A seleção brasileira passa pela maior renovação entre Copas desde 1938, no Mundial da França. Na ocasião, apenas 4 jogadores da Copa da Itália, em 34, foram chamados pelo técnico Ademar Pimenta.

Em 2014, depois de 76 anos, o mesmo número deve se repetir. Essa é a tendência do trabalho de Mano Menezes. A última convocação do técnico brasileiro, ocorrida em fevereiro para o amistoso contra a Bósnia — com exceção das listas olímpicas e caseiras -, tinha apenas quatro jogadores do Mundial da África do Sul: Júlio César, Daniel Alves, Luisão e Thiago Silva.

A primeira, em agosto de 2010, também trazia apenas quatro remanescentes do fiasco na Copa 2010: Thiago Silva, Ramires, Daniel Alves e Robinho.

Desde que assumiu a seleção, Mano Menezes deixou de chamar 10 dos 23 jogadores que estiveram no Mundial sul-africano. Doni, Gilberto, Juan, Felipe Melo, Gilberto Silva, Josué, Júlio Baptista, Kleberson e Grafite nunca foram convocados pelo atual treinador da seleção — no total, foram 19 listas. Já Gomes, Maicon, Lúcio, Elano, Kaká, Luís Fabiano e Nilmar têm menos de cinco convocações.

Do grupo de 2010, Thiago Silva (16 convocações), Daniel Alves (14), Ramires (9), Robinho (9), Júlio César (8) e Luisão (6) foram os mais lembrados.

Na história brasileira em Copas, a menor renovação ocorreu em 1962, no Chile. No bicampeonato mundial, 14 jogadores já tinham disputado a Copa da Suécia. Nos Estados Unidos, em 1994 e na Alemanha, em 2006, foram 10 atletas remanescentes do Mundial anterior.

Mano tem culpa? Ou o processo de renovação era obrigatório? As vaias de paulistas e goianos respondem a questão. Sem levar em conta, por exemplo, que a pobre safra de craques brasileiros abriu um rombo de 10 anos entre os protagonistas das Copas 2010 e 2014: Kaká, a grande esperança na África do Sul, nasceu em 1982. Neymar, em 1992.

Confira como ocorreu a renovação da seleção entre as Copas:

Mano Menezes iniciou o processo de renovação desde a primeira lista, em agosto de 2010 (Crédito: Carmen Jaspersen/EFE)

Mano Menezes iniciou o processo de renovação desde a primeira lista, em agosto de 2010 (Crédito: Carmen Jaspersen/EFE)

Uruguai-1930
24 jogadores convocados

Itália-1934
Apenas 1 remanescente da Copa anterior: o atacante Carvalho Leite.

França-1938
4 remanescentes: o meia Martim e os atacantes Patesko, Leônidas e Luizinho.

Brasil-1950
Nenhum jogador do plantel de Flávio Costa havia disputado o Mundial de 1938. Somente dois atletas da Copa, o suíço Bickel e o sueco Nillsson, conseguiram o feito.

Suíça-1954
6 remanescentes: Castilho, Nilton santos, Ely, Bauer, Baltazar e Rodrigues.

Suécia-1958
5 remanescentes: Castilho, Djalma Santos, Nilton Santos, Mauro e Didi.

Chile-1962
14 remanescentes: Castilho, Gilmar, Djalma Santos, Nilton Santos, Mauro, Zózimo, Bellini, Zito, Didi, Garrincha, Vavá, Pelé, Zagallo e Pepe.

Inglaterra-1966
7 remanescentes: Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Altair, Zito, Pelé e Garrincha.

México-1970
6 remanescentes: Brito, Gérson, Jairzinho, Tostão, Pelé e Edu.

Alemanha-1974
8 remanescentes: Leão, Zé Maria, Marco Antônio, Piazza, Rivellino, Paulo César, Jairzinho e Edu.

Argentina-1978
5 remanescentes: Leão, Valdir Peres, Nelinho, Rivellino e Dirceu.

Espanha-1982
9 remanescentes: Carlos, Valdir Peres, Oscar, Edinho, Batista, Zico, Cerezo, Dirceu e Roberto.

México-1986
7 remanescentes: Carlos, Oscar, Edinho, Falcão, Júnior, Zico e Sócrates.

Itália-1990
7 remanescentes: Mauro Galvão, Branco, Alemão, Valdo, Silas, Careca e Müller.

EUA-1994
10 remanescentes: Taffarel, Jorginho, Branco, Ricardo Rocha, Aldair, Dunga, Mazinho, Bebeto, Romário e Müller.

França-1998
7 remanescentes: Taffarel, Cafu, Aldair, Dunga, Leonardo, Bebeto e Ronaldo.

Japão/Coreia do Sul-2002
6 remanescentes: Dida, Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldo e Denílson.

Alemanha-2006
10 remanescentes: Dida, Rogério Ceni, Cafu, Roberto Carlos, Lúcio, Gilberto Silva, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ricardinho e Ronaldo.

África do Sul-2010
8 remanescentes: Júlio César, Gilberto, Lúcio, Juan, Luisão, Gilberto Silva, Kaká e Robinho.

A seleção brasileira poderá jogar em até seis cidades durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Quatro sedes já estão confirmadas como futuro palco de uma partida brasileira: Brasília, Fortaleza, Salvador e São Paulo, com jogos da primeira fase dos torneios. Belo Horizonte e Rio de Janeiro ainda dependem dos resultados da seleção.

