<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Inteligência Estratégica</title>
	<atom:link href="http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 20 May 2013 09:22:27 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>A renda do futebol não será suficiente</title>
		<link>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/05/20/a-renda-do-futebol-nao-sera-suficiente/</link>
		<comments>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/05/20/a-renda-do-futebol-nao-sera-suficiente/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 May 2013 08:44:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia da Copa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/?p=610</guid>
		<description><![CDATA[Estádios de futebol construidos ou reformados para a Copa 2014 não terão sustentação econômico-financeira só com os jogos de futebol, com poucas exceções.  Números atuais indicam essa condição.
Adotaram-se, então, a denominação de arena multiuso para agregar outras funções e atividades, principalmente shows, para a sua viabilização econômica. Serão suficientes?
Para ser viável o estádio precisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estádios de futebol construidos ou reformados para a Copa 2014 não terão sustentação econômico-financeira só com os jogos de futebol, com poucas exceções.  Números atuais indicam essa condição.</p>
<p>Adotaram-se, então, a denominação de arena multiuso para agregar outras funções e atividades, principalmente shows, para a sua viabilização econômica. Serão suficientes?</p>
<p>Para ser viável o estádio precisa ser usado intensamente, pelo menos duas vezes por semana, durante a temporada anual, descontando pelo menos 5 semanas de férias, o que estabeleceria um padrão mãximo de 94 jogos por ano, nos estádios públicos. Em função do número de clubes importantes na capital o estádio poderá receber até 3 jogos numa semana, mas nao em todas essas, como já ocorreu em Goiania e no Rio de Janeiro. Uma média realista &#8211; para efeito de planejamento e avaliação econômica &#8211; seria de 84 jogos anuais em 42 semanas. É um número razoável, considerando o uso por dois grandes times locais, dentro de um calendário rotineiro que envolve os campeonatos estaduais e o brasileiro. A Copa do Brasil, a Libertadores e Sul-americana dependem do sucesso dos clubes. E jogos da seleção brasileira são excepcionais. O Bahia levou a disputa contra o Luverdense do Mato Grosso para a Fonte Nova e amargou um público de 2.300 pessoas das quais apens 1.200 pagaram. Teria sido por conta do boicote dos torcedores, mas o prejuizo é também da administração do estádio.</p>
<p>A Fonte Nova em seis semanas de uso, recebeu apenas 7 jogos, abaixo da média necessária.</p>
<p>A produtividade do jogo, mensurada pela quantidade de ingressos vendidos em cada jogo é a segunda medida de avaliação. Na Fonte Nova a média de ingressos vendidos nos seus sete jogos foi de apenas 16.366, ou seja, 33 % da capacidade total. Na aviação essa medida é denominada &#8220;load factor&#8221; e para que uma empresa aérea seja econômica, ela precisa voar com média superior a 70%. Esse indicador, que pode ser caracterizado como taxa de ocupação ainda não está consolidado em relação aos estádios, envolvendo diversas variáveis. Nem sempre são colocadas a venda a totalidade dos lugare e há sempre muita distribuição de ingressos gratuitos.  Em nenhum dos jogos foi colocada à venda a totalidade dos lugares.  O maior público pagante foi o do jogo de abertura entre o Bahia e o Vitória, com 37.274 ingressos vendidos.</p>
<p>Todos os jogos foram do Campeonato Estadual, cuja média de público é baixa. O Bahia que joga preferencialmente na Fonte Nova, após a sua inauguração, tem um público médio no Estadual de 14.374, mas no jogo contra o Bahia de Feira, no dia 24/4/2013, uma quarta feira só reuniu 3.678 pagantes.</p>
<p>O Vitória joga preferenciamente no seu próprio campo (o &#8220;Barradão&#8221;), disputando apenas um jogo, como mandante, na Fonte Nova, num clássico, contra o Bahia, durante a fase inicial. Vendeu  27.406 ingressos o que puxou a sua media no &#8220;Baianão&#8221; para 9.307. O Vitória levou o último jogo, neste domingo, 19/4/2013 para a decisão do campeonato, no &#8220;Barradão&#8221;, deixando a Fonte Nova ociosa. No &#8220;Barradão&#8221; o Vitória tem um público pequeno, com média inferior a 4.000 pagantes, sendo que no jogo contra o Juazeiro, num domingo, amargou um prejuizo da ordem de R$ 10.000,00.</p>
<p>O Botafogo, um terceiro clube de Salvador, tem um público médio de 1.332 pagantes em 8 jogos da fase inicial, amargando prejuizos em quase todos esses. A sua salvação foi levar o jogo contra o Vitória para a Fonte Nova, quando elevou o público pagante para 9.235 dos quais 6.485 em meia entrada nos assentos norte, torcedores do Vitória.</p>
<p>Houve um aumento generalizado do valor dos ingressos, porém a média do estadual é baixa. O Bahia tem um ingresso médio de R$ 33,69, tendo alcançado R$ 52,45 no jogo de reabertura da Fonte Nova, com o maior valor de R$ 180,00. O Vitória tem uma média menor (R$ 22,98) e o Botafogo que tem uma média da ordem de R$ 17,00, nos seus jogos no Pituaçu. Com o jogo contra o Vitória, na Fonte Nova conseguiu elevar o ticket médio para R$ 36,29 e concluir a sua participação no estadual com pequeno superávit, apesar de prejuizos em seis dos seus jogos.</p>
<p>Esse histórico indica que a Fonte Nova só será utilizados para os clássicos locais e jogos do Brasileirão, fases finais da Copa do Brasil e outros com grande potencial de público. Os jogos dos estaduais, de menor atratividade, provavelmente ocorrerão no Pituaçu e no Barradão, reduzindo o número de jogos na Fonte Nova.</p>
