Posts de 30 de junho de 2010

 Espanha toca, toca, e ninguém atende…

30 de junho de 2010 por Carlosergipe | Copa da África

O time que todos esperavam, definitivamente, não está na África do Sul. A campeã européia, que há 60 anos não chega a uma semifinal de Copa tem o fraquíssimo Paraguai pela frente, que suou para passar pelos japoneses. A Espanha chegou a ser colocada como time a ser batido, acima de grandezas como Brasil e Argentina, mas está longe de ser isso que disseram. Mas realmente não dá para negar! Era quem estava mais jogando bola antes da maior competição do planeta. Sim, era…

E isso não tem nada a ver com o que muita gente gosta de rotular em relação à Fúria, que é o fator “pipocar”. A Espanha tem um sério problema que resume porque é uma seleção que monta grandes times, mas que não ganha nada. Falta uma palavrinha para que essa sopa de letrinhas espanhola não engasgue. Falta objetividade. E é justamente daí que surge a brincadeira do toca, toca, toca e ninguém atende, ou melhor, ninguém chuta. O toque a mais e com um pouco de beleza é sempre preferível do que um chute de bico no gol, por exemplo. E isso fez com que a Espanha não tenha feito a maior goleada da Copa contra Honduras, mesmo Portugal tendo feito 7 x 0 na Coreia do Norte; tenha sofrido para ganhar do Chile com um a mais em campo; e tenha jogado mais uma partida mediana e sem brilho contra a retranca portuguesa.

Sim, a campeã européia ainda pode ser campeã mundial em 2010, afinal da mesma forma que falei ontem que a Holanda tem repertório suficiente para mudar seu futebol e começar a brilhar na Copa, a Espanha também tem. E ao contrário da laranja, a Fúria tem um adversário perfeito para isso: o Paraguai, time que sem o “gordinho” Cabañas não consegue repetir o bom futebol das Eliminatórias e que faz desta seleção a mais fraca dentre as oito que estão nas quartas de final. Mesmo assim, com o futebol decepcionante apresentado na Copa não se pode mais cravar a Espanha na semifinal contra Alemanha ou Argentina.

Até porque Fernando Torres está conseguindo ser pior do que Kaká na África do Sul. O meio campo, com Xavi, David Silva e Iniesta toca, toca e não resolve nada. A zaga está insegura e pressionada depois de ter levado gols para Suíça e Chile. A camisa, sem títulos, não ajuda. E só Villa parece interessado em fazer isso mudar. E deste modo, pode tocar quanto quiser, mas ninguém vai atender…

 Sem Felipe Melo, o Brasil é outro…

29 de junho de 2010 por Carlosergipe | Copa da África
Juan fez uma partida perfeita, já Kaká...

Juan fez uma partida perfeita, já Kaká...

Mais do que a má fase do melhor jogador do Brasil (Kaká), temos que lamentar, e muito, o cartão amarelo tomado inocentemente por Ramires, que está fora do jogo contra a Holanda. Isso pode ser fundamental para a classificação da amarelinha frente à laranja mecânica, que ainda não brilhou na Copa, mas que tem peças suficientes para fazer isso acontecer. Digo isto, porque sem Felipe Melo o Brasil encontrou um meio campo marcador e ao mesmo tempo com habilidade, e resolveu o problema da lenta saída de bola comandada pelo carroceiro da Juventus. Assim, outra coisa que me preocupava foi solucionada. Ramires não falhou em sequer uma cobertura e Michel Bastos conseguiu subir com segurança.

Mas calma, favor não se empolgar demais. O Brasil fez o que tinha que ser feito com um time que deixa jogar e que tem uma fraca defesa, e venceu seu eterno freguês, o Chile. Júlio Cesar não foi exigido. Maicon e Michel Bastos foram firmes na marcação e junto com Juan e Lúcio fizeram uma partida perfeita. Já Daniel Alves, voltou a ser o craque que é na seleção. Robinho, se manteve regular, e foi bem. E o Fabuloso, começou mal, mas logo que saiu o gol se transformou no jogador fabuloso que é.

