O time que todos esperavam, definitivamente, não está na África do Sul. A campeã européia, que há 60 anos não chega a uma semifinal de Copa tem o fraquíssimo Paraguai pela frente, que suou para passar pelos japoneses. A Espanha chegou a ser colocada como time a ser batido, acima de grandezas como Brasil e Argentina, mas está longe de ser isso que disseram. Mas realmente não dá para negar! Era quem estava mais jogando bola antes da maior competição do planeta. Sim, era…
E isso não tem nada a ver com o que muita gente gosta de rotular em relação à Fúria, que é o fator “pipocar”. A Espanha tem um sério problema que resume porque é uma seleção que monta grandes times, mas que não ganha nada. Falta uma palavrinha para que essa sopa de letrinhas espanhola não engasgue. Falta objetividade. E é justamente daí que surge a brincadeira do toca, toca, toca e ninguém atende, ou melhor, ninguém chuta. O toque a mais e com um pouco de beleza é sempre preferível do que um chute de bico no gol, por exemplo. E isso fez com que a Espanha não tenha feito a maior goleada da Copa contra Honduras, mesmo Portugal tendo feito 7 x 0 na Coreia do Norte; tenha sofrido para ganhar do Chile com um a mais em campo; e tenha jogado mais uma partida mediana e sem brilho contra a retranca portuguesa.
Sim, a campeã européia ainda pode ser campeã mundial em 2010, afinal da mesma forma que falei ontem que a Holanda tem repertório suficiente para mudar seu futebol e começar a brilhar na Copa, a Espanha também tem. E ao contrário da laranja, a Fúria tem um adversário perfeito para isso: o Paraguai, time que sem o “gordinho” Cabañas não consegue repetir o bom futebol das Eliminatórias e que faz desta seleção a mais fraca dentre as oito que estão nas quartas de final. Mesmo assim, com o futebol decepcionante apresentado na Copa não se pode mais cravar a Espanha na semifinal contra Alemanha ou Argentina.
Até porque Fernando Torres está conseguindo ser pior do que Kaká na África do Sul. O meio campo, com Xavi, David Silva e Iniesta toca, toca e não resolve nada. A zaga está insegura e pressionada depois de ter levado gols para Suíça e Chile. A camisa, sem títulos, não ajuda. E só Villa parece interessado em fazer isso mudar. E deste modo, pode tocar quanto quiser, mas ninguém vai atender…
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