<p>Nos sete jogos já realizados na Fonte Nova, o valor atribuido à Administradora foi de R$ 691.766,00, com valor médio de R$ 99.680,00 por jogo. Adotando essa média, para um investimento na reforma do estádio de R$ 591.700,00 seriam necessários 5.936 jogos. Adotando uma média de 84 jogos por ano, sem considerar os ecargos dos juros, seriam necessários 71 anos para recuperar o valor investido. Na prática os valores dos alugueis serão maiores com o Brasileirão, porém o número de jogos será menor.</p>
<p>De toda forma, o período de recuperação do investimento (pay-back) não será inferior a 50 anos, muito acima do período de concessão.</p>
<p>Quem irá pagar os prejuizos?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/05/20/a-renda-do-futebol-nao-sera-suficiente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Concessão demais no Maracanã</title>
		<link>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/05/12/concessao-demais-no-maracana/</link>
		<comments>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/05/12/concessao-demais-no-maracana/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 12:46:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia da Copa]]></category>
		<category><![CDATA[Arena multiuso]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios da Copa]]></category>
		<category><![CDATA[PPP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/?p=605</guid>
		<description><![CDATA[O processo de concessão do Maracanã está sendo contestado, mais por ignorância e boa fé do que por efetivas ilegalidades. As contestações pelos jovens procuradores e aceitação pelos juizes indicam uma grave distorção do processo seletivo para essas carreiras. Os procuradores e magistrados ingressam mediante duríssimo concursos que requer muito estudo e dedicação. São conhecedores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de concessão do Maracanã está sendo contestado, mais por ignorância e boa fé do que por efetivas ilegalidades. As contestações pelos jovens procuradores e aceitação pelos juizes indicam uma grave distorção do processo seletivo para essas carreiras. Os procuradores e magistrados ingressam mediante duríssimo concursos que requer muito estudo e dedicação. São conhecedores de toda a legislação, doutrina e jurisprudência anteriores aos concursos. Mas nem sempre estão atualizados com as alterações posteriores. Depois de ingressados muitos se tornam autossuficientes, donos da verdade e agem como se o direito tivesse parado no concurso de ingresso. Em alguns casos, conhecem a lei nova, mas não a aceitam quando muda princípios estabelecidos anteriormente.</p>
<p>Foi o que ocorreu no caso do processo de concessão do Maracanã. As leis anteriores de licitação e contratação, sendo a última a Lei nº 8.666/93 adotam o princípio de sucessivas fases para a contratação de uma obra ou empreendimento público, proibindo que o participante de uma fase participasse da seguinte. A razão é a quebra do princípio da igualdade de condições de competição. Mas na legislação subsequente de concessões comuns ou mediante parcerias público-privadas estabeleceu-se um mecanismo que permite ao interessado privado propor e desenvolver estudos prévios, incluindo a minuta do edital de licitação &#8211; por sua conta e risco &#8211; e participar da licitação. Foi a forma que a Administração Pública encontrou para &#8220;queimar etapas&#8221; e acelerar o processo de contratação. Esse mecanismo foi ampliado, fazendo com que a Administração Pública tomasse a iniciativa e promovesse um chamamento de interessados privados. Tomou o nome de Proposta de Manifestação de Interesse &#8211; PMI ou Manifestação de Interesse Privado &#8211; MIP, já aplicado em muitos casos, contestados em alguns, mas com decisões favoráveis à sua legalidade.</p>
<p>Em poucos casos o eleborador dos estudos foi derrotado na licitação da concessão, caso então que foi ou seria ressarcido dos seus custos pelo vencedor. Ganhando ou não os procedimentos tem sido reconhecidos como legais e as contestações do Ministério Público e acatadas pela Justiça são obsoletos e não deverão prevalecer. Será apenas uma perda de tempo e custos públicos adicionais desnecessários.</p>
<p>Não há razões legais para impedir a efetivação do contrato de concessão com o consórcio vencedor.</p>
<p>Mas isso não significa a garantia da execução do contrato, pois esse estabelece obrigações ainda &#8220;sub-judice&#8221;: a demolição do conjunto de atletismo e o parque aquático.</p>
<p>Por que esse patrimônio precisa ser demolido? O que será feito em seu lugar? Qual é o interesse público nessa substituição?</p>
<p>Supostamente o interesse público estaria em assegurar o uso do Maracanã para as finais das Copas da Confederação e do Mundo.</p>
<p>Esses equipamentos precisam ser demolidos por que a FIFA quer. A FIFA exige uma área livre em torno do estádio para colocar durante poucas semanas ou dias as tendas desmontáveis para receber os seus convidados e para as exposições dos seus patrocinadores. Depois de realizado os jogos essas instalações são desmontadas ficando apenas espaços vazios. Serão grandes esplanadas para reunião e circulação do público ou poderão ser transformados em estacionamentos.</p>
<p>Ou seja, o problema maior não está na concessão da exploração do conjunto a um consórcio privado, mas o excesso de concessão á FIFA, para ter os jogos da Copa do Mundo.</p>
<p>Corresponde ao interesse  público?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/05/12/concessao-demais-no-maracana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>26</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Itaipava Fonte Nova é viável?</title>