Vale destacar que o técnico Marcelo Bielsa, do Chile, em nenhum momento mudou a forma de jogar, com três defensores, quatro meias e três atacantes. Se por um lado não funcionou se colocarmos em questão o resultado final, manteve a personalidade que ele cobrava dos chilenos quando chegou ao cargo. Até porque foi assim que conquistou o segundo lugar nas Eliminatórias e da mesma forma fez uma boa Copa. Mas…agora o Chile é passado.

 A Holanda do talentoso trio de ataque formado por Robben, Kuyt e Van Persie, promete vingar as eliminações de 1994 e 1998, quando a mesma tinha grandes times e foi derrotada por Tafarel e companhia limitada. Mas pelo futebol que jogou na África do Sul, está longe de ser favorita. Cabe ao Brasil encontrar uma forma de substituir Ramires a altura, seja com a entrada de Elano e a manutenção de Daniel Alves, ou de outra forma que não seja a entrada de Felipe Melo. Afinal, sem ele, o Brasil é outro…

 O eterno freguês…

28 de junho de 2010 por Carlosergipe | Copa da África

Hoje é dia de muita torcida, emoção e claro, de muita tensão. Até porque da última vez que o Brasil jogou uma partida de mata-mata numa Copa do Mundo, perdeu de forma patética para a França de Henry e Zidani. Só que nesta segunda a história é outra. O adversário é o Chile, e o tradicional futebol arte brasileiro virou o futebol comprometido e eficiente do comandante Dunga.

Em 1998 o Brasil enfrentou um dos melhores times que o Chile já teve na história, que contava com a dupla de craques Zamorano e Salas no comando de ataque, mas perdeu por 4 x 1 e caiu fora da Copa da França. O Chile jogava um futebol tão envolvente, que os jornais brasileiros expressavam muita preocupação com o adversário sulamericano. Hoje, o ataque não é tão espetacular como antigamente, mas o time é melhor. Porém, se existe algum time no mundo que nunca vence o Brasil, esse é o Chile. E se o técnico Marcelo Bielsa não repensar o 4-3-3 que vem utilizando, a história continuará a mesma.

O que também anima os guerreiros de Dunga é que a zaga chilena é muito baixa, o que é um prato cheio para a jogada mais eficaz da seleção no período das Eliminatórias. Digo isto, porque na África do Sul, Elano, Maicon, Daniel Alves e Michel Bastos ainda não conseguiram alçar sequer uma bola na área, o que, se não for corrigido, fará falta. Outra coisa preocupante é a qualidade técnica dos chilenos Matias Fernández, Jorge Valdívia e Humberto Suazo, que costumam desequilibrar.

Do lado do Brasil tem duas coisas que me preocupam. A primeira e a mais importante é a condição física de Kaká, jogador que ainda não mostrou porque veio para a África do Sul. E a outra é o lado esquerdo da seleção, que tem o ponta-direita do Lyon Michel Bastos, totalmente perdido, e o carroceiro Felipe Melo, que prefere subir ao ataque a fazer a cobertura. Tirando isso, só tenho elogios. A defesa é, sem dúvida alguma, a melhor do mundo. O centro-avante, Luís Fabiano, sempre que foi chamado, acabou resolvendo. Robinho, mesmo insistindo em dar declarações afirmando que o seu objetivo é ser o melhor da Copa, vem tendo boas atuações. E Dunga, mesmo sendo a mala que é, tem o controle do grupo e não deixou que a polêmica com a imprensa interferisse no bom desempenho dos jogadores.

O mais curioso disso tudo é que este bom time do Chile começou a ser reconstruído depois de uma derrota humilhante por 6 x 1 para o Brasil nas quartas de final da Copa América de 2007. Cresceu, conquistou o segundo lugar nas Eliminatórias da América do Sul e fez uma ótima primeira fase na Copa da África. Porém, hoje, tudo isso que foi feito, todo o respeito que conquistaram, deve ser desmanchado novamente pelo Brasil.

 A maior decepção da Copa…

27 de junho de 2010 por Carlosergipe | Copa da África

Por Bruno Bonsanti

Tivemos alguns jogos emocionantes nesta edição da Copa do Mundo, mas do nível deste Alemanha e Inglaterra, há muito não se via.