A probabilidade para os mineiros verem o time é maior: basta o Brasil ser 1º colocado do grupo A do Mundial ou da Copa das Confederações. Na capital fluminense, a seleção só jogará ser for à final de alguma delas (veja o caminho brasileiro abaixo).

Na história, porém, a seleção tem melhor aproveitamento nas outras sedes: Curitiba, Cuiabá, Natal, Porto Alegre e Manaus. Recife e São Paulo terão estádios novos. Entre as arenas que receberão a equipe, o Mineirão é o maior amuleto brasileiro, com 20 jogos, 15 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Na Fonte Nova, ocorre o pior desempenho: 12 partidas, 6 vitórias, 6 empates.

Confira a lista de 177 jogos da seleção nos estádios da Copa do Mundo 2014:

Curitiba – Arena da Baixada: 2 jogos, 2 vitórias (100% de aproveitamento)

26/06/99 – Brasil 3 x 0 Letônia (amistoso)
09/08/01 – Brasil 5 x 0 Panamá (amistoso)


Cuiabá – Verdão: 4 jogos, 4 vitórias (100% de aproveitamento)

21/12/80 – Brasil 2 x 0 Suíça (amistoso)
15/03/89 – Brasil 1 x 0 Equador (amistoso)
15/04/92 – Brasil 3 x 1 Finlândia (amistoso)
07/03/02 – Brasil 6 x 1 Islândia (amistoso)


Natal -
Machadão: 1 jogo, 1 vitória (100% de aproveitamento)
26/01/82 – Brasil 3 x 1 Alemanha Oriental (amistoso)


Porto Alegre – Beira-Rio: 11 jogos, 10 vitórias e 1 empate (93,9% de aproveitamento)

07/04/69 – Brasil 2 x 1 Peru (amistoso)
26/04/72 – Brasil 3 x 2 Paraguai (amistoso)
17/06/72 – Brasil 4 x 1 Hamburgo (amistoso)
17/06/72 – Brasil 3 x 3 Seleção Gaúcha (amistoso)
19/12/76 – Brasil 4 x 1 Internacional (amistoso)
25/05/78 – Brasil 2 x 2 Seleção Gaúcha (amistoso)
08/06/85 – Brasil 3 x 1 Chile (amistoso)
16/12/92 – Brasil 3 x 1 Alemanha (amistoso)
07/09/99 – Brasil 4 x 2 Argentina (amistoso)
05/06/05 – Brasil 4 x 1 Paraguai (Eliminatórias)
01/04/09 – Brasil 3 x 0 Peru (Eliminatórias)


Manaus – Vivaldão: 5 jogos, 4 vitórias e 1 empate (86,7% de aproveitamento)

05/04/70 – Brasil 4 x 1 Seleção Amazonense (amistoso)
20/12/95 – Brasil 3 x 1 Colômbia (amistoso)
22/05/96 – Brasil 1 x 1 Croácia (amistoso)
18/12/96 – Brasil 1 x 0 Bósnia (amistoso)
10/09/03 – Brasil 1 x 0 Equador (Eliminatórias)


Belo Horizonte – Mineirão: 20 jogos, 15 vitórias, 3 empates e 2 derrotas (80% de aproveitamento)

07/09/65 – Brasil 3 x 0 Uruguai (amistoso)
18/05/66 – Brasil 1 x 0 País de Gales (amistoso)
05/06/66 – Brasil 4 x 1 Polônia (amistoso)
11/08/68 – Brasil 3 x 2 Argentina (amistoso)
03/11/68 – Brasil 2 x 1 México (amistoso)
19/12/68 – Brasil 3 x 2 Iugoslávia (amistoso).
03/09/69 – Brasil 1 x 2 Atlético Mineiro (amistoso)
19/04/70 – Brasil 3 x 1 Seleção Mineira (amistoso)
13/06/72 – Brasil 2 x 0 Hamburgo (amistoso)
06/08/75 – Brasil 2 x 1 Argentina (Copa América)
13/08/75 – Brasil 6 x 0 Venezuela (Copa América)
30/09/75 – Brasil 1 x 3 Peru (Copa América)
26/06/77 – Brasil 0 x 0 Iugoslávia (amistoso)
24/06/80 – Brasil 2 x 1 Chile (amistoso)
25/04/85 – Brasil 2 x 1 Colômbia (amistoso)
28/03/87 – Brasil 1 x 0 Uruguai (amistoso)
05/09/93 – Brasil 4 x 0 Venezuela (Eliminatórias)
27/09/95 – Brasil 2 x 2 Romênia (amistoso)
02/06/04 – Brasil 3 x 1 Argentina (Eliminatórias)
18/06/08 – Brasil 0 x 0 Argentina (Eliminatórias)


Brasília – Mané Garrincha: 7 jogos, 5 vitórias, 1 empate e 1 derrota (76,2% de aproveitamento)

21/02/76 – Brasil 1 x 0 seleção Brasiliense (amistoso)
28/04/85 – Brasil 0 x 1 Peru (amistoso)
17/04/86 – Brasil 3 x 0 Finlândia (amistoso)
12/12/87 – Brasil 1  x 1 Alemanha Oriental (amistoso)
02/04/97 – Brasil 4 x 0 Chile (amistoso)
11/11/97 – Brasil 3 x 0 País de Gales (amistoso)
04/09/05 – Brasil 5 x 0 Chile (Eliminatórias)


Fortaleza – Castelão: 8 jogos, 6 vitórias, 1 empate e 1 derrota (76,2% de aproveitamento)