		<link>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/05/04/a-itaipava-fonte-nova-e-viavel/</link>
		<comments>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/05/04/a-itaipava-fonte-nova-e-viavel/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 May 2013 14:05:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia da Copa]]></category>
		<category><![CDATA[(in)viabilidade-ecpnomica]]></category>
		<category><![CDATA[Arena multiuso]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios da Copa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/?p=602</guid>
		<description><![CDATA[O novo estádio de Salvador foi inaugurado em sete de abril de 2013, com o clássico BAVI, e recebeu um público de 37.274 pagantes, superior ao total colocado a venda. Isso porque os ingressos do Torcedor Oficial do Bahia, com o valor unitário de R$ 7,50 não são colocados previamente a venda. A renda alcançou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O novo estádio de Salvador foi inaugurado em sete de abril de 2013, com o clássico BAVI, e recebeu um público de 37.274 pagantes, superior ao total colocado a venda. Isso porque os ingressos do Torcedor Oficial do Bahia, com o valor unitário de R$ 7,50 não são colocados previamente a venda. A renda alcançou R$1.954.900,00 com um ingresso médio de R$ 52,45, muito acima do padrão de jogos em Salvador. O maior preço dos ingressos alcançou R$ 180,00. O aluguel do campo ficou em R$ 156.986,00, equivalente a 8% da receita bruta, abaixo do padrão de 10%. Outra despesa significativa é da confedção de ingressos, que nesse jogo ficou com um percentual baixo (3%). A despesa total alcançou R$ 814.803,93, gerando uma renda líquida de R$ 1.340.096,07, ou seja uma rentabilidade de 58%.</p>
<p>No entanto, os jogos posteriores não repetiram o bom desempenho do jogo de abertura. O Bahia ainda mandou mais três jogos na Fonte Nova, com resultados mediocres, sendo que no jogo contra o seu homônimo de Feira de Santana, incorreu num prejuizo de R$ 44.902,23, 30% de uma receita bruta de R$ 125.065,00 para apenas 3.678 pagantes, dos quais 1.621 de meios ingressos. Mesmo assim, o ingresso médio ficou em R$ 34,00. Com renda baixa, o aluguel de R$ 42.109,18 representou 34% da receita bruta, e a confecção de ingressos, 18%, custos que provocaram o déficit para o Bahia EC.</p>
<p>O clássico BAVI, voltou à Fonte Nova, dessa vez sob comando do Vitória, e um resultado econômico pior. Apesar do principal clássico, apenas 27.406 pagaram ingressos, gerando uma receita bruta de R$ 888.740,00 com um ingresso médio de R$ 32,43, abaixo da média do novo estadio. O aluguel ficou 12% da receita bruta e a renda líquida (R$ 453.436,50), embora percentualmente semelhante ao jogo anterior (51%) foi cerca de apenas 1/3 da renda auferida pelo Bahia. O Vitória tem preferido jogar no Barradão, com público e custos menores, mas mesmo assim, tem prejuizo na maior parte dos jogos.</p>
<p>O Botafogo de Salvador levou um jogo para a Fonte Nova e só conseguiu um público de 9235 pagantes e uma renda de R$ 362.990,00, com um ingresso médio de R$ 39,31, acima dos R$ 20,00 reais com público reduzido que consegue jogando no Pituaçu. Na realidade a maior parte da torcida foi do Vitória o seu adversário. De toda forma o resultado líquido de R$ 62 mil &#8220;salvou a temporada&#8221; pois teve prjuizos em praticamente todos os seus jogos.</p>
<p>Em resumo, só o Bahia e o Vitória conseguem levar um público superior a 10.000 pagantes e acima de 20 mil só nos clássicos, com ingressos mais caros. Dentro do previsto está ocorrendo uma elitização do público do futebol. Ingressos médios de R$ 10 a 20 mil só fora da Fonte Nova, cuja média é acima de R$ 30,00 e o nível mais elevado da abertura levou a média dos 6 jogos até agora realizados para R$ 41 mil.</p>
<p>A média da renda com alugueis, foi de R$ 76 mil. Considerando média otimista de 80 jogos por ano a renda bruta dos alugueis seria da ordem de R$ 6 milhões, menos do que o anunciado contrato com a Itaipava para o &#8220;naming right&#8221;. Supõe-se, no entanto, que nos jogos do Brasileirão, a renda e os alugueis médios sejam maiores.</p>
<p>O estádio não se viabilizará apenas com os alugueis dos jogos de futebol. Dependerá de shows e do naming right.</p>
<p>Na Bahia esses dois eventos são conflitantes. A principal estrela baiana, capaz de lotar o estádio é patrocinada pela Schin, concorrente da Itaipava. Ela afirma que não poderá fazer shows na Fonte Nova, a menos que a detentora da marca retire os anúncios. Essa prefere não ter os shows a conceder.<br />
Quem perde?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/05/04/a-itaipava-fonte-nova-e-viavel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>82</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Reprovação do Mineirão</title>
		<link>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/04/30/reprovacao-do-mineirao/</link>
		<comments>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/04/30/reprovacao-do-mineirao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 May 2013 01:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Arena multiuso]]></category>
		<category><![CDATA[Corredor de ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[Imagem do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[infra-estrutura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/?p=600</guid>
		<description><![CDATA[A preocupação e exigências da FIFA em relação à mobilidade urbana não está no atendimento á cidade ou ao seu legado, mas ao acesso e mobilidade dos torcedores ao estádio.
