Toda semana eu sento no computador, entro em sites que destacam o futebol nordestino e tento encontrar coisas boas para falar sobre o futebol sergipano. Infelizmente, vejo que Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará tem representantes ou na primeira, ou na segunda ou até na terceira divisão, e que, junto com Piauí e Maranhão, Sergipe só tem representantes na Série D. Vale lembrar, que todos os Estados do Brasil têm vaga assegurada na quarta divisão, ou seja, todas as federações têm seus espaços assegurados mesmo que o futebol realizado em seu Estado seja de nível amador para baixo.
E me desculpe quem está pensando que é uma falta de respeito falar assim do nosso futebol, que sem dúvida tem uma rica história, mas que está sendo cada vez mais manchada por este interminável momento tenebroso que vivemos. Com todo respeito ao Piauí e ao Maranhão, mas estar no nível do futebol deles é estar sim no fundo do poço. Até porque para quem não se recorda no ano passado o futebol maranhense protagonizou o maior absurdo que eu vi na história do futebol: um time “abriu as pernas” para o adversário, que acabou fazendo nove gols em onze minutos, e ninguém foi punido. Já o futebol piauiense, que só inicia sua temporada em março, costuma apresentar absurdos como ter jogos normalmente às 9h da manhã (lembre-se que estamos falando de um dos Estados mais quentes do Brasil).
O mínimo que poderíamos ter, que era um time na terceira divisão, não temos mais. A estrutura profissional dos clubes está sucateada e os dois grandes times da capital, que poderiam ser exceções para o resto do Estado, estão afundados em problemas financeiros e historicamente políticos. O pior de tudo isso, é que nossos dirigentes não só costumam errar, como repetir o mesmo erro por diversas vezes. Veja o Confiança, por exemplo, que trouxe os mesmos indivíduos de pouco tempo atrás para disputar a Série D deste ano, aqueles mesmos que entraram em conflito com a torcida em 2008 (no ano do “Vamos subir Dragão”) por causa de problemas de comportamento de alguns e comando do seu treinador, na reta final para conquistar o acesso para a Série B. Dois anos depois, o que acontece? O óbvio! O Dragão é eliminado na primeira fase do último escalão do Campeonato Brasileiro.
E o Sergipe, hein? O maior campeão do Estado brigou para não ser rebaixado no fraquíssimo campeonato estadual deste ano e nem na quarta divisão está. Parece que nem a saída do maior mandatário da história do futebol colorado amenizou a situação. O time está no topo de baixo da tabela do Nordestão e com um time “sensacional”, que, diga-se de passagem, é o grande favorito para cair. Agora sou eu que pergunto: cadê o movimento “Quero meu Sergipe de volta”? Pois eu, sinceramente, quero entrar nesse movimento e ver o que andam fazendo para que o Sergipe volte a se portar como um clube grande que é.
Acorda futebol sergipano! O fim do poço já chegou! Não tem mais para onde ir! Chega de querer aparecer para o Brasil em apenas um jogo de Copa do Brasil contra um time do sul-sudeste do país. É muita humilhação para todos aqueles que amam o seu Estado, que tentam torcer pelos clubes daqui, mas que não conseguem pelos fracassos sem fim. Contudo, é lamentável mais uma vez ter que dizer isso aqui, mas alguém precisa ser sincero, não é? Se a paixão do brasileiro é o futebol, dá sim para se fazer algo profissional e sustentável num Estado que cresce tanto como Sergipe. Mas o que fazer de concreto? Basta mudar as pessoas que comandam o futebol sergipano? Resolve alguma coisa reformar o Baptistão para ser subsede da Copa de 2014? Os clubes devem recorrer ao poder público ou até as parcerias permanentes com o setor privado?
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O Sergipe existe????? Rapaiz so tem duas coisas que se destacam em Alagoas e em Sergipe: Imigrante e Politico Safado! hehe
O futebol de Sergipe está numa fase ruim pois seus ”principais” times parecem que perderam o sentimento por jogar futebol e de certo modo pararam de jogar.Um time sem vontade de jogar que só pensa no salário não ganha nada.O time que ganha algum título é o time que joga com o coração e também com qualidade.Se o time formar um elenco entrosado e bem organizado esse pode ir até bem longe como o Atlético Goianiense que pode estar na última posição mas está tentando jogar com seu elenco
Rapaz, sem dúvidas o que falta é uma boa administração, é claro que a gente sabe que a realidade financeira não é la das melhores, mas acredito que algumas coisas simples poderiam dar o pontapé inicial nas mudanças.