27/08/80 – Brasil 1 x 0 Uruguai (amistoso)
10/05/89 – Brasil 4 x 1 Peru (amistoso)
29/02/92 – Brasil 3 x 0 EUA (amistoso)
22/02/95 – Brasil 5 x 0 Eslováquia (amistoso)
23/09/98 – Brasil 1 x 1 Iugoslávia (amistoso)
18/11/98 – Brasil 5 x 1 Rússia (amistoso)
27/03/02 – Brasil 1 x 0 Iugoslávia (amistoso)
21/08/02 – Brasil 0 x 1 Paraguai (amistoso)


Rio de Janeiro – Maracanã: 107 jogos, 78 vitórias, 8 empates e 21 derrotas (75,4% de aproveitamento)

Últimos 10 jogos
14/07/89 – Brasil 3 x 0 Paraguai (Copa América)
16/07/89 – Brasil 1 x 0 Uruguai (Copa América)
03/09/89 – Brasil 1 x 0 Chile (Eliminatórias)
13/05/89 – Brasil 3 x 3 Alemanha Oriental (amistoso)
19/09/93 – Brasil 2 x 0 Uruguai (Eliminatórias)
29/04/98 – Brasil 0 x 1 Argentina (amistoso)
28/06/00 – Brasil 1 x 1 Uruguai (Eliminatórias)
03/09/00 – Brasil 5 x 0 Bolívia (Eliminatórias)
17/10/07 – Brasil 5 x 0 Equador (Eliminatórias)
15/10/08 – Brasil 0 x 0 colômbia (Eliminatórias)


Salvador – Fonte Nova: 12 jogos, 6 vitórias, 6 empates (66,7% de aproveitamento)

06/07/69 – Brasil 4 x 0 Bahia (amistoso
05/09/79 – Brasil 1 x 1 seleção Baiana (amistoso)
08/06/81 – Brasil 1 x 0 Espanha (amistoso)
04/11/83 – Brasil 1 x 1 Uruguai (amistoso)
05/05/85 – Brasil 2 x 1 Argentina (amistoso)
31/03/87 – Brasil 0 x 0 Bahia (amistoso)
01/07/89 – Brasil 3 x 1 Venezuela (Copa América)
03/07/89 – Brasil 0 x 0 Peru (Copa América)
06/07/89 – Brasil 0 x 0 Colômbia (Copa América)
11/10/95 – Brasil 2 x 0 Uruguai (amistoso)
10/09/97 – Brasil 4 x 2 Equador (amistoso)
05/06/99 – Brasil 2 x 2 Holanda (amistoso)

Veja o caminho brasileiro nas competições:

Brasil na Copa das Confederações
1º jogo: Mané Garrincha, em 15 de junho, sábado.
2º jogo: Castelão, em 19 de junho, quarta-feira.
3º jogo: Fonte Nova, em 22 de junho, sábado.

Líder do grupo A:
Semifinal: Mineirão, em 26 de junho, quarta-feira.
Final: Maracanã, em 30 de junho, domingo.

Vice-líder do grupo A:
Semifinal: Castelão, em 27 de junho, quinta-feira.
Final: Maracanã, em 30 de junho, domingo.


Brasil na Copa do Mundo

1º jogo: Arena Corinthians, em 12 de junho, quinta-feira.
2º jogo: Castelão, em 17 de junho, terça-feira.
3º jogo: Mané Garrincha, em 23 de junho, segunda-feira.

Líder do grupo A:
Oitavas: Mineirão, em 28 de junho, sábado.
Quartas: Castelão, em 04 de julho, sexta-feira.
Semifinal: Mineirão, em 08 de julho, terça-feira.
Final: Maracanã, em 13 de julho, domingo.

Vice-líder do grupo A:
Oitavas: Castelão, em 29 de junho, domingo.
Quartas: Fonte Nova, em 05 de julho, sábado.
Semifinal: Mineirão, em 08 de julho, quarta-feira.
Final: Maracanã, em 13 de julho, domingo.

GOLS
Total: 460 em 189 jogos
Média: 2,43 por jogo (a pior desde 1997)
Rodada com mais gols: 6ª, com 32
Melhor ataque: Atlético-MG (33)
Melhor defesa: Fluminense (11)
Pior ataque: Sport (13)
Pior defesa: Coritiba (37)

RESULTADOS
Empates: 50
Vitórias do time da casa: 89
Vitórias do visitante: 50
Jogos 0 a 0: 20
Com mais derrotas: Figueirense e Palmeiras (11)
Com mais empates: Bahia e Santos (8)
Com mais vitórias: Atlético-MG (13)

PÚBLICO
Média: 12.157 (a pior desde 2004)
Total em 189 jogos: 2.297.746
Maior público: Corinthians 1 x 2 São Paulo, com 36.644 espectadores
Rodada com melhor média de público: 19ª, com 15.906.

RENDA
Média: R$ 287.944,70
Total: R$ 54.421.548,91
Maior renda: Corinthians 1 x 2 São Paulo, com R$ 1.035.952,56
Rodada com melhor média de renda: 11ª, com R$ 413.960,50

CARTÕES
Amarelos: 907
Média: 4,8 por jogo
Vermelhos: 46
Média: 0,24 por jogo
Jogo mais violento: Palmeiras 1 x 0 Flamengo, com 13 cartões
Rodada mais violenta: 17ª, com 64 amarelos e 6 vermelhos

PÊNALTIS
Total: 45
Média: 1 a cada 4,2 jogos
Convertidos: 39
Perdidos: 6

Times com 5 pênaltis:
Cruzeiro
Fluminense

Com 3:
Atlético-GO
Atlético-MG
Botafogo
Corinthians
Coritiba
Figueirense
Flamengo
Grêmio
São Paulo

Com 2:
Náutico
Palmeiras

Com 1:
Portuguesa
Bahia
Santos
Vasco

Times sem nenhum pênalti marcado:
Internacional
Ponte Preta
Sport

Antes do retorno das eliminatórias da Copa 2014, 96 seleções entrarão em campo nessa quarta-feira (15) para uma série de amistosos. A data-Fifa traz três duelos entre campeões mundiais. A Alemanha receberá a Argentina, enquanto a França enfrentará o Uruguai. Em Berna, na Suíça, Itália e Inglatterra se enfrentarão.