A organização para o jogo entre as seleções do Brasil e do Chile no novo Mineirão deveria ser o grande teste para as Copas próximas. Era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A preocupação e exigências da FIFA em relação à mobilidade urbana não está no atendimento á cidade ou ao seu legado, mas ao acesso e mobilidade dos torcedores ao estádio.</p>
<p>A organização para o jogo entre as seleções do Brasil e do Chile no novo Mineirão deveria ser o grande teste para as Copas próximas. Era o primeiro jogo da seleção brasileira em estádio da Copa. </p>
<p>Só não contaram com e para os professores em greve da UFMG. Eles são vizinhos do Mineirão que ocupa uma área cedida pela UFMG e trancaram a principal via de acesso: a Av. Antonio Carlos cuja ampliação foi a principal obra viária do PAC da Copa em Belo Horizonte.</p>
<p>Até mesmo as autoridades tiveram dificuldade de chegar ao estádio e uma grande parte da torcida só conseguiu entrar no estádio com o jogo em andamento.</p>
<p>A COL e as autoridades públicas testaram o esquema do estacionamento distante, ainda com falhas, mas alcançaram uma parte dos resultados: houve muita reclamação, muita repercussão &#8211; apesar de negativa &#8211; levando o público a perceber a existência do novo esquema. Quem for de carro não conseguirá estacionar o mesmo ao lado do estádio.</p>
<p>Mas para que o esquema funcione bem será necessário prover linhas com vans e ônibus confortáveis para transportar os espectadores, uma vez que a prometida linha metroviária entre Savassi e Pampulha ficou para as &#8220;calendas gregas&#8221;.</p>
<p>E ainda ficou a dúvida? Como enfrentar os movimentos grevistas ou sociais que para terem visibilidade causam &#8211; propositadamente &#8211; tumultos oportunistas.</p>
<p>A expectativa governamental é de conscientização e de colaboração. Todos deveriam entender que a realização da Copa traz enormes benefícios ao país e todos deveriam colaborar para o sucesso e não criar problemas que prejudiquem a imagem do país. Mas isso não é consenso e a euforia inicial vem sendo substituida por ceticismo e por críticas. Valerá a pena gastar tanto, curvar-se a todas exigência da FIFA?</p>
<p>Então os movimentos reivindicatórios vem na realização da Copa a grande oportunidade para ganhar visibilidade e fortalecer as suas posições.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/04/30/reprovacao-do-mineirao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>59</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vai pegar?</title>
		<link>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/03/18/vai-pegar/</link>
		<comments>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/03/18/vai-pegar/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 08:25:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia da Copa]]></category>
		<category><![CDATA[(in)viabilidade-ecpnomica]]></category>
		<category><![CDATA[Arena multiuso]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios da Copa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/?p=598</guid>
		<description><![CDATA[A anunciada paralização anunciada das obras do Itaquerão faz parte do jogo do Corinthians em ganhar um estádio sem custo e ônus, transferindo toda responsabilidade aos Poderes Públicos ou a terceiros, capitalizando a sua imagem e sua valiosa marca.
O lance atual já foi previsto por este blog e que pode pegar, com nova interferência do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A anunciada paralização anunciada das obras do Itaquerão faz parte do jogo do Corinthians em ganhar um estádio sem custo e ônus, transferindo toda responsabilidade aos Poderes Públicos ou a terceiros, capitalizando a sua imagem e sua valiosa marca.</p>
<p>O lance atual já foi previsto por este blog e que pode pegar, com nova interferência do ex-Presidente sob a alegação de que o Brasil e São Paulo não podem passar a vergonha de não ter um estádio a altura de receber a abertura da Copa 2014.</p>
<p>O problema todo está na intransigência do Corinthians em abrir mão das receitas futuras do Estadio. O que o Corinthians quer é muito simples: ele quer que a Odebrecht assuma os empréstimos, com garantia do seu patrimônio,  participe das receitas futuras mas sem participar da gestão econômica do estádio. O clube não aceita o modelo semelhante ao do Palmeiras em que a construtora assume toda a responsabilidade dos investimentos, mas fica sendo &#8220;dona&#8221; do estádio durante vários anos.</p>
<p>Sem ser gerenciadora do estádio, a Odebrecht não quer dar o seu patrimônio como garantia. Sem essa garantia o Banco do Brasil não avaliza a operação para. ao final. o BNDES aportar os recursos que tem origem no Tesouro Nacional. Sem esse financiamento a Odebrecht não quer continuar investindo sob sua responsabilidade. O ex-presidente irá pressionar a Presidente para pressionar o Banco do Brasil, mas os seus dirigentes resistirão, pois tem o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas na União e mais o Banco Central na sua cola. Se aprovarem uma operação sem as devidas garantias estarão sujeitos a acusação de gestão temerária e poderão ser impedidos de permanecerem como gestores. Poderão ter penas maiores: não poderão mais trabalhar no mercado financeiro.</p>
<p>Não é de bom tom escrever aqui as suas respostas, mas a usarão para recusar. Mas serão do &#8220;tipo&#8221; não colocar o dele entre a menor distância entre dois pontos.</p>
<p>Ainda que a mídia difunda a idéia de má vontade do Banco do Brasil, a resistência maior é do Corinthians que diz ser inegociável a gestão própria do seu estádio. Quer que todos os outros cedam, não ele.</p>
<p>A liberação do CID enfrenta os mesmos problemas: mesmo aprovada por lei, a sua emissão depende de burocratas ciosos com o seu cargo e integridade. Pode sair, mas não facilmente.</p>