Mesmo assim, os ingleses tentaram bastante estragar o show, entrando em campo com um sono de fazer inveja. Os únicos mais ativos eram Gerrard, como aconteceu o mundial inteiro, e Rooney.

Logo aos 4 minutos, Ozil apareceu livre dentro da área e foi impedido de marcar por uma grande defesa de David James, que fechou as pernas no momento certo. Essa liberdade do meia alemão foi símbolo do que viria a seguir.

Eu achei um absurdo a Itália tomar um gol oriundo de uma cobrança de lateral, e agora acho ainda pior a defesa inglesa ser batida por um tento assistido pelo goleiro. Neuer deu um chutão, Terry estava procurando uma companhia feminina na plateia, e Upson tentou agarrar o braço de Klose, mas o bávaro livrou-se e tocou na saída de James. Miroslav estava um pouco à frente do último zagueiro inglês, mas não há impedimento quando a bola vem do tiro de meta.

Foi a décima segunda bola que o atacante colocou nas redes em Copas do Mundo, tornando-o tão artilheiro quanto Pelé, e abaixo apenas de Fontaine, Gerd Muller e Ronaldo.

Dez minutos depois, Klose toca da direita, Muller entra sozinho na área e acha Podolski na esquerda para fazer o segundo alemão. Upson e Ashley Cole marcavam Klose, Johnson estava perdido, e acho que Terry tentava pegar o telefone da companhia feminina a qual eu me referi no primeiro gol. O zagueiro do Chelsea está tão rápido quanto um carro da Hispania.

E enquanto eu pedia a saída imediata de Upson, eis que Gerrard cruza, Neuer falha e o zagueiro do Aston Villa recoloca o English Team na partida.

Como emoção pouca é bobagem, o que se seguiu foi histórico. Lampard recebe na entrada da área, e bate por cobertura. A bola bate no travessão e entra 30cms de acordo com o tira-teima, mas o árbitro Jorge Larrionda não valida o gol.

Claro que todos se lembraram da final de 1966, quando um lance muito parecido, só que ao contrário, deu a vitória à Inglaterra. A questão é que aquele é duvidoso, e este não aceita qualquer questionamento.

Esse “gol”, pelo menos, marcou o início da Copa do Mundo do Lampard. Com muito atraso. Logo no início da segunda etapa, acertou um belo chute no travessão.

Ironias do destino, após uma falta cobrada pelo meia do Chelsea, a Alemanha matou o jogo. Schweinsteiger e Muller armaram um lindo contra-ataque, completado pelo camisa 13. A Inglaterra se abriu completamente, e Ozil puxou novo contra-golpe para Muller fazer mais um. No fim, a correção da história naquele lance em 66 serviu apenas para abrir a defesa inglesa, que já estava aberta o suficiente.

O destaque da Copa até agora não é o time alemão, mas sua bipolaridade. Ao mesmo tempo que massacra Austrália e Inglaterra, sofre contra Sérvia e Gana. O futuro da Alemanha no mundial dependerá de qual face ela decidirá mostrar daqui em diante.

Já a Inglaterra padeceu, principalmente, pelo mau momento dos seus principais jogadores. Lampard jogou dez minutos de bom futebol, e Rooney pouco mais que isso. Evidentemente, que o atacante do Manchester tem menos culpa, pois veio à África do Sul baleado. Já Terry, sem Ferdinando ao seu lado, precisou ser o líder da defesa, mas o ex-capitão há muito tempo não é mais o zagueiro que Luis Felipe Scolari nomeou como melhor jogador do mundo.

Capello também pecou, mantendo Heskey no time nas duas primeiras partidas, que decretaram o segundo lugar inglês e o cruzamento, logo nas oitavas, com a Alemanha. Seu time vinha evoluindo, e poderia estar melhor caso enfrentasse os bávaros mais tarde.

Para mim, que esperava os ingleses pelo menos na semifinal, a Inglaterra é a maior decepção dessa Copa até aqui. A péssima campanha enterra as chances de Lampard, Gerrard, Terry e companhia, marcarem seus nomes na história. O que é uma pena, pois esta é uma geração muito talentosa.