Os confrontos têm sabor de revanche. Na Copa do Mundo 2010, a Alemanha despachou a Argentina nas quartas de final, após fazer 4 a 0. Uruguai e França, partida da 1ª fase do Mundial sul-africano, terminou empatado em 0 a 0. O resultado ajudou na classificação uruguaia às oitavas de final e na eliminação francesa. Já italianos e ingleses se enfrentaram nas quartas da Eurocopa 2012. Deu Itália, nos pênaltis, após 0 a 0 nos 120 minutos.

Destaque também para o confrontos entre Bélgica e Holanda, em Bruxelas, além de México e Estados Unidos, na capital mexicana. O Brasil, por sua vez, medirá forças contra a Suécia, na despedida do estádio Rasunda, palco da final da Copa do Mundo de 1958, quando a seleção brasileira venceu por 5 a 2 e sagrou-se campeã mundial pela primeira vez.

O grupo brasileiro que está em Estocolmo tem 16 jogadores que estiveram nos Jogos Olímpicos de Londres na conquista da medalha de prata –Ganso e Bruno Uvini retornaram ao Brasil. Cinco atletas completaram o grupo na capital sueca: David Luiz, Daniel Alves, Ramires, Paulinho, Jonas e Dedé. Os quatro primeiros devem ser titulares, nas vagas de Juan, Rafael, Rômulo e Sandro, respectivamente.

Eliminatórias
O torneio que classificará 31 seleções para a Copa do Mundo 2014 voltará a ser disputado no início de setembro. No total, nas seis federações, 128 seleções ainda lutam por uma vaga na competição.

Somente o continente africano não dará continuidade às eliminatórias. Lá, a 3ª rodada da penúltima fase, que ainda conta com 40 equipes, será disputada em março de 2013. Na Concacaf, 12 seleções disputarão duas rodadas da penúltima fase.

Já na Europa, as eliminatórias terão o pontapé inicial, com 53 seleções divididas em nove grupos. As duas primeiras rodadas vão ocorrer nos dias 7 e 11 de setembro.

A Ásia e a Oceania têm a presença de 14 equipes. No continente asiático, na fase final, apenas uma rodada, a 4ª da fase final, será disputada. Na Oceania, as quatro seleções entrarão em campo duas vezes.

Na América do Sul, serão disputadas as 7ª e 8ª rodadas, de um total de 18. Apenas nove equipes lutam pelas quatro vagas diretas da Copa. O 5º colocado enfrentará uma seleção asiática na repescagem. O mesmo vai acontecer com seleções da Oceania e da Concacaf.

Confira os 48 amistosos desta quarta-feira (15):

Alemanha x Argentina, em Frankfurt
Estônia x Polônia, em Tallinn
Suécia x Brasil, em Estocolmo
Equador x Chile, em Nova York
Bélgica x Holanda, em Bruxelas
Montenegro x Letônia, em Podgorica
Irlanda do Norte x Finlândia, em Belfast
França x Uruguai, em Le Havre
México x EUA, na Cidade do México
Ucrânia x República Tcheca, em Odessa
Dinamarca x Eslováquia, em Odense
Armênia x Bielorrússia, em Yerevan
Croácia x Suíça, em Split
Hungria x Israel, em Budapest
Noruega x Grécia, em Oslo
País de Gales x Bósnia, em Llanelli
Luxemburgo x Geórgia, em Oberkorn
Escócia x Austrália, em Edimburgo
Azerbaijão x Bahrein, em Baku
Porto Rico x Espanha, em Bayamon
Bulgária x Chipre, em Sofia
Macedônia x Lituânia, em Skopje
Rússia x Costa do Marfim, em Moscou
Albânia x Moldávia, em Tirana
Japão x Venezuela, em Sapporo
Islândia x Ilhas Faroe, em Reykjavik
Cingapura x Hong Kong, em Singapura
Marrocos x Guiné, em Rabat
Eslovênia x Romênia, em Ljubljana
Áustria x Turquia, em Viena
Costa Rica x Peru, em San Jose
Omã x Egito, em Salalah
Inglaterra x Itália, em Berna
Sérvia x Irlanda, em Belgrado
El Salvador x Jamaica, em Washington
Coreia do Sul x Zâmbia, em Seul
Angola x Moçambique, em Benguela
Portugal x Panamá, em Faro
Paraguai x Guatemala, em Washington
Jordânia x Uzbequistão, em Amman
China x Gana, em Xian
Tunísia x Irã, em Budapeste
Níger x Nigéria, em Niamey
Bolívia x Guiana, em Santa Cruz
Botsuana x Tanzânia, em Gaborone
Guiné Equatorial x Libéria, em Malabo
Togo x Burkina Fasso, em Metz

Em tempo: os jogos disputados na Ásia já estão encerrados. A Coreia do Sul venceu a Zâmbia por 2 a 1. China e Gana empataram em 1 a 1,  mesmo placar de Japão e Venezuela.