<p>Em nome do orgulho brasileiro e paulista, ao final o estádio ficará pronto e a abertura da Copa 2014 será em São Paulo, mas após muita angústia e sofrimento. A torcida corintiana já está acostumeada. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/03/18/vai-pegar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>607</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um nó na viabilidade dos estádios</title>
		<link>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/02/16/um-no-na-viabilidade-dos-estadios/</link>
		<comments>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/02/16/um-no-na-viabilidade-dos-estadios/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 16 Feb 2013 06:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia da Copa]]></category>
		<category><![CDATA[(in)viabilidade-ecpnomica]]></category>
		<category><![CDATA[Arena multiuso]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios da Copa]]></category>
		<category><![CDATA[PPP]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/?p=593</guid>
		<description><![CDATA[A viabilidade econômica dos novos estádios construidos ou em construção para a Copa &#8211; que não pelos próprios clubes usuários &#8211; dependem do aluguel pelos jogos que ficam em torno de 10% da renda bruta. O que tem ocorrido, na prática, são taxas inferiores, raramente superiores.
A renda depende do público pagante e do valor dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A viabilidade econômica dos novos estádios construidos ou em construção para a Copa &#8211; que não pelos próprios clubes usuários &#8211; dependem do aluguel pelos jogos que ficam em torno de 10% da renda bruta. O que tem ocorrido, na prática, são taxas inferiores, raramente superiores.</p>
<p>A renda depende do público pagante e do valor dos ingressos. Uma medida de aferição é o ingresso médio.</p>
<p>Um levantamento sobre as característica e resultados econômikcos dos jogos da Copa do Nordeste mostra um problema perturbador para a viabilidade econômica dos estádios e o risco de se transformarem em &#8220;elefantes brancos&#8221;.</p>
<p>O principal público é formado pelo &#8220;sócio torcedor&#8221;, com diversas denominações, mas que só pagam valores entre R$ 1,00 a R$ 7,50.</p>
<p>Isso faz com que o ingresso médio seja baixo, ficando em torno de $ 12,00. A média foi inflacionada pelo jogo inaugural no Castelão, que alcancou a média de R$ 17,24 para 34.249 pagantes 16.182, ou seja, quase a metade, de torcedores oficiais que pagaram apenas R 1,00.</p>
<p>Há uma compensação do clube da diferença na sua renda final, mas em na maioria dos casos, a renda &#8211; para efeito do aluguel &#8211; é calculada pelo valor pago pelo espectador torcedor.</p>
<p>O benefício ao sócio torcedor é uma das exigências dos clubes para levar os jogos sob seu mando para os novos estádios. Caso não sejam atendidos, preferem jogar nos seus estádios ou em outros que façam a concessão. Ceará e Fortaleza preferem jogar no Estádio Presidente Vargas do que no Castelão.</p>
<p>O Atlético Mineiro preferiu lotar o Independência, no jogo contra o São Paulo, pela Libertadores, do que levar o jogo para o novo Mineirão.</p>
<p>Já o Cruzeiro está mandando os jogos no novo Mineirão. Na reabertura, com o clássico contra o Atlêtico obteve uma renda recorde, com 52989 pagantes, uma renda bruta de R$ 3,7 milhões e ingresso medio de R$ 69,40. A dedução por conta dos sócios torcedores foi de R$ 254 mil. A Minas Arena teve uma receita de R$ 457 mil, o que corresponde a 12% da receita bruta.</p>
<p>Na quarta seguinte, jogando contra o América- TO, só conseguiu levar 14.543 pagantes, com uma arrecadação bruta de R$ 597 mil e renda média de R$ 41,03. Mas esses valores embutem um valor fictício atribuido ao sócio torcedor do Cruzeiro que não pagou o preço integral do ingresso. Por conta disso, da renda bruta, o clube teve uma dedução de R$ 215 mil, o que reduziria a arrecadação real para R$ 382 mil e o ingresso médio real para  R$ 26,00. Por conta dessa redução, a Minas Arena não teria participado da renda.</p>
<p>Esse quadro traz um dilema para os &#8220;donos&#8221; dos estádios. Se não abrir para o sócio-torcedor o clube não vai e não tem as demais receitas, inclusive dos camarotes. Se abrir, poderá ter prejuizos pois os custos de reposição e manutenção das localidades para os sócios torcedores poderá ser maior do que a renda auferida.</p>
<p>Com os sócios torcedores aumenta a possibilidade dos novos estádios virarem &#8220;elefantes brancos&#8221;, com pouco uso, reservado apenas para os classicos locais ou regionais ou para os jogos da seleção brasileira.</p>
<p>A sua viabilidade econômica dependerá de outros eventos, além do futebol.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/02/16/um-no-na-viabilidade-dos-estadios/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>140</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Pacaembu irá virar um &#8220;elefante branco&#8221;?</title>
		<link>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/02/09/o-pacaembu-ira-virar-um-elefante-branco/</link>
		<comments>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/02/09/o-pacaembu-ira-virar-um-elefante-branco/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2013 08:58:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia da Copa]]></category>
		<category><![CDATA[(in)viabilidade-ecpnomica]]></category>
		<category><![CDATA[estádios]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios da Copa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/?p=590</guid>
		<description><![CDATA[O estádio do Pacaembu, atualmente Estádio Paulo Machado de Carvalho, foi construido no meio do mato, na então periferia da cidade. Tinha como objetivo chamar a atenção para um novo bairro residencial de médio a alto padrão, lançado pela Cia City, nos morros do Pacaembu.