1- montar estrutura para receber jogadores de divisão de base
2- Fazer um bom recrutamento por todo o estado de formação de jogadores
3- Contratar profissionais competentes nas diversas áreas profissionais do clube: Administração, marketing, etc.
4- Esse o mais importante: Afastar o mais longe possível esses dirigentes safados que os clubes têm hj.
5- Fazer campanhas para que os torcedores sejam sócios do clube.
Assim da pra começar…
resposta pro título: Não.
Olha só, os times do Sergipe não tem jeito. Sempre são roubados por dirigentes como Motinha ou afins. O que ainda impede esses times de serem excluidos do Brasil, sao os torcedores. Me disseram uma vez que tem torcedores que compram mais de 1 ingresso do jogo, só para dar mais dinheiro ao seu time. Pura burrice, claro. já que os dirigentes gastam no Bar Cariri no sábado a noite.
Que o futebol sergipano ta no fundo do poço eu ja sabia, e tem tempo. A unica coisa que ainda fico em dúvida é: Existe uma série E? ou é ate D? Porque de repente os times sergipanos estejam na serie errada.
passar bem
O futebol sergipano ainda existe sim, mesmo que cambaleando nas últimas posições das competições que disputa. O Léo Porto foi feliz nas colocações dele. E é isso que nós da imprensa esportiva sergipana estamos cobrando: renovação! Renovação desde quem dirige a Federação Sergipana de Futebol, dirigentes dos clubes, fim de contratações de jogadores e técnicos em fim de carreira que só querem nosso dinheiro. Já existem indícios de mudanças nos principais clubes Sergipe, Itabaiana e Confiança. No Sergipe haverá eleição nos próximos meses e o ex-presidente da Unimed e conselheiro do clube, o médico Carlos Alberto vai disputar o cargo de presidente. Já no adversário do time vermelhinho, o Confiança, o atual vice-presidente, Luiz Roberto, vai concorrer à presidência da equipe azulina. A esperança existe porque Carlos Alberto e Luiz Roberto possuem experiência administrativa em empresas de porte nacional, o que nos leva a acreditar que eles vão administrar Sergipe e Confiança como verdaderos empreendedores. Quanto ao Itabaiana, o trabalho de base já foi iniciado com o experiente técnico Edmilson Santos. Ah, só uma pergunta a quem fez o primeiro comentário: Rafael, por favor me responda de qual estado são esses políticos: CELSO PITA, MALUF E FILHOS E JOSÉ DIRCEU?
Ja foi provado por A+B que o torcedor sergipano comparece aos estádios, canta, grita, esgota os ingressos. Se ngm quis investir até hj acho dificil alguem mais querer. Aproveito e deixo os parabéns ao Moto Clube do Maranhão que teve vergonha na cara e fechou as portas. Sergipe e Confiança poderiam fazer o mesmo.
O futebol sergipano passa por um dos momentos mais fracos de toda a história. E a culpa é de um TODO. Os principais culpados são os dirigentes ultrapassados. Os clubes até renovaram suas diretorias. O Confiança em 2001 e o Sergipe apenas em 2010. Porém essa renovação não garante muita coisa, principalmente se o presidente da Federação Sergipana de Futebol continua firme e forte e a tendência é ele continuar, pois o esquema CBF e Federações é fortíssimo e dificilmente alguém conseguirá vencer Carivaldo ou algum aliado seu. A maior dificuldade é que todos os clubes profissionais e as ligas amadoras votam. Chega antes da eleição, a FSF dá bola, chuteira e coletes para as ligas e para os clubes menores e já garante a maioria dos votos.
A situação financeira não é tão ruim quanto se pensa. Com R$ 100.000,00 de folha por mês, dá para montar um elenco com 25 jogadores recebendo R$ 4.000,00, o que já garante um time bom. Mas se existe superfaturamento, o clube gasta mal e em jogadores horríveis. Foi o caso do Confiança, que tinha uma folha salarial acima do CSA e acabou sendo eliminado na Série D deste ano. Lembro ainda que superfaturamento acontece em todo canto. O Santa Cruz tem uma folha salarial acima de alguns times da Série B, por exemplo. E o elenco não condiz a essa folha. Mas se o time tem condições de pagar, pode ter a folha que quiser.