 Na selva africana, o Brasil é o leão…

26 de junho de 2010 por Carlosergipe | Copa da África
E para você, quem é o leão da África do Sul?

E para você, quem é o leão da África do Sul?

Fim de primeira fase na África do Sul. Entre veados, zebras e leões, os brasileiros vibraram com a queda ridícula dos franceses, com a envelhecida pizza italiana e com o decepcionante futebol jogado por alguns postulantes ao título: Alemanha, Espanha, Holanda e Inglaterra. Vimos também surpresas como o futebol jogado por Gana, EUA e Uruguai. Lamentamos a queda da carismática, mas muito limitada África do Sul, a primeira mandante na história a não ir às oitavas. E claro, vibramos com a primeira fase segura que a seleção de Dunga fez.

Está certo que a estréia foi sofrida, chata, decepcionante, mas mesmo com o pé torto e mostrando mais uma vez que tem muitas dificuldades em jogar contra retrancas, o Brasil deu seu primeiro passo fazendo o que é mais importante, que é vencer. No jogo seguinte, a Costa do Marfim ignorou os brasileiros e foi para cima. Resultado: deram de presente ao Brasil o que ele mais gosta: o contra-ataque. Com duas vitórias em dois jogos, objetivo conquistado. Faltava apenas assegurar o primeiro lugar do grupo, o que era fundamental para ter seu caminho facilitado rumo à conquista do hexa. E num empate truncado com Portugal, conseguiu. Deste modo, o Brasil enfrenta o Chile nas oitavas. Nas quartas, deve pegar a Holanda. Passando à semifinal, a vida é ainda mais fácil: Uruguai, EUA, Gana ou Coréia do Sul. Ou seja, Argentina, Espanha, Alemanha, Inglaterra, enfim, todos esses gigantes, só na final.

Voltando ao jogo de ontem, a grande surpresa foi Nilmar entre os titulares, que jogou bem e substituiu a altura o poupado Robinho. Com Kaká suspenso, Júlio Baptista teve a responsabilidade de armar o time, e também fez o mesmo que o camisa 10 da amarelinha vinha fazendo: não jogou absolutamente nada. A outra novidade do time titular foi Daniel Alves, que, sem sombra de dúvidas, fez sua pior partida com a camisa do Brasil. Destaques negativos à parte, o Brasil não fez um jogo ruim. A verdade é que os méritos vão todos para o técnico de Portugal, Carlos Queiroz, e os seus comandados, que entenderam que contra o Brasil o mais inteligente é jogar retrancado. E deste modo, por pouco, não tiraram a cereja do bolo brasileiro.

 Caiu um mito.

24 de junho de 2010 por Carlosergipe | Copa da África
Sem a muralha Buffon em campo, não deu para a Itália.

Sem a muralha Buffon em campo, não deu para a Itália.

Por Bruno Bonsanti

Não deu para a Itália. E ela precisava apenas empatar fazendo mais gols que a Nova Zelândia. O adversário era a Eslováquia, uma das boas surpresas dessa Copa.  A boa notícia é que caiu um mito, aquele que não importa o time que os azuis tenham, mas eles vão sempre chegar forte. Com bons jogadores e uma equipe bem montada, de fato, a camisa ajuda bastante na Copa do Mundo. Mas a squadra armada por Lippi é patética.

O roteiro foi bem parecido ao de outras vitórias épicas italianas, mas faltou um detalhezinho básico: a defesa. Quando os macarrônicos pareciam que empatariam a partida, o sistema defensivo bobeava e as esperanças iam pelo ralo.

Cannavaro disse outro dia que ninguém sabe defender como a Itália. Sendo assim, não foi o time tetracampeão do mundo que jogou esse mundial, pois eles tomaram cinco gols em três partidas, e todos por falhas defensivas. O capitão, que não joga nada há quatro anos, por si só, falhou em dois. Zambrotta também está em decadência e Criscito parecia extremamente desconfortável na lateral-esquerda. Chiellini foi o melhor da linha de zaga, mas falhou no terceiro gol eslovaco, provavelmente, arrisco dizer, o primeiro oriundo de um lateral que a Itália tomou em sua história.