Deu certo e logo foi cercado por casas de gente rica, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O estádio do Pacaembu, atualmente Estádio Paulo Machado de Carvalho, foi construido no meio do mato, na então periferia da cidade. Tinha como objetivo chamar a atenção para um novo bairro residencial de médio a alto padrão, lançado pela Cia City, nos morros do Pacaembu.</p>
<p>Deu certo e logo foi cercado por casas de gente rica, cujos herdeiros ou sucessores querem evitar a sua utilização. Só não conseguem derrubálo-lo e substituir por um parque porque o bairro todo foi tombado como patrimônio histórico e artístico.</p>
<p>Tornou-se o principal centro de eventos esportivos, abrigando os principais jogos de futebol, competições de atletismo, e também de baquetebol e voleibol no seu Ginásio e as competições de natação na sua piscina. A construção de novos complexos esportivos foi tirando a sua primazia, para gaudio dos moradores. </p>
<p>Com a implantação do Estádio do Morumbi os principais jogos, os atratores de maiores públicos foram transferidos para aquele. Porém, recentemente, por conta de uma briga de dirigentes, o Corinthians &#8211; o clube de maior torcida e público &#8211; deixou de mandar os jogos naquele estádio, concentrando-os no Pacaembu. </p>
<p>O Palmeiras que está sem estádio próprio, em função da reforma do Parque Antárctica, sempre que pode joga no Pacaembu. E o Santos, quando quer jogar em São Paulo, onde tem torcida maior que na Baixada Santista, joga no Pacaembu, fazendo deste um dos estádio de maior utilização, rivalizando com o Engenhão, no Rio de Janeiro, também superutilizado em função das obras no Maracanã.</p>
<p>Ficando pronto o &#8220;Itaquerão&#8221;, o Corinthians abandonará o Pacaembu e o Palmeiras voltará a jogar no Parque Antárctica, igualmente deixando de jogar no Pacaembu. Sobrariam apenas eventuais jogos do Santos. Poderia ainda ser uma alternativa para esses grandes clubes, sempre que o seu estádio estivesse ocupado com shows internacionais.</p>
<p>A ocorrência maior de shows será no novo estádio do Palmeiras (ou do Palestra) por poder abrigar grandes shows de público médio (até 40 mil espectadores). Os megashows continuarão indo para o Morumbi, podendo &#8211; eventualmente &#8211; irem para o Itaquerão, mas no médio prazo.</p>
<p>O estádio do Pacaembu, já setuagenário, poderia ficar ocioso e se tornar um elefante branco, custoso para a Prefeitura Municipal, a sua prorietária, e com pouco uso.</p>
<p>Mas o Corinthians irá perceber que jogos com pequeno público são deficitários e poderá continuar jogando no Pacaembu, naqueles com perspectiva de espectadores pagantes menor que 10.000.</p>
<p>Será o comportamento dos públicos que irá definir. Em jogos de menor importância, no meio da semana, os torcedores que não da Zona Leste, provavelmente, não se animarão a ir até o estádio em função dos horários, apesar da maior facilidade de acesso e mobilidade: contam com o trem metropolitano e o metrô, este bem conectado em várias estações centrais. Se o jogo for mais cedo (por volta das 19,30 hs) os torcedores terão que concorrer, em carros lotados, com os trabalhadores retornando às suas casas. Se o jogo for mais tarde (22,00 hs), poderão ir com menos concorrência, mas a preocupação será com o retorno, por volta das 24 hs. A sensação de violência ainda assusta.</p>
<p>Então, os torcedores de maior renda, dispostos a pagar mais pelos ingressos, acima de R$ 80,00 não se animarão. Os camarotes só serão ocuados pelos torcedores mais fanáticos, que &#8220;não perdem um jogo sequer&#8221;. Para ter um público maior &#8211; o que significa também ter um custo maior &#8211; terá que oferecer preços populares. Valerá a pena?</p>
<p>Talvez o Pacaembu não vá ficar tão ocioso quanto os mais pessimistas em relação àquele prevêm.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/02/09/o-pacaembu-ira-virar-um-elefante-branco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>74</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Começa a fase do desemprego</title>
		<link>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/01/14/comeca-a-fase-do-desemprego/</link>
		<comments>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/01/14/comeca-a-fase-do-desemprego/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Jan 2013 07:26:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia da Copa]]></category>
		<category><![CDATA[falta de planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[estádios]]></category>
		<category><![CDATA[infra-estrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios da Copa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/?p=588</guid>
		<description><![CDATA[Ao contrário do que está sendo anunciado a Copa irá gerar desemprego em 2013 e em 2014.
