Posts de 31 de março de 2010

 Sport x Vitória: final da Copa do Brasil 2010?

31 de março de 2010 por Carlosergipe | Futebol Nordeste

Sport x VitoriaPassadas as duas primeiras fases o título da Copa do Brasil ainda é uma realidade para três times nordestinos: Vitória, Santa Cruz e Sport. Poderiam ser mais se os times cearenses não estivessem tão mal. O Vovô, que brigará para não cair na Série A, não conseguiu vencer em casa o fraquíssimo Corinthians-PR. E o Fortaleza, que mesmo com uma vantagem de 2 a 0, permitiu o “quase” rebaixado para Série A-3 do Paulista eliminá-lo no Brinco de Ouro. Vale destacar que o ASA, apesar de ter sido eliminado, mostrou que para as suas condições financeiras, cumpriu um bom papel. Não eliminou o Vasco por detalhes e se mantiver o time e trouxer alguns reforços vai brigar no pelotão da frente na Série B do Brasileirão.

Se o fato de entre os 16 classificados apenas três são do Nordeste fosse analisado ao “pé da letra”, estaríamos desanimados e já pensando na Copa do Brasil do próximo ano. Mas a verdade é que os dois times que podem fazer frente a Santos, Grêmio, Fluminense e cia limitada estão nas oitavas-de-final. O primeiro deles é o Vitória, que vem de duas goleadas na Copa do Brasil nos confrontos contra Corinthians-AL e Náutico, e é favoritíssimo no Campeonato Baiano. O rubro-negro manteve a base de 2009 e trouxe reforços “rodados” como o ex-botafoguense Renato, sem falar claro de peças fundamentais como os meias Bida e Ramón.

Para chegar à tão sonhada final, o Vitória primeiro tem que passar pelo Goiás, que por sinal, faz um decepcionante campeonato goiano. Caso consiga êxito, teria pela frente o vencedor de Vasco e Corinthians-PR, ou seja, com todo respeito ao torcedor do Vasco, uma “baba mole”. É ridículo ver esse time do Vasco jogar. Volto a repetir: se não trouxer reforços, vai voltar para a segundona. E por fim, se vencesse esses dois duelos enfrentaria numa semifinal o vencedor do encadeamento que tem os seguintes times: Santa Cruz, Atlético-GO, Palmeiras e Atlético-PR.

Do outro lado da tabela está nosso maior representante nordestino nos últimos anos: o Sport. Um time que: há dois anos não perde no Estadual em que é Tetra-campeão; que ainda não perdeu este ano; que tem um time arrumado e cheio de boas peças como Eduardo Ramos e Ciro; que tem o fator campo muito a seu favor. Em contrapartida, o Leão da Ilha do Retiro tem um caminho muito mais complicado do que o time baiano. Prova disso, que logo de cara pega o Atlétic0-MG de Vanderlei Luxemburgo, que é um bom time, cheio de jogadores experientes. Caso passe por esta batalha, terá pela frente nada mais nada menos do que o Santos, que com certeza vai atropelar o Guarani. Conseguindo chegar às semifinais enfrentaria o campeão do encadeamento que tem:  Fluminense, Portuguesa, Grêmio e Avaí.

Contudo, vocês devem estar pensando: “Que o Vitória pode eliminar Vasco, Palmeiras ou Goiás, tudo bem. Mas o Sport eliminar o Santos?”. Se em 2008 foi possível eliminar Palmeiras, Internacional, Vasco e Corinthians, porque este time imbatível em 2010 não pode?

 Para que serve o estadual?

24 de março de 2010 por Carlosergipe | Futebol Nordeste

Três meses do ano já se foram e os principais clubes do Brasil já estão de olho no Campeonato Brasileiro. Mas antes de adentrar a discussão na maior competição do futebol nacional, acho válido abrir este espaço para discutir a importância dos campeonatos estaduais. Afinal, quais clubes do Brasil estão prontos para encarar a competição mais difícil e cobiçada do país? Qual estadual traz lucros para o futebol? Até que ponto eles atrapalham?

Antes de qualquer coisa, quero enfatizar o porquê de estar escrevendo isso hoje. Na semana passada, Fortaleza e Ceará, grandes clubes do futebol brasileiro, tiveram nada mais, nada menos do que quatro jogos no intervalo de uma semana: domingo, quarta, sexta e domingo. Sabendo que a arquibancada mais simples do Castelão é em média R$20, para curtir o seu time do coração o trabalhador cearense que recebe uma merreca de salário mínima teria que desembolsar R$80 em apenas uma semana, isso sem contar transporte e alimentação. Resultado: perde o torcedor que não tem condições de ir ao estádio e o clube, que sofre problemas como desgaste físico em elencos minúsculos, e que não lucra.