O amadorismo da imprensa é algo que atrapalha e muito. Creio eu que não exista um radialista com formação acadêmica, a maioria vive bajulando os clubes para conseguir as “bombas” e ganhar seu “pão de cada dia” com muito sensasionalismo. O pior é a TV Sergipe, que não ajuda e ainda atrapalha. Isso tudo pelo fato da rival TV Atalaia transmitir os jogos do estadual. Se quiserem, eu listo várias reportagens onde o único intuito é denegrir a imagem do já combalido futebol sergipano. Por exemplo, não cobriram nada do futebol sergipano neste ano e, assim que saiu uma notícia de dopping de um atleta do Confiança, atleta que acabou absolvido, a TV foi lá e fez reportagem. O que a TV ganha com isso?
E para acabar, ainda temos o Ministério Público e a Polícia Militar atrapalhando mais e mais. No início do ano, a justiça proibiu as torcidas organizadas de entrarem no estádio com bandeiras e faixas. Mas a PM agiu da forma que bem entendia, proibindo torcedores comuns de entrarem com suas bandeiras(eu, por exemplo, fui abordado diversas vezes por conta de minha bandeira). E chegou ao absurdo da PM rasgar uma faixa feita por torcedores. O caso foi denunciado e a PM teve que pagar a restauração da faixa.
Resumindo: tem que mudar muita coisa para que possamos chegar mais longe. Difícil? Sim, mas por que desistir? Fechar as portas? Jamais.
Só uma observação ao comentário de Felipe Melo Leite. Felipe, existem sim colegas com formação acadêmica na imprensa esportiva. A área que menos tem profissionais formados é o rádio. Mas se for feito um levantamento você vai encontrar em todas as equipes no mínimo um profissional de nível superior. Qualquer dúvida me passe um e-mail que lhe citarei os nomes. vozmetalica@yahoo.com.br
Carlos Sergipe colocou em pauta com seu texto uma discussão bastante interessante, que pode ser ampliada para outros estados do nosso Nordeste. Não é possível já no início da segunda década do século XXI ainda vermos o futebol, e o esporte em geral, ser tratado de forma tão depreciativa.Há necessidade de mais profissionalismo, de vergonha na cara de muitos que se arvoram verdadeiros “donos do pedaço” e que nada fazem para melhorar uma situação que em nada engrandece o Nordeste. O Nordestino é apaixonado pelo futebol. A promoção de esporte tão adorado realizada de forma organizada, adequada, bem estruturada em todos os seus aspectos, é um desafio que deve fazer parte dos objetivos de quem quer verdadeiramente ver o Nordeste avançar. Neste contexto, é indiscutível a força do futebol para a geração de significativos impactos sócio-econõmicos para a região. Não se pode, entretando, esperar que as coisas caiam do céu, que verbas públicas sejam colocadas à disposição de quem já há muito tempo tem acesso a elas e nada realizam, não se pode esperar passivamente pela CBF. É preciso que homens e mulheres de boa-vontade – nos clubes, na imprensa, nos governos, na sociedade civil organizada -, estejam engajados num processo revolucionário, organizado e dinâmico,que vise quebrar paradigmas, sem barreiras para discutir e eliminar o que é prejudicial, com vontade de conhecer e aplicar novos métodos, novas técnicas de gestão para que frutos possam aparecer já a curto prazo. Grandes patrocinadores privados de iniciativas no campo esportivo apostam suas fichas em projetos bem estruturados. A possibilidade de patrocínios é muito grande quando há bons e adequados projetos. Da mesma forma ocorre em termos da geração de receitas vinculadas ao envolvimento do torcedor. “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
Olha Sergipe, eu creio que o futebol sergipano está assim devido a uma mistura de “ingredientes”. Junte o fato desses clubes terem uma péssima administração que não fazem ações publicitárias com seus torcedores, vendendo suas jóias logo no início da carreira, o fato da televisão não ter nenhum interesse em passar esses jogos, afinal, poucas pessoas assistiriam uma partida do campeonato sergipano.A CBF não investe quase um tostão nesses campeonatos mais fracos, o que contribui para a pouca repercussão e poucos recursos que os clubes irão conseguir arrecadar