Passada a Copa da FIFA 2010, a África do Sul se depara com a solução do que será feito com os estádios monumentais construídos com dinheiro público. Num país onde o futebol não é o esporte preferencial.
A FIFA cumpriu magistralmente o seu papel. Vendeu a peso de ouro o seu principal evento. Conseguiu colocar nesse preço a construção dos estádios, liberação de impostos, cerceamento dos patrocínios locais, eventos, manifestações populares entre dezenas de outras proibições.
Agora se retira com todos os louros e todos os lucros imensos. A parceria da FIFA com os países sedes é simples: o país investe, custeia tudo e a FIFA fica com toda a receita.
Fica para a África do Sul o prejuízo que, sem alternativas, será pago com dinheiro do povo.
Além disso, praticamente não entraram dólares na economia do país. Todos os megapatrocínios foram vendidos na Suíça. Pagos na Suíça e depositados na Suíça. Os patrocínios das seleções participantes foram vendidos em seus países de origem e utilizados nos mesmos locais.
Os pacotes de viagem, incluindo passagem, hospedagem, alimentação e tickets também são comercializados no exterior e pela FIFA.
O ministro de finanças Pravin Gordhan estima, num cálculo mais atual, que o impacto da Copa na África do Sul deverá ser de 0,4% do PIB. Cerca de U$1,8 bilhão.
Esse valor deverá acontecer praticamente com o turismo se considerarmos a estimativa de 450.000 turistas. Esse é o dinheiro externo que entrará na África durante a Copa.
Não precisa ser nenhum economista para notar que o investimento realizado não condiz com o bom senso. Sem entrar no mérito de tudo o que a África do Sul precisou importar especificamente para as obras da Copa (inclui-se aí ônibus do Brasil).
Os impostos internos gerados não podem nem devem ser considerados. São impostos pagos pela própria população e suas empresas. Considerar impostos internos seria como considerar a realização da Copa como uma promoção de vendas para gerar vendas internas.
Classificar os investimentos na Copa em rubrica de promoção internacional da imagem da África do Sul, não parece ser também a melhor alternativa para justificar o investimento. A julgar pelas reportagens internacionais e pela quantidade de pacotes de viagens de incentivo vendidos a imagem da África do Sul está num estágio inferior à de antes da Copa. A enorme visibilidade propiciada pelas transmissões dos jogos amplificou os problemas sociais africanos graças à inabilidade do governo sulafricano em aproveitar essa visibilidade comprada da FIFA a peso de ouro com ações de marketing internacional.
É o grande risco que o Brasil está prestes a correr. A começar pela construção dos elefantes brancos brasileiros. Com dinheiro público. E visibilidade dos políticos e administradores envolvidos.
José Estevão Cocco
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Quem ganha dinheiro com Copa do Mundo são os mesmos de sempre, seja em que país for: FIFA, confederações, empresários dos mais diversos, políticos corruptos, etc. Quem perde sempre é o país, que acaba se endividando ainda mais do que se costuma endividar e depois acaba cobrando o prejuízo mediante cobrança de impostos das gerações futuras.
Há quem diga (e diz isso apenas os que ganham dinheiro com isso) que a Copa do Mundo de 1982 e as Olimpíadas de 1992 na Espanha proporcionaram àquele país um salto desenvolvimentista.
O desenvolvimento econômico na Espanha se deu por seu ingresso na CEE. O turismo sempre foi forte naquele país, mesmo antes de ter Copa do Mundo ou Olimpíadas.
A África do Sul não tem tradição em futebol, mas tem tradição no rúgbi. Os elefantes brancos podem não ser tão brancos assim…
No Brasil um campo de futebol só serve para jogos de futebol, grandes shows e alguns poucos eventos como os grandes eventos evangélicos, por exemplo. O risco de elefante branco no Brasil pode ser maior que na África do Sul, mesmo porque aqui se pretendem utilizar doze sedes, quatro a mais (50%) que na África do Sul.
Ocorre que elefantes brancos têm grande serventia. São construções que se destacam das demais e servem como outdoors que trarão bônus políticos durante muitos anos para determinados indivíduos.
Descordo quando se diz que o país perde quando é realizada uma copa do mundo. Isso só acontece em países pobres, subdesenvolvido, onde a população se empolga e é incapaz de fiscalizar tudo e todos. As últimas cinco Copas aconteceram em países sérios e desenvolvidos (Itália, EUA, França, Japão-Coreia, Alemanha), só países do G-7, apesar do Coreia ser coadjuvante. Temos agora é que ficar atentos, depois da África a Copa vem para nosso país, não podemos deixar que alguns ganhem dinheiro em nossas costas e depois saiam com a mala abarrotada. Para isso as urnas no mês de outubro poderão fazer uma grande diferença;
Pra mim, os únicos elefantes brancos no Brasil serão: O estádio de Brasília (principalmente), o de Manaus, e o de Cuiabá. Porque de resto vai ser ótimo pro Brasil, que passou da hora de passar a tratar o futebol da maneira séria e lucrativa que é, como fazem na Europa, os grandes clubes. A modernização das arenas é o primeiro passo para isso, pois vai trazer mais conforto e interesse por parte dos torcedores, e diminuir um pouco as organizadas, que apesar de serem boas para o time, fazem com que muitos torcedores deixem de comparacer, por causa da violência e tal.