Diga-me uma coisa: você sabe qual é a maior média de público do país? Seis mil pagantes, no Campeonato Pernambucano. E olha que lá o ingresso pode ser trocado por nota fiscal! Outra pergunta: sabe qual foi o público dessa semana no clássico Botafogo x Flamengo? Seis mil pessoas. Os times que estão na Libertadores, jogam o estadual com times mistos. E os grandes que jogam a Copa do Brasil, quando estão em semana de decisão, mandam os reservas para campo no estadual.

Agora vamos falar de fórmulas de disputa dos estaduais, e, por favor, nem tente compreendê-las. No Campeonato Baiano, 12 times jogaram a primeira fase. Na segunda, oito seguem na disputa e quatro jogam um campeonato a parte na luta contra o rebaixamento. No Paulistão, cada time joga 19 vezes para chegar ao mata-mata, onde em quatro jogos o time realmente decide o título. Haja enrolação! E mais uma fórmula preciosa! No Mineiro, 12 times jogam entre si e oito passam para as quartas-de-final. Eu disse “oito”!

Contudo, nem eu, nem o famoso comentarista Juca Kfouri, queremos que você coloque seu fascínio a respeito dos estaduais de lado. O que queremos é que reflita sobre a importância destes campeonatos. Ele abomina completamente tais torneios. Eu já acho que devam existir, mas de maneira reduzida. Até porque, se fosse assim, não haveria a banalização dos clássicos, três jogos por semana sabendo que nossos clubes começam a temporada uma semana antes dos estaduais (ou seja, sem pré-temporada), e o pior, o gasto que se tem para se formar elencos para campeonatos longos e desinteressantes para todos.

Por fim, que bom seria se em janeiro tivéssemos apenas a pré-temporada; em fevereiro e março os estaduais; em abril, maio e junho a Libertadores e a Copa do Brasil; e no segundo semestre o Brasileirão em paralelo com a Sul-Americana e o Nordestão. Que bom seria se os organizadores da bola no país gostassem de futebol, pensassem no torcedor…

 Sergipe no mesmo caminho do CSA…

17 de março de 2010 por Carlosergipe | Futebol Nordeste

Da mesma forma que o Sergipe é o maior campeão do Estado, o CSA também é em Alagoas. Com torcidas apaixonadas, a tradição e a história dos dois clubes no futebol nacional falam por si só. Porém, para a tristeza de quem não sabe e também dos que sabem, o Centro Sportivo Alagoano (CSA) hoje está na Série B do Estadual e não vai jogar nem a Série D do Campeonato Brasileiro este ano. Coincidências a parte, o colorado sergipano está fazendo de tudo para seguir o exemplo do azulino de Maceió.

Antes de mais nada, falar do que acontece no Sergipe, dos problemas que o clube enfrenta para pelo menos se portar como um clube profissional dentro dos limites estaduais é no mínimo chato, óbvio e muito, mas muito repetitivo. Até porque todos sabem onde começa e onde termina a culpa disso tudo que vem acontecendo há muitos anos, ou melhor, há algumas décadas. E não adianta pensar que a torcida tem culpa por não comparecer ao estádio, que a CBF tomou alguma atitude que prejudicou o time sergipano ou qualquer outra desculpa, afinal, se a barca não virar e novos marinheiros assumirem o comando deste navio colorado, o Sergipe vai se afundar da mesma forma que o CSA afundou.

E como foi feito em Maceió, vão restar aos famosos e competentes gestores sergipanos montar o circo e virar a mesa para não deixar o Sergipe cair. Lá, o Tribunal interferiu e manteve o CSA na segundona. Aqui, tenho minhas dúvidas. Digo mais, acredito que nas últimas rodadas forças inimagináveis farão de tudo para que o castelo que parece indestrutível, não desabe em cima do tão querido rei.

Porém, para a tristeza daqueles que fazem parte do movimento “Quero meu Sergipe de volta” e dos verdadeiros torcedores do colorado, é bem provável que mesmo com o jejum de títulos, a ascensão do maior rival e o possível rebaixamento, “aquela” mudança não aconteça, pois o que importa para essas figuras do futebol não é o amor pelo clube, e sim o desejo eterno pelo poder.