O ataque, por sua vez, não foi muito melhor. Padecia por uma falta de criatividade tremenda. Tanto que foi visível a melhora quando Pirlo, mesmo baleado, entrou em campo. Marchisio, escalado fora de posição nos dois primeiros jogos e fora do terceiro, era para ser o principal armador da equipe, mas ainda não tem qualidade suficiente para isso.

De Rossi foi o jogador mais lúcido da meia-cancha, mas armar também não é sua característica e, mesmo se a bola conseguisse chegar com alguma qualidade ao ataque, nada aconteceria, pois Iaquinta demonstrou que até Amauri poderia ser uma melhor alternativa. Gilardino nem se fala. O atacante da Fiorentina não finalizou uma única vez nessa Copa do Mundo.

Mas, na realidade, a melhor alternativa seria Cassano e Totti, deixados de fora para que Lippi pudesse convocar os que levantaram a taça em 2006 em Berlim. Morreram abraçados.

Dessa forma a Itália cai na primeira fase após ter sido campeã do mundo pela segunda vez – em 1950, aconteceu a mesma coisa.

 Deus é brasileiro!

24 de junho de 2010 por Carlosergipe | Copa da África
Do jeito que está ficando o encadeamento da próxima fase, o Brasil só perde a Copa se for para ele mesmo.

Do jeito que está ficando o encadeamento da próxima fase, o Brasil só perde a Copa se for para ele mesmo.

Ontem a emoção tomou conta de vez na África do Sul. A tricampeã Alemanha sofreu, mas conseguiu vencer Gana e confirmou o primeiro lugar do grupo D. Já Gana, se consolidou como único representante africano na segunda fase da primeira Copa africana da história. E os EUA, conquistaram a classificação no último suspiro. Mas vamos falar a verdade, os americanos não mereciam ficar de fora. Tiveram dois gols mal anulados e foram, sem dúvida alguma, os melhores do grupo C. Já a Inglaterra, se ficasse de fora das oitavas, não seria nenhum absurdo pelo futebol que apresentou na primeira fase. É, para mim, a grande decepção da Copa. Afinal, esta é a última chance da geração de craques como Gerrard, Lampard e Terry ganharem alguma coisa.

Nas outras vezes a queixa era que a Inglaterra não tinha técnico à altura destes jogadores. Mas agora tem o papa-títulos Fábio Capello. Porém, ele parece ter perdido o rumo depois do episódio que ficou conhecido como o frango da Copa. Ao tirar o goleiro Green do time, ele não imaginava que fosse piorar ainda mais o clima pesado depois de a Inglaterra ter deixado escapar a vitória contra o melhor adversário do grupo. Para aumentar o drama, Rooney, definitivamente, não está na melhor forma e pouco contribui. Lampard e Gerrard não repetem na Copa o que fizeram nas Eliminatórias, e o time não consegue se soltar. Porém, no mata-mata com o material humano que tem, os ingleses podem crescer e aí sim retomar o posto de favorito que tinha pela trajetória que fez antes de chegar à África do Sul.

Contudo, se teve alguma seleção que ficou feliz com os resultados de ontem, foi a brasileira, que se confirmar o primeiro lugar do grupo, terá passe livre para o Hexa. Digo isto, porque tirando a decepcionante Holanda, que deve ser o adversário do Brasil nas quartas, todos os grandes estão no caminho da Argentina. Veja bem: o Uruguai enfrenta a Coreia do Sul e o vencedor encara ou EUA ou Gana. Destes quatro, um vai à semifinal exatamente contra o Brasil. O maior perigo nesse caminho da seleção comandada por Dunga é justamente a fase de oitavas, onde o adversário pode ser a Espanha caso ela não vença o Chile, mas isso eu não acredito.

Do lado dos hermanos, por exemplo, depois do México, eles encaram ou Inglaterra ou Alemanha. Na semifinal, o adversário deve ser a Espanha. E na final, o Brasil, de quem é freguês de carteirinha… É…amigo, Deus realmente é Brasileiro!

