30 de julho de 1966, Londres:
O relógio apontava 11 minutos do 1º tempo da prorrogação quando o meia Stiles esticou a bola na ponta direita para o meia inglês Alan Ball. O camisa 7 encarou a marcação do lateral alemão Höttges, foi à linha de fundo do gramado de Wembley e cruzou para Geoff Hurst.
O artilheiro do English Team matou a bola, girou e chutou forte com a perna direita antes da chega do zagueiro Schulz. O tiro, alto, explodiu no travessão do arqueiro Tilkoski, pingou proximo à linha do gol e saiu. Ainda viva, a bola foi prontamente afastada pelo ala Weber, da seleção alemã.

Hurst recebe de Ball, gira e arma o chute de perna direita...

A bola explode na trave

Mesmo com a bola não ultrapassando toda a linha, o gol de Hurst é validado: Inglaterra 3 x 2 Alemanha
Com a bola fora de jogo, todas as atenções se voltaram ao árbitro suíço, Gottfried Dienst. Era preciso, contudo, consultar o auxiliar, que estava em uma melhor posição para decidir se a bola de Hurst entrou ou não.
Para ele, Tofik Bakhmarov, do Azerbaijão, não havia dúvidas. A bola entrou e a Inglaterra havia marcado o terceiro gol na final da Copa do Mundo de 1966. Com 3 a 2 no placar e mais um gol marcado no minuto final da partida, os ingleses chegavam, enfim, ao primeiro título mundial.
O lance de Hurst, camisa 10 inglês, que ajudou a decidir o campeão do Mundial de 66, é discutido até hoje. Veja a versão alemã dos fatos neste documentário (The Truth), em que até o 4º gol, também marcado por Hurst, é contestado: http://www.youtube.com/watch?v=mvxVGMOgmcU

Gol inglês é anulado em Bloemfontein: Alemanha 4 x 1 Inglaterra (Crédito: EFE)
O troco
A Alemanha deu o troco depois de 44 anos, durante as oitavas de final da Copa do Mundo 2010, no estádio Free State, em Bloemfontein. Perdendo por 2 a 1, a Inglaterra empatou o confronto no final do primeiro tempo.
Lampard bateu de fora da área, a bola encobriu Neuer, tocou no travessão, pingou dentro da meta, mas não tocou as redes. O assistente Mauricio Espinosa Rodriguez, do Uruguai, não apontou o gol e o juiz Jorge Larrionda mandou o jogo seguir. A Alemanha venceu por 4 a 1 e seguiu na Copa.
A justiça estava feita. E com ela, toda a discussão em relação ao uso da tecnologia na linha do gol veio à tona. Desde então a Fifa tem realizado testes para chegar a uma solução.
No último dia 5, a International Board condicionou a utilização de um sistema eletrônico a um teste final de instalação em cada estádio. Aprovado, o chip na bola será usado no Mundial de Clubes, em dezembro deste ano, na Copa das Confederações de 2013 e na Copa do Mundo de 2014.
Duas empresas serão responsáveis pelo sistema: a GoalRef, que detém o chip que será colocado dentro da bola, e a Hawk-Eye, que fornecerá a câmera chamada de Olho de Falcão.
O chute de Hurst, que ajudou a decidir uma Copa, porém, não deixará de ser citado.
BUSCA NO BLOG 
