
Juan fez uma partida perfeita, já Kaká...
Mais do que a má fase do melhor jogador do Brasil (Kaká), temos que lamentar, e muito, o cartão amarelo tomado inocentemente por Ramires, que está fora do jogo contra a Holanda. Isso pode ser fundamental para a classificação da amarelinha frente à laranja mecânica, que ainda não brilhou na Copa, mas que tem peças suficientes para fazer isso acontecer. Digo isto, porque sem Felipe Melo o Brasil encontrou um meio campo marcador e ao mesmo tempo com habilidade, e resolveu o problema da lenta saída de bola comandada pelo carroceiro da Juventus. Assim, outra coisa que me preocupava foi solucionada. Ramires não falhou em sequer uma cobertura e Michel Bastos conseguiu subir com segurança.
Mas calma, favor não se empolgar demais. O Brasil fez o que tinha que ser feito com um time que deixa jogar e que tem uma fraca defesa, e venceu seu eterno freguês, o Chile. Júlio Cesar não foi exigido. Maicon e Michel Bastos foram firmes na marcação e junto com Juan e Lúcio fizeram uma partida perfeita. Já Daniel Alves, voltou a ser o craque que é na seleção. Robinho, se manteve regular, e foi bem. E o Fabuloso, começou mal, mas logo que saiu o gol se transformou no jogador fabuloso que é.
Vale destacar que o técnico Marcelo Bielsa, do Chile, em nenhum momento mudou a forma de jogar, com três defensores, quatro meias e três atacantes. Se por um lado não funcionou se colocarmos em questão o resultado final, manteve a personalidade que ele cobrava dos chilenos quando chegou ao cargo. Até porque foi assim que conquistou o segundo lugar nas Eliminatórias e da mesma forma fez uma boa Copa. Mas…agora o Chile é passado.
A Holanda do talentoso trio de ataque formado por Robben, Kuyt e Van Persie, promete vingar as eliminações de 1994 e 1998, quando a mesma tinha grandes times e foi derrotada por Tafarel e companhia limitada. Mas pelo futebol que jogou na África do Sul, está longe de ser favorita. Cabe ao Brasil encontrar uma forma de substituir Ramires a altura, seja com a entrada de Elano e a manutenção de Daniel Alves, ou de outra forma que não seja a entrada de Felipe Melo. Afinal, sem ele, o Brasil é outro…
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