Foram necessárias quatro vitórias incontestáveis em cinco jogos da Copa de 50 para que o esquadrão montado por Flávio Costa fosse considerado imbatível. O novíssimo Maracanã, como não poderia deixar de ser, reverenciava os 11 guerreiros antes da finalíssima do Mundial, naquele domingo, dia 16 de julho.

Mas o ponta-direita uruguaio Ghiggia tratou de calar as 174 mil vozes, como ele mesmo afirmara anos mais tarde. Bigode e Juvenal, os brasileiros do flanco esquerdo da defesa, ficariam marcados para sempre por não impedir a entrada do lépido camisa 7 na área.

Com o arqueiro Barbosa foi pior. A sentença do goleiro vascaíno foi a prisão perpétua. De lá, ele só foi libertado quase 50 anos depois, em abril de 2000, na cidade de Santos. Estava pobre e esquecido, culpado por não deter a bola chutada  por Ghiggia. Bola difícil, diga-se. Bola no chão, rente à trave esquerda.

Além deles, a torcida apontou outro culpado. O branco da camisa, do calção e dos meiões brasileiros. Era preciso mudar a cor e se tornar, enfim, vencedor. Foi então que em outubro de 1953, a CBD e o jornal carioca Correio da Manhã lançaram um concurso para escolher um novo uniforme. Aldyr Schlee, então com 19 anos  (hoje, escritor e jornalista) foi o vencedor.

A seleção camisa vestiria amarelo com detalhes verdes, calção azul com frisos brancos e meiões brancos com detalhes verdes e amarelos. A estreia do novo uniforme deu-se no dia 14 de março de 1954, nas eliminatórias da Copa de 54. O Brasil venceu o Chile por 1 a 0, gol de Baltazar, no Maracanã. Três meses depois, o primeiro jogo em Mundiais vestindo amarelo. Vitória fácil sobre o México: 5 a 0 em 16 de junho. O título, no entanto, ainda não viria na Suíça. Viria de forma incontestável quatro anos depois. Coincidência ou não, sem o amarelo “inventado” por Schlee.
Réplica da camisa da final da Copa de 1958 será usada pela seleção nesta quarta-feira, contra a Suécia

Réplica da camisa da final da Copa de 1958 será usada pela seleção nesta quarta-feira, contra a Suécia (Crédito: CBF)

Nos 5 a 2 contra a Suécia, no dia 29 de junho de 1958, o Brasil perdera o sorteio contra os anfitriões, também amarelos. Restou o azul –o do manto de Nossa Senhora Aparecida, segundo o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho.

Com os distintivos da CBD tirados das camisas amarelas e colados às pressas nas azuis, o Brasil de Didi, Garrincha, Vavá e Pelé saiu atrás no placar, mas virou e goleou os suecos por 5 a 2. Venceu, enfim. De azul, o do manto de Nossa Senhora.

O Brasil de azul em Copas:
10 jogos, 7 vitórias, 1 empate e duas derrotas. Aproveitamento: 76%. Fez 24 gols e sofreu 17.
6 x 5 Polônia (1938)
5 x 2 Suécia (1958)
2 x 1 Argentina (1974)
0 x 2 Holanda (1974)
3 x 1 Polônia (1978)
1 x 1 Suécia (1978)
3 x 2 Holanda (1994)
1 x 0 Suécia (1994)
2 x 1 Inglaterra (2002)
1 x 2 Holanda (2006)

O Brasil de branco nos 19 Mundiais:
13 jogos, 8 vitórias, 1 empate e 4 derrotas. Aproveitamento: 76,9%. Fez 36 gols e sofreu 17.
1 x 2 Iugoslávia (1930)
4 x 0 Bolívia (1930)
1 x 3 Espanha (1934)
1 x 1 Tchecoslováquia (1938)
2 x 1 Tchecoslováquia (1938)
1 x 2 Itália (1938)
4 x 2 Suécia (1938)
4 x 0 México (1938)
2 x 2 Suíça (1950)
2 x 0 Iugoslávia (1950)
7 x 1 Suécia (1950)
6 x 1 Espanha (1950)
1 x 2 Uruguai (1950)

De amarelo, usado 74 vezes, teve 52 vitórias, 13 empates e nove derrotas. Aproveitamento: 79,8%. Fez 150 gols e sofreu 53.

Total: 97 jogos, 67 vitórias, 15 empates e 15 derrotas. Aproveitamento: 77,3%. Fez 210 gols e sofreu 87.

Algumas curiosidades sobre o uniforme brasileiro pós-50:

O meião cinza já foi usado duas vezes. Ambas na Copa de 70: 1 x 0 Inglaterra e 4 x 2 Peru.

O meião azul (com a camisa amarela), 10 vezes: 1 x 0 Costa Rica e 0 x 1 Argentina, em 90. Brasil 3 x 0 Marrocos, em 98. Brasil 5 x 2 Costa Rica e  2 x 0 Alemanha, em 2002. Brasil 1 x 0 Croácia, 3 x 0 Gana e  0 x 1 França, em 2006. Brasil 3 x 0 Costa do Marfim e 3 x 0 Chile, em 2010.

O calção branco (com a camisa amarela) foi utilizado sete vezes: 2 x 1 Espanha, em 62. Brasil 0 x 2 Polônia, em 74. Brasil 0 x 0 Espanha e 0 x 0 Argentina, em 78. Brasil 1 x 0 Espanha, em 86. Brasil 5 x 2 Costa Rica, em 2002. Brasil 4 x 1 Japão, em 2006.

