos da Copa, mas também as oportunidades e investimentos que vem com o fato de ser cidade sede.
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