Posts de 31 de agosto de 2010

 FELICIDADE

31 de agosto de 2010 por jose | Sem categoria

“A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira”

A Felicidade
Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim

Em recente artigo, Juca Kfouri abordou uma faceta da realizão de Copa do Mundo que vem bem ao encontro de nosso posicionamento enquanto profissional de marketing: “por um mês feliz.”

Não basta ao Brasil mostrar ao mundo que tem capacidade de organizar um evento do tamanho da Copa do Mundo. Sem demérito nenhum, até a África do Sul, sem qualquer tradição no futebol, conseguiu organizar a contento o grande evento embora com alguns tropeços.

Diríamos até que é muito simples. É só acompanhar o que vários outros países fizeram. Construir alguns elefantes brancos, fazer alguns ajustes, algumas adaptações às condições locais e mostrar ao mundo a capacidade de realização.

Embora o grande momento da Copa do Mundo para os países sedes é o período efetivo dos jogos, quando a visibilidade internacional é imensa e extraordinária, é preciso que os países se conscientizem de que é uma oportunidade única e rara para precipitar as decisões de realização de inúmeras obras sociais.

Não podemos pensar apenas no período dos jogos e objetivar todas as ações e obras para aquele período.

O Brasil como nação, com seus estados, municípios, empresas, profissionais e cidadãos precisam ser motivados, a partir de já em aproveitar para alongar o “mês de feliciadade” para um período muito maior.

E não, como diz o poeta: “tudo terminar na quarta-feira”.

Essa “felicidade” é proporcionar ao cidadão brasileiro muitos motivos de orgulho e de oportunidades de carreira profissional.

Dando oportunidade de formação, treinamento e encaminhamento.

Muitas e muitas pessoas se confundem sobre o que é marketing esportivo. É a pergunta que mais ouvimos.

Devemos dizer segmento de marketing esportivo ou segmento esportivo do marketing. Lógico que é a segunda opção.

Dessa forma, embora com necessidades específicas, o marketing esportivo deve ser exercido por profissionais de uma grande cadeia do mercado: administradores, gestores, treinadores, produtores de eventos e espetáculos de entretenimento entre vários outros.

A visão do mercado e de mercado desses profissionais é fundamental.

As oportunidades vêm do mercado para a empresa e não da empresa para o mercado. A Lei da Oferta e da Procura já foi revogada há muito tempo. Hoje é Lei de Procura e Oferta.

O que mais sentimos falta no segmento esportivo do marketing é a oferta de administradores e gestores com foco em marketing.

Pesquisa, planejamento, serviços de marketing, gerentes de produto, administradores de projetos, analistas de mensuração e resultados falando a linguagem de ROI, entre tantas outras necessidades.

O Marketing das Cidades é uma oportunidade atual e fundamental para o melhor desenvolvimento delas.

O que o cidadão espera, o que ele mais valoriza, qual a vocação da cidade – indústria, serviço, turismo etc – quais a prioridades de investimentos que vão mais ao encontro dos desejos e anseios do cidadão, nas suas mais diferentes fases de consumo, etária, educacional, cultural…

A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos já chegaram e estão aí para propiciar às cidades motivação e oportunidades ímpares para fazer seus munícipes se orgulharem da cidade, dos seus administradores e de seus gestores.

Dos 5.565 municípios brasileiros, neste momento, apenas e tão somente 12 serão sedes da Copa do Mundo. O que poderão fazer os outros 5.553 para aproveitar e, principalmente, criar oportunidades mais perenes.

Observamos, pelo Brasil afora, ou adentro, centenas de Comitês Pro Copa, que têm em seus planejamentos apenas construção de estádios, estrutura urbana, transporte, aeroportos, portos.

O que não se observa é a real necessidade de aplicação dos conceitos de marketing na sua plenitude. O que o mercado quer e precisa e de como eu – poder público, privado, profissional ou cidadão – posso oferecer a solução. Ganhando dinheiro ou prestígio ou servindo a minha cidade.

Sabendo o que o mercado anseia é meio jogo realizado.

José Estevão Cocco

 Oba, oba no Marketing Esportivo.

4 de agosto de 2010 por jose | Sem categoria

Há cerca de oito anos, eu e meu sócio na época, José Carlos Brunoro, sentimos que o Marketing Esportivo estava sendo ameaçado pelos “paraquedistas” que tumultuavam o mercado.

Para tentar remediar a atuação, oferecemos palestras e seminários gratuitos para empresas que tivessem interesse em atualizar os conhecimentos dos seus funcionários e colaboradores em marketing e, especialmente, em marketing esportivo.
Foi um sucesso. Tanto que resolvemos criar um dos primeiros cursos de Gestão de Esporte, em conjunto com a Faculdade Trevisan.

Tive o prazer de formatar o curso, coordenar e ser o professor das aulas de marketing, que significavam cerca de trinta e cinco por cento do curso, durante os cinco primeiros anos quando, por força maior, resolvi deixar o curso.

Posteriormente, formatei um curso de Marketing Esportivo para Ex-Atletas. Totalmente gratuito, o curso tem o objetivo de formar profissionais de marketing esportivo. Grandes nomes do esporte brasileiro frequentaram as aulas.

A razão desse curso é dar embasamento aos valorosos ex-atletas, que buscam no marketing esportivo um prosseguimento de suas vitoriosas carreiras. Sentimos que os consagrados atletas tinham grande facilidade de abrir portas junto às empresas e anunciantes. Só que, frente ao interlocutor, normalmente um profissional de marketing, acostumado a decidir em cima de números e justificativas, o ex-atleta não tinha muito o que dizer.

Com o advento da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil, está acontecendo um alvoroço no mercado. Os paraquedistas voltaram a se agitar. Planos mirabolantes para ganhar algum dinheirinho. Em muitos casos dinheirão.

As grandes agências de propaganda, nacionais e internacionais, vislumbrando que seus clientes podem investir grande parte da verba de marketing em ações de marketing esportivo, resolveram montar estruturas próprias.

O problema é que não existem no mercado profissionais com know-how e expertise em quantidade suficiente para basear esse súbito crescimento do mercado.

Então, elas estão apelando para a contratação feérica de atletas e ex-atletas para serem o “garoto propaganda” das suas estruturas. Mas, como todos sabemos, os garotos e garotas propaganda são apenas, e tão somente, os portadores da mensagem. Quando a Propaganda contrata artistas famosos para estrelarem seus comerciais, tem toda uma estrutura técnica por trás.

Não é o caso do marketing esportivo. Ações de marketing esportivo necessitam muito mais do que apresentações feéricas. Precisam estar solidamente assentadas em atividades muito diferentes do que simplesmente colocar um filme na televisão. É preciso conhecer profundamente todas as nuances do esporte, para poder identificar as reais oportunidades que a indústria do esporte pode oferecer e utilizar a verba do cliente de forma mais rentável. Do contrário, sob o manto do marketing esportivo, estará sendo feita apenas propaganda tradicional com atletas estrelando.

José Estevão Cocco