Há cerca de cinco anos, quando a realização da Copa 2014 no Brasil não passava de uma candidatura junto à FIFA, tive a oportunidade de criar o projeto SP Arena Civic Center para a região central de São Paulo, onde persiste a “Cracolândia”.

Embora tenha apresentado para diversas autoridades, inclusive para o secretário de esportes da cidade na época, o projeto não vingou, mas continua mais atual do que nunca, nesse momento em que os olhares do mundo se voltam para o país-sede dos megaeventos Copa 2014 e Olimpíadas 2016.

Sou proprietário, inclusive, da marca registrada e do logotipo SP Arena, que tem, além da virtude de poder ser lida tanto em português como em inglês, a certeza de ser um excelente legado do Campeonato Mundial nos gramados brasileiros.

Mais do que a construção de um novo estádio, o SP Arena é um Centro Cívico no qual, além da arena multiuso, a população é contemplada com teatros, cinemas, cursos e tantas outras atividades esportivas, culturais e sociais.

O objetivo é transformar a região num destino turístico que, com certeza, revitalizaria o centro, como já foi feito em diversas cidades ao redor do mundo.

O SP Arena Civic Center, ao contrário de alguns projetos que começam a surgir, não estaria duplicando os grandes estádios já existentes na cidade.

Tem a grande missão e virtude de sanar uma área com graves problemas sociais, otimizando toda a infraestrutura de logística já existente.

Por que o projeto SP Arena Civic Center permanece atual

Cinco anos se passaram e meus argumentos para defender o SP Arena continuam atuais. No Brasil, não existe nenhuma arena poliesportiva e de entretenimento nos cultuados moldes internacionais. A realização de eventos importantes é feita em estádios de futebol, com todas as suas inadequações, deficiências e desconfortos. Em São Paulo, a mais importante e influente cidade brasileira, não existe nenhum ginásio/arena de esportes à altura da cidade.

Em outros países, as modernas arenas são verdadeiros centros de convivência, negócio e entretenimento. As que pertencem ao setor privado, são economicamente viáveis e lucrativas, uma vez que são planejadas de acordo com a demanda. Suas atividades são diuturnas e permanentes (jogos, shows, convenções, gastronomia, cinemas, teatros, academias, etc.), gerando excelente retorno financeiro e de imagem para a região onde estão instaladas, criando hábito de frequência qualificada.

Não foi por acaso que, na época em que apresentei o SP Arena, muitas empresas manifestaram grande interesse pelo projeto. O novo centro de São Paulo se transformaria numa espetacular oportunidade para atrair investimentos privados. O novo e desejado destino turístico seria um local de excelência para o esporte, a cultura e a convivência. Enfim, um cartão-postal da cidade.

Um resgate da identidade local

Revitalizar os centros das cidades, envolvendo os mais diversos setores interessados, inclusive os agentes do mercado imobiliário, além de ser importante economicamente, é um instrumento de resgate da identidade da cultura local. Os projetos de recuperação e preservação dessas regiões, associados a processos de reestruturação urbana, têm sido uma constante no Brasil, principalmente, a partir do final da década de 80 e início da de 90.

A recuperação dos antigos centros, e o aproveitamento de toda a extraordinária infraestrutura já instalada e ociosa, é uma atitude inteligente, já que demanda muito menos investimentos do que a expansão para novas áreas. Esse movimento gera negócios e os agentes do mercado imobiliário estão totalmente envolvidos. A extraordinária, e duradoura, demanda do entretenimento, esporte, lazer, cultura e convivência, somada com a moderna concepção de arenas multiuso, aponta para uma excelente alternativa para a regeneração e revitalização de regiões degradadas em curtíssimo prazo.

José Estevão CoccoSP ARENA LOGO final

8 Comentários

  1. Eike Silca disse:

    Além do mais, o autor poderia obter um lucro extra vendendo os ‘naming rights’ à Honda, para promoção do Civic.

  2. Maradona disse:

    Existe uma arena tipo Civic Center em Rochester, MN. No local, tem uma arena esportiva, um teatro, um centro de exposicoes, uma galeria de arte e alguns saloes e anfiteatros.

    E mais ou menos isto que o senhor estaria pensando?

    Porque este tipo de projeto, penso eu, se adequa mais a arenas indoors, que pode comportar jogos de basquete, volei, lutas de boxes e exibicoes de ginastica e patinacao entre outros eventos; do que a estadios propriamente ditos.

    Seria interessante especificar um pouco mais o projeto. Me parece muito interessante.

  3. Caro José Cocco, se o projeto em questão envolve como âncora uma arena indoor, acredito que é um projeto com grandes chances de sucesso. Se por outro lado, envolver uma arena no formato “estádio de futebol”, infelizmente as chances de sucesso serão nulas. Se o projeto envolver a primeira alternativa, coloco-me inclusive à disposição para ajudar em seu desenvolvimento, pois seria um legado extremamente relevante para a cidade. Abs

  4. jose disse:

    Prezado Ricardo Araújo

    O SP Arena Civic Center não envolve estádio de futebol. Se envolvesse seria um estádio médio para pequeno que São Paulo não necessita.
    Agradeço muito seu interesse e fico à disposição para conversarmos.

    Abraços

    Cocco

  5. jose disse:

    Prezado Maradona,

    Quando pesquisamos para desenvolver a idéia de algo que realmente fosse relevante para restaurar e reavivar o centro de São Paulo, encontramos pelo menos 30 projetos internacionais em cidades importantes com o mesmo objetivo que o nosso. Obrigado pelo interesse.

    Abraços

    Cocco

  6. Maradona disse:

    Prezado Jose,

    O Ricardo mantem o blog Novas Arenas no Portal Exame. Lá tem uma matéria sobre o novo estádio do Dinamo de Moscou. Trata-se de um grande complexo de compras e entretenimento no qual o estadio e ancora principal. Acho que se aproxima bem do seu projeto do Civic Center. Vale a pena conferir.

    Recordando. Portal Exame – Blogs – Novas Arenas.

  7. jose disse:

    Caro Maradona,

    muitíssimo bem lembrado o VTB Aren Central Stadium Dinamo. Ele tem tudo o que eu penso sobre arenas multi-esportivas-culturais-comericiais. Mesmo sendo um mega-projeto, ou talves por isso mesmo, tem capacidade para 45.000 lugares! Outros 10.000 lugares para eventos paralelos o/ou simultâneos.
    Com certeza absoluta será um projeto bem sucedido social, comercial, financeira e economicamente.
    Se continuarmos insistindo nossas autoridades talvez comecem a pensar nesse sentido.

    Abraços

    Cocco

  8. Tiago disse:

    O problema é quem usufruiria da Arena??

    São Paulo tem o Morumbi, Palmeiras a futura Arena Palestra, o Corinthians quer construir o Fielzão na marginal Tietê, Portuguesa é time pequeno e tem seu próprio campo, Juventus é um clube pequeno e falido e o Santos que poderia ser realocado, já anunciou que pretende construir uma Arena em Diadema, enfim, o projeto é interessante e plausível, no entanto, sem um time pra jogar ela é inviável econômicamente.

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