 No grupo da morte, deu a lógica…

23 de junho de 2010 por Carlosergipe | Copa da África
O Uruguai de Forlán tem chances reais de chegar à semifinal na África do Sul.

O Uruguai de Forlán tem chances reais de chegar à semifinal na África do Sul.

O coração parou. A correria sul-africana e a energia “vulvuzelar” foram parar no espaço. A primeira vitória de Parreira em Copas, sem estar à frente da seleção brasileira, não serviu para nada. E como adiantei aqui no dia 12 de junho, a limitadíssima África do Sul do decadente Parreira não tinha para onde ir. E assim, pela primeira vez na história os anfitriões caíram na primeira fase. Agora, os Bafana Bafana vão ter que escolher para quem torcer. A imprensa brasileira já anunciou que será para o Brasil, mas pode ser também para a única seleção africana que deve passar para a segunda fase: Gana.

Fracasso africano à parte, nada se compara ao papelão da França. E, por mais que tenha muita gente surpreendida, era óbvio que isso iria acontecer. Até porque que federação de futebol no mundo mantém um técnico para disputar uma Copa já sabendo que outro já está contratado? Sim, Laurent Blanc, capitão daquela seleção que venceu o Brasil em 1998, foi anunciado antes da Copa da África do Sul que assumiria depois da participação francesa em solos africanos. Acredite! A Federação Francesa de Futebol conseguiu ser mais incompetente que o péssimo técnico Domenech, que, diga-se de passagem, faz lista de Copa levando em conta o signo do jogador (ele simplesmente não convoca pessoas do signo de escorpião). Contudo, como aconteceu em 2002, a França está eliminada na primeira fase sem vencer sequer uma partida.

E a minha dúvida sobre quem seria o primeiro do que foi o grupo da morte, foi resolvida num jogo sem clima algum de compadres como a mídia especulou, e que tinha como prêmio para o vencedor fugir da Argentina de Messi. E quem levou a melhor foi a Celeste, que antes de fazer o gol da vitória, levou a tão conhecida pressão mexicana, seguida da ainda mais famosa incompetência na hora de fazer gols do time comandado por Javier Aguirre.

Com os grupos A e B finalizados, com predominância absoluta dos sul-americanos, o Uruguai encara a Coreia do Sul, e se mantiver o bom futebol apresentado na primeira fase e a organização tática dos últimos dois jogos, com apenas 4 defensores e Forlán livre para armar, deve mandar a zebra para muito longe. Já a Argentina, como foi na Alemanha em 2006, enfrenta de novo o México na fase de oitavas-de-final. E este será um ótimo teste para saber se a bagunça de Maradona realmente pode dar certo. Sim, a moleza acabou. Chegou a hora de saber se um amontoado de excelentes jogadores tem capacidade de ganhar uma Copa…

 Quem você gostaria de enfrentar nas oitavas?

22 de junho de 2010 por Carlosergipe | Copa da África
David Villa, Matías Fernández e Alexander Frey são os grandes destaques de suas respectivas seleções: Espanha, Chile e Suíça.

David Villa, Matías Fernández e Alexander Frey são os grandes destaques de suas respectivas seleções: Espanha, Chile e Suíça.

No último domingo Luís Fabiano pegou a bola, colocou debaixo do braço e disse: “O jogo é meu”. Partida fabulosa a parte, hoje é dia de projetar os próximos alvos do Brasil. O primeiro é o embalado Portugal. Mas vamos lá… Quem só viu o placar e não assistiu ao jogo deve está pensando que os portugueses fizeram uma partida impecável, sem erros, e não foi bem isso que aconteceu. A Coreia do Norte deste jogo não foi aquela da partida contra o Brasil. A retranca foi abandonada e o time se lançou ao ataque desde o primeiro minuto. E por algumas vezes foi perigosa, obrigando o goleiro Ricardo a fazer ótimas defesas. Porém, é fato que a seleção portuguesa evoluiu. Hugo Almeida entrou como titular no lugar de Liédson e fez o que se espera de um centro-avante. Simão jogou no lugar de Deco e foi mais perigoso atuando pelas pontas. Mesmo assim, o Brasil é favorito.