Por uma razão simples: as obras dos estádios estão terminando: alguns já foram até inaugurados, mas estão nos acabamentos finais, outros irão acabar ainda no primeiro semestre para abrigar jogos da Copa das Confederações.
Com a conclusão dessas obras milhares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário do que está sendo anunciado a Copa irá gerar desemprego em 2013 e em 2014.</p>
<p>Por uma razão simples: as obras dos estádios estão terminando: alguns já foram até inaugurados, mas estão nos acabamentos finais, outros irão acabar ainda no primeiro semestre para abrigar jogos da Copa das Confederações.</p>
<p>Com a conclusão dessas obras milhares de trabalhadores serão demitidos, ampliando o exército dos &#8220;ex-empregados&#8221; e temporariamente desempregados. Em 2013 alguns desses desempregados poderão ser reempregados nas obras dos estádios ainda em andamento que entrarão na fase de pico de emprego. Os que tem melhor qualificação profissional, certamente serão reempregados, desde que aceitem a mudança do local de trabalho. Muitos não aceitarão e preferirão esperar pelos empregos nas obras de mobilidade urbana na mesma cidade. Mas muiitos desses foram cancelados e não serão efetivados. Outro ainda prosseguirão, mas em ritimo ainda mais lento, pois já não atenderão à Copa.</p>
<p>Mas no primeiro semestre de 2014 com a conclusão das obras, seja dos estádios, como de mobilidade urbana e dos aeroportos, haverá um grande surto de demissões, requerendo a existência de um grande programa de obras para absorver esse contingente de mão-de-obra que ficará desempregado.</p>
<p>Durante muitos anos o Brasil não precisará construir ou fazer grandes reformas dos seus estádios. A maioria dos estádios ora reformados ou reconstruidos tem mais de 40 anos. Um eventual novo ciclo de obras em estádio será de pelo menos meio século.</p>
<p>As obras de mobilidade urbana terão que ser paralizadas durante a Copa, pois pior que a obra inexistente será a obra em andamento durante os jogos, atrapalhando a movimentação das pessoas. Para a população local a existência da obra poderá resultar num efeito eleitoral positivo. É a imagem dos governantes trabalhando. Para os turistas a imagem será negativa:uma demonstração de falta de planejamento e de incompetência.</p>
<p>O mesmo vale para os aeroportos. Não pode haver obras que atrapalhem o fluxo de turistas durante a Copa. Obra para os turistas não é vitrine, mas vidraça.</p>
<p>Restarão as grandes obras para as Olimpiadas de 2016. O Rio de Janeiro não terá problemas de carência de mão-de-obra, tampouco uma grande disputa com outras cidades, apesar da eventual retomada das obras de mobilidade urbana. Essas obras serão suficientes para absorver os &#8220;ex-empregados&#8221; das obras da Copa?</p>
<p>E, de toda forma, estará se adiando o problema para o primeiro semestre de 2016.</p>
<p>Cabe aqui uma indagação em relação aos legados dos Jogos Panamericanos de 2008, além dos estouros orçamentários. O que aconteceu com os &#8220;ex-empregados&#8221; das obras do Pan?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2013/01/14/comeca-a-fase-do-desemprego/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>184</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Negativa do Banco do Brasil</title>
		<link>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2012/12/29/negativa-do-banco-do-brasil/</link>
		<comments>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2012/12/29/negativa-do-banco-do-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Dec 2012 11:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia da Copa]]></category>
		<category><![CDATA[(in)viabilidade-ecpnomica]]></category>
		<category><![CDATA[Arena multiuso]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios da Copa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/?p=584</guid>
		<description><![CDATA[Segundo o Valor Econômico, o Banco do Brasil recusou ser o avalista da operação de financiamento para o Itaquerão, confirmando o que já foi colocado aqui. Exigiu em contrapartida garantias reais da Odebrecht, o que não foi dada.  A cessão de garantias reais suas seria um favor a um &#8220;amigo&#8221;. Igual aquela que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo o Valor Econômico, o Banco do Brasil recusou ser o avalista da operação de financiamento para o Itaquerão, confirmando o que já foi colocado aqui. Exigiu em contrapartida garantias reais da Odebrecht, o que não foi dada.  A cessão de garantias reais suas seria um favor a um &#8220;amigo&#8221;. Igual aquela que os &#8220;caras de paus&#8221; pedem ao amigo para ser avalista de um empréstimo bancário ou fiador do aluguel da casa.</p>
<p>A modelagem desejada pelo Corinthians de não compromter a receita dos jogos não gera garantias suficientes para o financiamento. O Banco exigiu garantias reais que a Odebrecht desde o início declarou que não aceitaria. A construtora quer se manter como prestadora de serviços e não com a empreendedora de um negócio do qual não ter direito a toda receita, ou melhor, da parte da receita prinicipal e mais segura.</p>