O Brasil assegurou nesta quinta-feira (9) a conquista da 15ª medalha na Olimpíada de Londres. A campanha iguala os pódios alcançados em Atlanta-1996 e Pequim-2008 e já é a melhor da história do país em 21 edições dos Jogos Olímpicos.

Antes dos Jogos de Londres, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) traçou a meta de 15 medalhas conquistadas. O Ministério do Esporte, por sua vez, afirmou que 20 era o número a ser batido. O argumento do ministro Aldo Rebelo à época foi o alto investimento nos últimos quatro anos, no chamado ciclo olímpico.

Segundo o superintendente executivo do COB, Marcus Vinícius Freire, o montante investido no esporte brasileiro desde 2008 chegou a US$ 390 milhões nos 259 atletas de 32 modalidades. A cifra foi divulgada durante uma audiência na Câmara dos Deputados, no dia 4 de julho deste ano. Dessa forma, cada medalha brasileira conquistada em Londres custa aos cofres públicos US$ 26 milhões.

O valor está no mesmo patamar da Austrália, 10ª colocada no quadro de medalhas, com US$ 25,1 milhões. No Reino Unido, anfitrião dos Jogos e na 3ª posição na Olimpíada, cada medalha custa US$ 19,6 milhões (Veja os detalhes abaixo).

Potências olímpicas como a China e a Alemanha têm investimentos maiores e um custo mais elevado por cada pódio em Londres. A China investiu US$ 2,8 bilhões nos quatro anos e conquistou até agora  79 medalhas. Cada uma, portanto, a US$ 35,4 milhões. Já os alemães, com investimento de US$ 2 bilhões desde 2008, pagam US$ 57,1 milhões por cada medalha.

Confira os números:
Brasil
Investimento: US$ 390 milhões
15 medalhas*
US$ 26 milhões por medalha

Austrália
Investimento: US$ 730 milhões
29 medalhas*
US$ 25,1 milhões por medalha

Reino Unido
Investimento: US$ 1 bilhão
51 medalhas*
US$ 19,6 milhões por medalha

Alemanha
Investimento: US$ 2 bilhões
35 medalhas*
US$ 57,1 milhões por medalha

China
Investimento: US$ 2,8 bilhões
79 medalhas*
US$ 35,4 milhões por medalha

*até o dia 09/08 às 18h30 (de Brasília)

Até o 9º dia dos Jogos Olímpicos de Londres, o Brasil era o 29º lugar no quadro de medalhas. O país, antes do ouro conquistado por Zanetti, já havia evoluído no número de medalhas em relação às últimas Olimpíadas. Contestada, a campanha brasileira na capital britânica era melhor que a de Pequim, Atenas e Sydney.

A campanha de Atlanta era parecida à mesma altura dos Jogos de Londres. O Brasil tinha o mesmo número de medalhas (7). Com uma prata a mais e um bronze a menos, era 25º colocado. Depois, manteve a mesma posição ao término da Olimpíada, mesmo conquistando mais 8 medalhas.

Na China, o Brasil era o 29º colocado após nove dias de competições. Ao final dos Jogos, foi ao 23º posto. Em Atenas, foi do 33º lugar ao 16º. Em Sydney, porém, o país perdeu posições até a cerimônia de encerramento: era 35º no 9º dia e terminou em 52º. O exemplo de 2008 e 2004 mostra que o país é mais forte nos últimos 7 dias dos Jogos Olímpicos, especialmente nos esportes coletivos.

Em Londres, o país ainda segue na briga no futebol masculino (semifinais), basquete masculino (quartas de final), vôlei feminino e masculino (quartas) e handebol feminino (quartas), além de duas duplas no vôlei masculino (quartas) e uma dupla no feminino (semi). São 8 chances de medalha.

Em 96, o Brasil ainda chegou às finais com o basquete masculino (quartas), futebol feminino (semi), mas nem disputou os Jogos com o handebol feminino. No vôlei de praia, só chegou à fase de mata-mata com as duplas femininas. Ao final, das mesmas 8 chances de medalhas nesses esportes, conquistou 5: ouro e prata no vôlei de praia feminino e três bronzes no futebol masculino e no vôlei e basquete femininos.

Vale lembrar que o país conseguiu na ocasião a maior quantidade de medalhas da sua história olímpica –ao lado de Pequim: 15.

Confira a campanha brasileira até o 9º dia nas últimas 8 Olimpíadas. Depois, os números finais de cada edição (a partir de 1996, os Jogos passaram a ter 16 dias. Antes, eram 15):

Londres 2012
9º dia: 1 ouro, 1 prata e 5 bronzes.
Colocação: 29º lugar
10º dia: 2 ouros, 1 prata e 5 bronzes
Colocação: 21º lugar
16º dia:
Colocação final:

Pequim 2008
9º dia: 1 ouro, 0 prata e 4 bronzes
Colocação: 35º lugar
16º dia: 3 ouros, 4 pratas e 8 bronzes
Colocação final: 23º lugar

Atenas 2004
9º dia: 1 ouro, 0 prata e 2 bronzes
Colocação: 33º lugar
16º dia: 5 ouros, 2 pratas e 3 bronzes
Colocação final: 16º lugar

Sydney 2000
9º dia: 0 ouro, 3 pratas e 2 bronzes
Colocação: 35º lugar
16º dia: 0 ouro, 6 pratas e 6 bronzes
Colocação final: 52º lugar