Já classificado, o Brasil define na próxima sexta se será ou não o primeiro do grupo G. Dos três adversários que pode enfrentar, o que teoricamente tem mais chances de eliminar o Brasil pela qualidade técnica é a Espanha. Porém, no jogo de ontem vimos que falta objetividade e seriedade a esta seleção. Por exemplo, ela criou muito mais que Portugal, que fez 7 a 0 na Coreia, e fez apenas dois gols em Honduras. E, todos sabem, que como preciosismo demais não se ganha Copa.

Se levarmos em conta o sistema tático, o pior adversário que o Brasil pode enfrentar nas oitavas é a Suíça, que tem um time que joga com 11 jogadores na defesa. E se o Brasil sofreu para ganhar da Coreia jogando assim, imagine contra os suíços. Já o Chile, é freguês de carterinha do Brasil. Tem ótimos jogadores, mas tem uma defesa baixa, o que facilita o nosso jogo aéreo. Além disso, joga pra frente, com três atacantes, o que facilita a melhor arma da seleção: o contra-ataque.

E aí, quem você gostaria de enfrentar nas oitavas?

 Do jeito que o Brasil gosta, sem retranca…

21 de junho de 2010 por Carlosergipe | Copa da África
Palmas para o Fabuloso! Depois de seis jogos sem marcar, Luís Fabiano, o homem-gol do Brasil, aparece e resolve a partida.

Palmas para o Fabuloso! Depois de seis jogos sem marcar, o homem-gol do Brasil aparece e resolve a partida.

Antes de qualquer coisa, o Brasil jogou bem e merece elogios pela ótima vitória. Principalmente se analisarmos a seleção do meio-campo para frente. Felipe Melo errou menos passes. Gilberto Silva estava seguro. Kaká, mesmo longe da forma ideal, deu duas assistências. E Elano, segue sendo aquele jogador que pouco aparece, mas que muito contribui. Destaque negativo apenas para suas cobranças de escanteio, fato este que vem contribuindo para que a tão famosa jogada aérea brasileira esteja em baixa. No ataque, Robinho não se esconde do jogo e faz uma movimentação impecável. Já Luís Fabiano, pegou a bola, colocou debaixo do braço, e disse: “O jogo é meu”. O segundo gol foi lindo, mas irregular…

Em contrapartida, quem esteve muito mal foi Maicon, que tinha sido melhor do jogo contra a Coreia. Não apoiou como de costume e falhou duas vezes em jogadas que envolveram o atacante Drogba. Já Michel Bastos, segue apagado na Copa. O Brasil, definitivamente, não joga pelo lado-esquerdo. Mas lembre-se que a culpa não é dele, e sim do seu treinador, Dunga. Afinal, há alguns anos ele não joga nessa posição, e sim como ponta-direita. Quanto à dupla de zaga, ponto negativo apenas pelo gol tomado. Cochilaram, deixaram Drogba sozinho e assistiram Felipe Melo correr como um desesperado atrás do marfinense.

Quanto ao adversário, foi menos inteligente do que eu esperava. O sistema 4-3-3, que contra Portugal, funcionou muitas vezes como um 4-5-1, desmanchou quando o Fabuloso abriu o placar. A tática estabelecida por Eriksson tinha ido para o espaço e assim, sem retranca, o Brasil deitou e rolou. Tanto é verdade que Júlio César fez uma grande defesa no jogo todo e só. Ah! Kaká mereceu ser expulso sim! Foi inocente e caiu na provocação do adversário. Se fosse um jogador marfinense, ninguém estaria dizendo que foi injusto…

Projetando o confronto com Portugal, que vale a liderança do grupo, o Brasil deve ter Júlio Baptista no lugar de Kaká, o que por incrível que pareça é uma boa notícia. O meia do Real Madrid está muito mal e hoje, infelizmente, joga pela marca e não pelo futebol apresentado. Vale lembrar que o empate classifica o Brasil, mas que qualquer vitória de Portugal deixa os brasileiros em segundo no grupo G.