Por Bruno Bonsanti

Kuyt vem sendo um dos destaques do esquema da laranja.
A Holanda não brilhou nesta Copa do Mundo. Teve dificuldades para vencer a Dinamarca e o Japão. Depois, jogou de qualquer jeito contra Camarões e venceu de forma sossegada a Eslováquia. Nas quartas de final, mostrou uma frieza absurda para virar sobre a seleção pentacampeã do mundo e, na semifinal, teve o mesmo controle psicológico para não se abater quando o Uruguai pressionou.
Venceu os seis jogos dessa Copa e os oito das Eliminatórias, e chega à terceira final da sua história com todos os méritos. O futebol, de longe, não foi o mesmo desempenhado por Cruyff, Neesken, Resenbrick e companhia bela em 1974, nem pode ser comparado à pelota que Gullit, Van Basten e Rijkaard jogaram no título europeu de 1988, mas esse time comandado por Robben e Sneijder também conseguiu seu lugar na história, apoiando-se na eficiência.
Inclusive, o meia da Inter de Milão tem tudo para ser eleito o craque da Copa. Nem Thomas Muller e nem David Villa foram tão decisivos quanto ele, que foi escolhido o melhor em campo quatro vezes nesta Copa, contra Dinamarca, Japão, Brasil e Uruguai. Além disso, é o artilheiro do mundial com cinco gols, e caso a Holanda seja campeã, deve ganhar a Bola de Ouro FIFA no fim do ano.
Robben, por sua vez, estreiou apenas contra Camarões, na última rodada da fase de grupos, participando diretamente do lance do gol da vitória, inclusive. Contra o Brasil e Uruguai, sua jogada característica foi muito bem marcada, mas, de qualquer forma, puxava pelo menos dois marcadores. Na partida desta terça-feira, fez um gol e infernizou a zaga celeste, com jogadas mais variadas.
Outro jogador que é protagonista desta seleção é Kuyt. O jogador é aquele grosso que consegue sucesso na Europa compensando a falta de técnica com vontade. E é justamente assim que o atacante do Liverpool joga na Holanda, correndo muito e invertendo posição com Robben e Van Persie, uma das maiores decepções individuais deste mundial.
A Holanda não brilhou nesta Copa do Mundo, mas foi extremamente eficiente e, diferente do Brasil, que já tem cinco títulos, a Laranja Mecânica precisa de uma conquista de qualquer forma. Sendo assim, é extremamente compreensível que Bert Van Marwijk arme a equipe de uma forma mais conservadora. É compreensível para mim, claro. O holandês tem mesmo é que cobrar a marca registrada do seu futebol, que é a beleza. Mas sugiro que o faça apenas a partir de 11 de julho.
Uruguai
Todas as palmas do mundo para o Uruguai. Após 40 anos conseguiram destaque no futebol, chegando às semifinais. É verdade que a primeira grande seleção que enfrentou foi a Holanda, mas lideraram um grupo difícil, com México e a dona da casa África do Sul. A França não conta. Forlan tem lugar em qualquer seleção da Copa que se faça, e Suarez mostrou por que é uma das maiores revelações do futebol mundial. Além disso, é um time que não tem tanta idade, e pode até sonhar com mais boas campanhas no futuro.
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