Atlanta 1996

9º dia: 1 ouro, 2 pratas e 4 bronzes
Colocação: 25º lugar
16º dia: 3 ouros, 3 pratas e 9 bronzes
Colocação final: 25º lugar

Barcelona 1992

9º dia: 1 ouro, 1 prata e 0 bronze
Colocação: 23º lugar
15º dia: 2 ouros, 1 prata e 0 bronze
Colocação final: 25º lugar

Seul 1988

9º dia: Nenhuma medalha
Colocação: Pós-34º lugar
15º dia: 1 ouro, 2 pratas e 3 bronzes
Colocação final: 24º lugar

Los Angeles 1984
9º dia: 0 ouro, 1 prata e 0 bronze
Colocação: 24º lugar
15º dia: 1 ouro, 5 pratas e 2 bronzes
Colocação final: 19º lugar

Moscou 1980
9º dia: 0 ouro, 0 prata e 2 bronzes
Colocação: 23º lugar
15º dia: 2 ouros, 0 prata e 2 bronzes
Colocação final: 17º lugar

30 de julho de 1966, Londres:

O relógio apontava 11 minutos do 1º tempo da prorrogação quando o meia Stiles esticou a bola na ponta direita para o meia inglês Alan Ball. O camisa 7 encarou a marcação do lateral alemão Höttges, foi à linha de fundo do gramado de Wembley e cruzou para Geoff Hurst.

O artilheiro do English Team matou a bola, girou e chutou forte com a perna direita antes da chega do zagueiro Schulz. O tiro, alto, explodiu no travessão do arqueiro Tilkoski, pingou proximo à linha do gol e saiu. Ainda viva, a bola foi prontamente afastada pelo ala Weber, da seleção alemã.

Hurst recebe de Ball, gira e arma o chute de perna direita...

Hurst recebe de Ball, gira e arma o chute de perna direita...

A bola explode na trave....

A bola explode na trave

Mesmo com a bola não ultrapassando toda a linha, o gol de Hurst é validado: Inglaterra 3 x 2 Alemanha

Mesmo com a bola não ultrapassando toda a linha, o gol de Hurst é validado: Inglaterra 3 x 2 Alemanha

Com a bola fora de jogo, todas as atenções se voltaram ao árbitro suíço, Gottfried Dienst. Era preciso, contudo, consultar o auxiliar, que estava em uma melhor posição para decidir se a bola de Hurst entrou ou não.

Para ele, Tofik Bakhmarov, do Azerbaijão, não havia dúvidas. A bola entrou e a Inglaterra havia marcado o terceiro gol na final da Copa do Mundo de 1966. Com 3 a 2 no placar e mais um gol marcado no minuto final da partida, os ingleses chegavam, enfim, ao primeiro título mundial.

O lance de Hurst, camisa 10 inglês, que ajudou a decidir o campeão do Mundial de 66, é discutido até hoje. Veja a versão alemã dos fatos neste documentário (The Truth), em que até o 4º gol, também marcado por Hurst, é contestado: http://www.youtube.com/watch?v=mvxVGMOgmcU

Lance teoricamente fácil para o bandeirinha uruguai: gol inglês é anulado em Bloemfontein: Alemanha 4 x 1 Inglaterra

Gol inglês é anulado em Bloemfontein: Alemanha 4 x 1 Inglaterra (Crédito: EFE)

O troco
A Alemanha deu o troco depois de 44 anos, durante as oitavas de final da Copa do Mundo 2010, no estádio Free State, em Bloemfontein. Perdendo por 2 a 1, a Inglaterra empatou o confronto no final do primeiro tempo.

Lampard bateu de fora da área, a bola encobriu Neuer, tocou no travessão, pingou dentro da meta, mas não tocou as redes. O assistente Mauricio Espinosa Rodriguez, do Uruguai, não apontou o gol e o juiz Jorge Larrionda mandou o jogo seguir. A Alemanha venceu por 4 a 1 e seguiu na Copa.

A justiça estava feita. E com ela, toda a discussão em relação ao uso da tecnologia na linha do gol veio à tona. Desde então a Fifa tem realizado testes para chegar a uma solução.

No último dia 5, a International Board condicionou a utilização de um sistema eletrônico a um teste final de instalação em cada estádio. Aprovado, o chip na bola será usado no Mundial de Clubes, em dezembro deste ano, na Copa das Confederações de 2013 e na Copa do Mundo de 2014.

Duas empresas serão responsáveis pelo sistema: a GoalRef, que detém o chip que será colocado dentro da bola, e a Hawk-Eye, que fornecerá a câmera chamada de Olho de Falcão.

O chute de Hurst, que ajudou a decidir uma Copa, porém, não deixará de ser citado.

Brasil já esteve em 20 Jogos Olímpicos  – desde Antuérpia-1920, só não foi a Amsterdã, em 1928. No total, o país conquistou 91 medalhas: 20 de ouro, 25 de prata e 46 de bronze. É apenas o 37º colocado no ranking geral. Em três Jogos Olímpicos não trouxe medalhas: Paris-1924, Los Angeles-1932 e Berlim-1936.

As melhores participações
Antuérpia-1920, quando foi o 15ª colocado, na melhor posição da história , com 3 medalhas no total.

Atlanta-1996 e Pequim-2008, quando o país faturou 15 medalhas. Nos Estados Unidos, 3 de ouro, 3 de prata e 9 de bronze. Na China,  3 de ouro, 4 de prata e 8 de bronze.

Atenas-2004, quando conquistou o maior número de medalhas de ouro: 5. No total, foram 10 (mais 2 de prata e 3 de bronze).