<p>O Corinthians, fiando-se na sua popularidade e no valor da sua marca, insiste em ter um estádio inteiramente de graça, com o terreno cedido pela Prefeitura e a construção &#8220;dada&#8221; pela Prefeitura &#8211; através dos CIDs &#8211; e da construtora. Acha justo ser presenteado pela cidade, pela vibilidade mundial que gera com a sua popularidade. Segue os conceitos da FIFA. A receita que oferece é do eventual &#8220;naming right&#8221;, desde que não seja da AMBEV para chamá-la de Arena Antarctica.  Quer manter para si a arrecadação dos jogos e de outros eventos, utilizando-se de investimentos de terceiros.</p>
<p>Mas o fato real é que o Corinthians não quer &#8211; e talvez nem precise &#8211; do financiamento do BNDES, a não ser quando o estádio estiver pronto, pois junto com o eventual dinheiro do BNDES chega a auditoria do TCU. </p>
<p>Os empréstimos do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal com recursos do público (e não público / estatal) podem ser caracterizados como financiamentos privados.</p>
<p>Já os financiamentos das linhas especiais do BNDES, suportados por aportes do Tesouro Nacional são indubitavelmente recursos oriundos de tributos, plenamente caracterizados como aplicação de recursos públicos, sujeitos à fiscalização do TCU. E esse vem usando essa atribuição com o acompanhamento &#8220;passo a passo&#8221; das aplicações nos estádios com recursos daquele banco e determinando &#8211; quando caso &#8211; a suspensão dos desembolsos. </p>
<p>Assim que firmado &#8211; se o for &#8211; o contrato com o BNDES, antes mesmo do primeiro desembolso chegará um grupo de auditores do TCU, para verificar se as situações indicadas como contrapartida existem realmente. E se verificar &#8211; ou pior, se suspeitar de &#8211; alguma irregularidade, vetará o desembolso, até que essas sejam sanadas ou devidamente explicadas. </p>
<p>Se a construtora depender dos desembolsos do BNDES para dar sequencia às obras, essas seriam paralizadas por falta de recursos.</p>
<p>Mas não é isso que irá ocorrer. </p>
<p>Tudo vai se acertar ao longo de 2013, mas com muito sacrifício e sustos.</p>
<p>O primeiro será a indagação da nova administração da Prefeitura Municipal em relação à validade das benesses concedidas ao Itaquerão, pelo Governo Kassab. Embora devidamente aprovadas na gestão que ora se encerra, eles vão querer saber qual a responsabilidade pessoal dos que efetivarem as concessões. Isso poderá retardar a liberação dos CIDs.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2012/12/29/negativa-do-banco-do-brasil/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>157</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vitrines e vidraças de Fortaleza</title>
		<link>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2012/12/15/vitrines-e-vidracas-de-fortaleza/</link>
		<comments>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2012/12/15/vitrines-e-vidracas-de-fortaleza/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Dec 2012 16:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorge</dc:creator>
				<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Arena multiuso]]></category>
		<category><![CDATA[Imagem do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios da Copa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/?p=582</guid>
		<description><![CDATA[O reporter da UOL para a cobertura da inauguração do primeiro estádio da Copa a ficar pronto, não se ateve à pauta oficial, que mostra as vidraças, e foi &#8220;fuçar&#8221; as vidraças. Não precisou ir longe. Próximo ao Castelão encontrou ponto da prostituição infantil ou da pobreza, oferecendo o corpo por R$ 10,00 ou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O reporter da UOL para a cobertura da inauguração do primeiro estádio da Copa a ficar pronto, não se ateve à pauta oficial, que mostra as vidraças, e foi &#8220;fuçar&#8221; as vidraças. Não precisou ir longe. Próximo ao Castelão encontrou ponto da prostituição infantil ou da pobreza, oferecendo o corpo por R$ 10,00 ou em troca de um prato de comida.</p>
<p>Não se deve generalizar a situação, porém a prostituição infantial, foi apontada aqui &#8211; desde o início das ações para a Copa &#8211; como a principal vidraça de Fortaleza. Providências foram adotadas, porém não suficientemente eficazes. Combateram alguns pontos mais conhecidos. Mas ocorreu apenas uma transferência de locais. Passou a se concentrar em outros, com constantes migrações.</p>
<p>As autoridades irão reclamar com o coro dos fortalezenses, indignados com uma cobertura enviesada, buscando e difundindo apenas mazelas. Mas esse é o viés da mídia.</p>
<p>Da mesma forma que o repórter nacional da UOL foi atrás das vidraças, essa será a tendência da mídia internacional durante a Copa das Confederações, em 2013, marcando a imagem de Fortaleza para 2014.</p>
<p>A midia não ficará apenas encantada com as vitrines e Fortaleza tem muitas. Irá atrás das vidraças, mesmo que escondidas e irá flagrá-las.</p>
<p>Preparar-se para a Copa não significa apenas construir um novo e moderno estádio, ou melhorar a mobilidade urbana. Significa eliminar as vidraças. Infelizmente Fortaleza está atrasada, nesse item.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.portal2014.org.br/blog/inteligencia-estrategica/index.php/2012/12/15/vitrines-e-vidracas-de-fortaleza/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>142</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
