Um dos itens de suma importância no estudo da viabilidade econômica de um estádio, arena ou casa de shows é o valor do Naming Rights.

Os contratos de Naming Rights e venda de camarotes especiais, são muito comuns no exterior. Na NFL (futebol americano), a NBA (basquete), a NHL (hóquei) e a MLB (basebol), os estádios tem nomes vendidos à empresas. Na Ásia e na Europa, o conceito também é uma fonte de receitas.

Um dos cases é o Alianz Arena, cujo valor do Naming Rights praticamente viabilizou a construção da arena já que arcou com grande percentual do investimento na construção do complexo esportivo e comercial.

No Brasil ainda não temos essa cultura. A primeira investida aqui foi da Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense, como a Kyocera Arena. Infelizmente durou apenas o primeiro contrato. De um lado o patrocinador não “ativou” o patrocínio da forma mais correta e de outro lado a mídia e os próprios torcedores nunca deixaram de citar o estádio como Arena da Baixada. Por que aconteceu isso? Porque a Arena da Baixada já tinha esse nome e uso antes de qualquer patrocínio.

O Santander ativa de forma muito profissional o patrocínio da Libertadores, veiculando em rádios e outras mídias a Libertadores como Copa Santander, o que a Kyocera nunca fez.

Dessa forma alguns estádios brasileiros nunca terão a chance de vender Naming Rights. Maracanã, Morumbi, Pacaembu, Engenhão entre centenas de outros.

Os novos estádios previstos para a copa de 2014, já nascem com seus apelidos que nunca serão desbancados. O Piritubão é um deles.

Infelizmente.

José Estevão Cocco

14 Comentários

  1. Vitor Alves Carneiro disse:

    Discordo por completo disso. Naming Rights é algo que deve ser trabalhado pelo patrocinador e pelo patrocinado. Não é apenas modificar o nome e torcer para começarem a chama-lo assim. É expor a marca nas fachadas, ingressos, mapas de direção e informativos de shows e eventos.

    É negociar com rádios e Tv acordos parecidos com os que permitiram mais exposição do backdrop em entrevistas.

    É utilizar o estádio para eventos fechados e comerciais do patrocinador.

    É ligar a marca ao esporte de alto rendimento.

    É negociar camarotes e ingressos para promoções.

    enfim, um acordo bem trabalhado de naming rights pode trazer um retorno muito maior do que um patrocinio de uma manga, ou de um Master numa equipe média.

    o problema é querer um cifra muito maior do que de fato vale esse patrocinio.

    o Allianz Arena recebe 6 milhões de euros por ano num contrato de 30 anos, recebendo 2 grandes clubes alemães, sendo que 1 disputa todo ano a principal competição de clubes do mundo, além de ter lotação superior a 80% em praticamente todos os jogos.

    no Brasil querem receber 15, 20 milhões, o que claramente nunca será viável.
    o valor seria menor, mas muito maior do que zero. Podendo até bancar todos os custos fixos do estádio.

  2. Gelder disse:

    O pior de tudo é que esses apelidos “ÃO” são horríveis. Quem bota não é o povo, é a própria imprensa, como aconteceu com o estádio olímpico João Havelange. Caso a imprensa deixasse de usar esses apelidos, eles logo seriam esquecidos.

  3. renan disse:

    Arena Gerdau (Grêmio)!

  4. Rodney Gontijo disse:

    O Brasil tem uma mania horrivel de apelidar seus estadio, deixando popular de mais, chegando a vulgaridade. Assim a contece com os Mineirão, Engenhão, Vivladão e agora Piritubão.

    É bom registrar que quem contribui e muito para isso é a propria imprensa, que a dora apelidar as Arenas antes mesmo dela serem construidas.

  5. Victor disse:

    Concordo, não vejo a hora de poder ir ao “Fielzão”. KKKKKK.

  6. Roger disse:

    Caro José Cocco,

    Bela análise… Você deveria participar do Comitê Paulista da Copa, estes caras que estão aí não entendem nada de negócios da bola.

  7. Rafael Dias disse:

    Faço minhas as suas palavras..
    Parabéns pelo post.

  8. Luís Carlos disse:

    É verdade que não temos essa cultura para fazer vingar essa espécie de patrocínio aqui, mas boa parte da culpa disso é da própria mídia. Diria que a maior parcela dessa culpa.

    Pegue-se como exemplo a Rede Globo.

    Eles chamam a Copa Santander Libertadores de Copa Libertadores. Chamam a Copa Nissan Sulamericana de Copa Sulamericana. Chamam a equipe Red Bull de RBR.

    Aqui no Brasil, há o exemplo das equipes de vôlei que têm seus nomes trocados pela mesma emissora. Na maioria das vezes com nomes que nada têm a ver com o nome real.

    Em entrevistas coletivas de jogadores e treinadores, a emissora faz de tudo para dificultar a identificação dos logos que ficam em um painel atrás de quem concede a entrevista.

    E isso não é somente por considerar que para se referirem aos nomes corretos dos campeonatos e clubes que se utilizam do “naming rights” eles teriam que receber por isso.

    É para que as receitas com direitos de transmissão que eles pagam aos operadores do esporte sejam imprescindíveis a esses operadores e que seus representantes continuem negociando com eles de joelhos.

    E são atitudes completamente idiotas porque quanto mais um clube estiver financeiramente fortalecido, mais condições de oferecer um bom produto eles terão. E com um produto melhor em mãos, os detentores de direitos de transmissão poderão cobrar mais de seus anunciantes. O que a mídia faz com o esporte ao sabotar um contrato de “naming rights”, por exemplo, é o mesmo que servir uma galinha dos ovos de ouro ao molho pardo no jantar.

    Acho que o “naming rights” não vinga no país, mais por esse tipo de atitude mesquinha da mídia que por causa dos torcedores. Um “naming rights” do Piritubão, por exemplo, só serviria como uma alternativa à Lei Cidade Limpa. O patrocinador estaria pagando para ter apenas um outdoor.

  9. gesiel disse:

    Até o “SONHADO ESTADIO DO CORINTHIANS”, ja carrega o apelido de “GALINHEIRO”.

  10. Maradona disse:

    O gesiel, o novo estadio do corinthians tera apelido de galinheiro pq sua mae e irmas terao local privativo la.

    Pra viabilizr naming rights ou qq outra forma de marketing nos estadios e preciso chamar os estrangeiros ja que os marqueteiros brazucas como o Jose Cocco nao estao com nada. Son los macaquitos.

  11. Murilo disse:

    Um horror que uma mera empresa queira ser mais importante que o futebol em si, a ponto de querer colocar o nome dela no estádio, ainda que por um período apenas.

  12. pedro disse:

    Hummmmm
    sou totalmente contra a construção desse estádio, mas creio que poderia ser feito um naming right sim, se vendesem antes de começar a construção, trabalharem bastante nisso, poderia vingar.

  13. Juka Kfuro disse:

    É típico conceito do povinho chifrim como o nosso.
    Engenhão, Mineirão, Castelão, Piritubão, Arena da Baixada, peloamordedeus!!!!
    Pelos nomes já se vê o quão é depreciado o futebol brasileiro. Celeiro de craques no campo, e celeiro de burros fora dele. Que empresa vai querer associar a sua marca com times q mal sabem usar suas próprias marcas?? Acorda zé povinho!!!
    Aliás deixo aqui uma sugestão de nome pro novo estádio do Curintia: Carandiruzão, kkkkk!!!

  14. O que ? disse:

    O que é namin raiti?

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