Xuxa, bronze em Atlanta e Sydney, com Cesar Cielo, campeão olímpico dos 50 metros em 2008 (Crédito: Patrick B Kraemer/EFE)

Xuxa, bronze em Atlanta e Sydney, com Cesar Cielo, campeão olímpico dos 50 metros em 2008 (Crédito: Patrick B Kraemer/EFE)

A campanha vexatória
Sydney-2000: apesar das 12 medalhas, o Brasil não conquistou nenhuma medalha de ouro. O fato não ocorria desde Montreal-1976.


Os 11 esportes medalhistas

Vela: 16 medalhas (6 de ouro, 3 de prata e 7 de bronze).

Vôlei (quadra e praia): 16 medalhas (5, 7 e 4).

Judô: 15 medalhas (2, 3 e 10).

Atletismo: 14 medalhas (4, 3 e 7).

Natação: 11 medalhas (1, 3 e 7).

Futebol: 6 medalhas (0, 4 e 2).

Basquete: 5 medalhas (0, 1 e 4).

Hipismo: 3 medalhas (1, 0 e 2).

Tiro: 3 medalhas (1, 1 e 1).

Boxe: 1 medalha de bronze.

Taekwondo: 1 medalha de bronze.

Depois da medalha de bronze em 1996 e 2000, vôlei feminino foi campeão olímpico em Pequim (Crédito: EFE)

Depois da medalha de bronze em 1996 e 2000, vôlei feminino foi campeão olímpico em Pequim (Crédito: EFE)

Mano Menezes aceitou o convite do então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, há exatos dois anos. Naquele 24 de julho de 2010, um sábado, Mano tornou-se treinador da seleção brasileira após Muricy Ramalho, a primeira opção, descartar o cargo na sexta-feira. Desde então, o ex-técnico do Corinthians dirigiu o time brasileiro em 26 partidas, com 20 amistosos e apenas seis confrontos oficiais (Copa América e Superclássico das Américas). O aproveitamento é de 68% – no total, foram 16 vitórias, cinco empates e cinco derrotas. O ataque brasileiro marcou 42 gols e a defesa sofreu 19.

Dunga, em 26 jogos, havia conseguido 18 vitórias e conquistado 77% dos pontos. Os números de gols marcados e sofridos também são melhores: 54 e 16, respectivamente. Em quatro anos à frente da seleção, o capitão do tetra convocou 88 jogadores. Mano já chamou 86 ainda na metade do caminho até a Copa.

Mano tem aproveitamento de 68% na seleção brasileira (Crédito: EFE/Carmen Jaspersen)

Mano tem aproveitamento de 68% na seleção brasileira (Crédito: EFE/Carmen Jaspersen)

Há de se considerar, porém, que o processo de renovação foi maior após a Copa 2010. Na primeira convocação, por exemplo, Mano chamou apenas quatro jogadores que atuaram no Mundial sul-africano (Daniel Alves, Thiago Silva, Robinho e Ramires). Em 2006, após a saída de Parreira, a lista inicial de Dunga tinha oito remanescentes da Copa da Alemanha.

Às vésperas de sua 2ª competição oficial, Mano utiliza a mesma espinha dorsal, seja na busca pelo ouro olímpico ou no projeto do hexa em 2014. É o mesmo 4-2-3-1, com Thiago Silva, Marcelo, Oscar (Ganso), Neymar, Hulk e Damião (Pato) como titulares nas “duas” seleções. A conquista do segundo objetivo passa pelo primeiro. Se Dunga, credenciado pelo título da Copa América 2007, teve vida tranquila após o bronze de Pequim, Mano não terá caso volte de Londres antes do dia 11 de agosto.

Confira mais números desses 24 meses com Mano Menezes na seleção:

Jogadores mais convocados nas 17 listas (em duas oportunidades, apenas jogadores que atuavam no Brasil foram chamados)
Goleiros
Jefferson 10
Júlio César 8
Neto 7
Vítor 7

Laterais
Daniel Alves 14
Marcelo 10
André Santos 9
Adriano 8
Danilo 6

Zagueiros
Thiago Silva 15
David Luiz 14
Dedé 6
Luisão 6
Réver 6

Volantes
Sandro 13
Lucas Leiva 12
Elias 11
Ramires 9
Fernandinho 6
Hernanes 6

Meias
Lucas 11
Ganso 7
Ronaldinho 6
Oscar 6

Atacantes
Neymar 13
Pato 12
Robinho 9
Hulk 8
Damião 6
Fred 6

Os 26 jogos
2 x 0 EUA
3 x 0 Irã
2 x 0 Ucrânia
0 x 1 Argentina
0 x 1 França
2 x 0 Escócia
0 x 0 Holanda
1 x 0 Romênia
0 x 0 Venezuela
4 x 2 Equador
0 x 0 Paraguai
2 x 3 Alemanha
1 x 0 Gana
0 x 0 Argentina
2 x 0 Argentina
1 x 0 Costa Rica
2 x 1 México
2 x 0 Gabão
2 x 0 Egito
2 x 1 Bósnia
3 x 1 Dinamarca
4 x 1 EUA
0 x 2 México
3 x 4 Argentina
2 x 0 Gra-Bretanha

Os artilheiros
Neymar 10 gols
Pato 6
Hulk 3
Marcelo 3
Daniel Alves 2
Fred 2
Jonas 2
Sandro 2
Damião
Hernanes
Jadson
Lucas
Nilmar
Oscar
Robinho
Rômulo
Ronaldinho
Thiago Silva
Contra 2 (Dinamarca e Bósnia)