Este Jose Coco e meio esquisito. Num post, diz que o Brasil deve receber a copa por causa da visibilidade. No outro, mete o pau na construção dos estádios. Será que ele pensa que a copa do mundo é igual ao DESAFIO AO GALO?
Se a copa do mundo gerar um acréscimo de 0,4% no PIB do Brasil, isto equivale a 12 bilhões de reais, acima do investimento necessário nos estádios de 8bi.
Eu fico imaginando que raios de culpa tem a FIFA se os paises não aproveitam a oportunidade pra se promoverem melhor no exterior e fazer aquelas obras tão necessárias que estão paradas desde sempre.
A FIFA não obriga país nenhum a receber o evento. E, graças aos prejuízos que o evento traz ao país, tem um monte de gente querendo receber as copas de 2018 e 2022. Todos masoquistas.
Entre os loucos por rasgar dinheiros estão os inventores do capitalismo (a Inglaterra) e o seu melhor aluno (os Estados Unidos). A lista segue com Suica/Austria, Portugal/Espanha, Russia, Malasia, Japão, Coreia do Sul, Catar e Austrália.
Eu acho que o nobre blogueiro deveria dissecar os porquês alguns países se dão mal ao receber estes eventos e outros se saem melhor. É um exercício bem mais complexo e interessante que ficar repetindo jargões.
Concordo que tudo tem que ser muito bem pensado, planejado e executado, mas ao mesmo tempo não acho que a maioria dos estádios no Brasil virarão elefantes brancos. A razão é simples: um pais deste tamanho e em desenvolvimento NÃO POSSUI bons estádios. Os que temos estão em péssimas condições. Precisamos de novos estádios sim. Com certeza aumentaremos o número de pessoas assistindo jogos nos estádios. Como está hoje não dá!
Desculpem sair do tópico, mas como tenho visto aqui que o assunto de estádio é também de embasamento político não poderia deixar de citar:
O que esperar de um prefeito que tira alimento das Crianças ? É sai que os poçiticos vão tirar receita para agradar a FIFA e CBF? Vamos protestar cidadãos Brasileiros!
Kassab é investigado em fraude na merendaAdriana Ferraz
do Agora
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) é investigado pelo Ministério Público por supostamente ter conhecimento de um esquema de corrupção ativo na Secretaria Municipal da Educação. A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) também é investigada no caso. Ambos negam as acusações.
‘Colaboramos com o caso’
Empresa diz estar regular
A Promotoria do Patrimônio Público diz que Kassab tem informações sobre a existência de uma máfia formada por empresas que fornecem merenda escolar, mas não age contra a eventual irregularidade. As empresas pagariam propinas anuais, no valor de R$ 6 milhões, a servidores públicos, desde 2007, pela manutenção dos contratos.
Se for denunciado à Justiça, Kassab terá de responder por improbidade administrativa, quando há mau uso do dinheiro público. Documentos que comprovariam as irregularidades estão nas mãos de Kassab, segundo o promotor de Justiça Silvio Marques. “Faz tempo que ele sabe de tudo. Ele recebeu recomendação oficial para que não contratasse mais o sistema terceirizado [de merenda], e não o fez. Agora só nos resta uma ação pessoal. Ele é investigado por manter o esquema.”
http://www.agora.uol.com.br/saopaulo…3u760670.shtml
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http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u760670.shtml
Nunca ouvi falar dessa Academia Brasileira de Marketing. Deve ser um elefante branco!
Prezado Fabrício,
Mesmo não entendendo a razão da agressão, aproveito o seu questionamento para informar sobre a Academia Brasileira de Marketing. Talvez você já conheça os nomes ilustres de brasileiros com enormes serviços prestados ao marketing brasileiro. Se ainda não conhecer fico feliz em apresentá-los.
ACADEMIA BRASILEIRA DE MARKETING
Fundada em março de 2004
Tem como MISSÃO: Identificar, selecionar, organizar e disseminar, permanentemente, as melhores práticas, conceitos e ferramentas do marketing no país, cuidando para que seu exercício se faça em total consonância com os princípios fundamentais da ética, e respeito aos direitos do cidadão.
Tem como VISÃO: Fazer da essência do marketing, o traço marcante de empreendedores e profissionais brasileiros.
Membros efetivos
Agostinho Gaspar
Alex Periscinoto
Amalia Sina
Antonio Jacinto Matias
Armando Ferrentini
Carlos Augusto Montenegro
Chieko Aoki
Cristiana Arcangeli
Edson de Godoy Bueno
1Eduardo Souza Aranha
Elcio Anibal de Luca
Francisco Alberto MADIA de Souza
Francisco Gracioso
Gilmar Pinto Caldeira
Guilherme Paulus
Ivan Zurita
João De Simoni Soderini Ferracciù
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni)
José Estevão Cocco
José Victor Oliva
Lincoln Seragini
Luiz Antonio Cury Galebe
Luiz Carlos Burti
Marcos Henrique Nogueira Cobra
Miguel Krigsner
Milton Mira de Assumpção Filho
Nizan Guanaes
Pedro Cabral
Peter Rodenbeck
Régis Dubrule
Viviane Senna
Walter Zagari
Abraços
Cocco
People all over the world receive the personal loans in various creditors, because that’s comfortable.